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A Casa

Olá, como vocês estão? Estou fazendo alguns vídeos com minhas postagens antigas pra quem tem aquela preguicinha de ler xD. Postarei alguns aqui e já coloco o link abaixo do vídeo para a postagem original.
 

Aqui o link para a postagem escrita.

A Dor do Devorador

A dor do Devorador.

Existem muitos céus por baixo deste céu noturno, ainda mais fortuitos e assombrosos do que dos céus diurnos. Pois, nestes céus vivem as criaturas do dia e da noite, já nos iluminados apenas os brilhantes se encaram. Não sei lhe dizer ao certo quem sou, se o que fui é real, ou se o que conto tem sentido ou razão, mas apenas quero contar, revelar o que meu coração nesse momento guarda, uma mistura inócua de culpa e prazer. 

Minha existência é um dos mais ternos enigmas, aposto que me consideraria uma fantasia, um silvo do passado, apenas uma ideia. De certa forma sou, da forma que me escrevo e que me imagino, tanto que posso mudar em um salto. O peso de minhas memórias são tão reais quanto os desejos sórdidos em meu peito, podem parar de existir em qualquer lampejo, e logo serei outras pessoas.

 Mas, uma coisa é certa, este outro terá o meu mesmo alimento, o sangue que corre por seu pescoço e é desperdiçado por sua fala, o calor de suas veias que atiça minhas entranhas. Pois, sou como o fogo, o eterno fogo que queima, e você criatura, é o meu alimento. Porém, se desesperar seria estupidez, pois como digo: somos os seres do 3, o Criador, a Criatura e o Devorador.

A mudança das cores

Todo mundo sabe que as cores são o resultado do reflexo da luz, e que tudo o que vemos é representado por estas poucas cores presentes em um espectro. No entanto, a maioria das pessoas não estão cientes de que sob certas condições, o nosso mundo não se limita apenas nisso. Quais são essas condições, bem, não vou as revelar para a segurança do leitor. Apesar disso, posso dizer que há vários lugares na terra que são afetados por uma certa 'mudança das cores'. Por exemplo, as manchas do sol.

Esses lugares geralmente parecem comuns, mas são afetados por um determinado ciclo, durante o qual eles vão ficar brevemente tão escuros quanto as profundezas do vácuo do espaço, conhecido como 'Cor Impossível'. Neste período, o lugar muda completamente, em conteúdo e forma, sendo habitado por seres estranhos vindos de dimensões que levariam a insanidade para possíveis testemunhas. No entanto, este não é o elemento mais angustiante presente.

Após a curta interjeição entre o espectro normal e este outro nicho impossível escondido da realidade, os seres infelizes que conseguirem entrar são submetidos a um destino terrível. Uma vez que este curto período de tempo chegar, os presentes são incapazes de voltar. Alguns chamam isso de "abismo". De acordo com um certo folclore indeterminado, aqueles deixados para trás perdem as cores visíveis no nosso mundo e se tornam como espectadores para toda a eternidade.

Apenas para assistir o partir de seu último fio de esperança.

Fonte: Creepypasta Wiki PT-BR

Olhos Vermelhos

Um jovem empresário, em uma viagem de negócios passa por uma estrada, cai a noite e ele para na frente de um hotel. Decidindo que seria mais seguro não dirigir de noite em rodovias sem iluminação, decide passar a noite no hotel. Ele se dirige ao balcão e é prontamente atendido por uma simpática garota, que lhe dá a chave do último quarto do corredor.

Без имени-1.jpgQuando está no caminho para seu quarto, ele nota que de frente para o seu, há um quarto sem marcação (número). Com curiosidade ele olha pela fechadura do quarto e vê uma mulher extremamente pálida de costas para a porta, olhando para a janela. Sem nada de estranho, ele vai dormir. No outro dia ele acorda e resolve olhar de novo, e tudo o que vê é vermelho.

Ele logo pensa "provavelmente a mulher notou que eu estava olhando e colocou algo vermelho para bloquear a fechadura. Depois, não aguentando a curiosidade, ele, quando já estáva saindo do hotel, pergunta à garota que fica no balcão:

"Quem é aquela mulher do quarto à frente do meu?"

A garota olha surpresa e responde: "Naquele quarto, uma vez, ficou uma família. O pai assassinou a mulher e os  filhos, se matando logo em seguida. Era uma familia aparentemente normal, exceto pelos seus olhos extremamente vermelho.

Fonte: Creepypasta Wiki Br

Crime incomum

Qual o valor da vida humana? Do que é capaz o homem, quando tomado de desejos vis? Como se sentir seguro, em um mundo onde o maior dos presentes cedidos por Deus, chegou a cotação tão baixa? Qual de nós já não se sentiu desamparado com a notícia de um crime por motivos completamente fúteis e pior, qual de nós não esqueceu do assunto pouco tempo depois? Será que estamos mesmo perto do fim dos dias ou nossa memória seletiva irrompe em irracional negação da verdadeira natureza do homem. Melhor ou pior ainda, existe de fato fim dos dias? Deus? Ou a vida humana é a experiência mais inútil e sem sentido que existe?

Mas deixemos estas preocupações para homens sábios pois o que pretendo aqui é apenas contar a minha estória.  Vivia eu em uma dessas grandes cidades brasileiras; agora tudo fica cada vez mais cinzento em minha mente e eu já não me lembro o nome. Jovem honesto e esforçado, trabalhava duro todos os dias para ajudar com o sustento da família e já a alguns anos, postergava o desejo do curso superior diante da necessidade mais imediata de ter o que comer e pagar as contas. Sempre levantando quando ainda devia estar dormindo, com o sabor do fracasso, que faz muitos de nós viver diariamente beirando a depressão e a revolta. Todo dia; todo maldito santo dia, acordava cedo para pegar o ônibus que parava próximo de minha casa. Lá sempre havia uma mulher com uma criança, vestida em uma farda de colégio público com cerca de uns dez anos de idade. Um homem com cara de preocupado, com uma mochila nas costas e que sempre olhava por sobre os ombros ou em direção a qualquer barulho mais alto. E um vendedor. Gente como eu, que rala o dia todo para tentar tirar o gosto de merda da boca. Gente como eu fui um dia, vestido em uma farda escolar, sonhando em ser presidente ou astronauta, sem saber que o destino presenteia apenas alguns escolhidos, alocando a maioria como cabeceiros (ou chapeados dependendo da região do país) da pirâmide social. Gente com medo de tudo, nessas malditas cidades grandes em que a violência é como um câncer em estado de metástase. Gente sempre disposta a vender e se vender pela mínima condição de sobrevivência.

Mas continuemos. Nesse dia em questão, tinha acordado tarde e acabei saindo sem tomar café. O tempo parece lutar contra os homens hoje em dia. Já no ponto de ônibus, percebi que nunca tinha reparado no que negociava aquele vendedor. Por curiosidade repentina, me aproximei de seu carrinho. Estava coberto com uma lona. Mas como ele já tinha notado minha aproximação e eu já estava com cara de tacho olhando pro seu carrinho como uma criança curiosa, resolvi perguntar o que era aquilo. Ele então puxou a cobertura e me mostrou as goiabas mais suculentas e grandes que eu já vi (é sério cara, era uma goiaba gigante!). Sorrindo disse: Goiabas garoto! E são ou não são as mais bonitas que você já viu? Vendo no centro a muitos anos e não tem melhor por lá, por isso que minha clientela é fiel! Naquele momento, a visão das frutas somou-se à fome que eu sentia por não ter tomado café e fez meu estômago roncar em desespero. Um dilema formou-se então. Tendo apenas R$1.50, eu não poderia tomar o ônibus e comprar uma daquelas goiabas e me peguei conversando comigo mesmo. Caraca velho, será que eu pego o ônibus ou será que eu compro uma goiaba? Foi então que me veio à boca novamente aquele gosto de fracasso. Imagine só, ficar com fome por causa de um emprego de bosta que nem me permitia fazer um lanche. Um trabalho que deveria me dar o suficiente para viver, além de apenas sobreviver. Uma droga de ocupação que não me permitia ter tempo pra mais nada além de dormir. Será mesmo o tempo que luta contra o homem, ou seremos nós, vítimas de nós mesmos, que em nossos delírios de grandeza e desejos de riqueza vivemos tentando espreme-lo um pouco mais? Valia mesmo a pena tanto esforço por uma vida medíocre? Por um pretenso pequeno-burguês que consumia minhas forças na fantasia de escalar a pirâmide sempre pisando em pessoas como eu e nos empurrando pra baixo sem se importar com os MEUS sonhos? Hoje não. Hoje saciaria o meu desejo imediato e faria uma bela caminhada para o trabalho chegando lá a hora que tivesse que chegar. E estava mais era disposto a mandar o chefe enfiar o emprego naquele canto, caso ele se enfezasse comigo. Paguei a goiaba e a ergui bem na minha frente, como um troféu da minha atitude. Enfim tinha feito algo pensando em mim mesmo.

Só então percebi dois homens em um beco próximo me observando. O cara da mochila também percebeu e ficou observando à cena quando os dois me chamaram dizendo assim: Chegaí, chegaí, chegaí mano! Na hora meu coração disparou, sentindo que havia algo errado. Pensei em sair correndo mas eis a questão de viver em uma comunidade violenta (se é que ainda existem comunidades tranquilas). Já os tinha visto por ali e eles com certeza, sabiam que eu esperava ali o ônibus todos os dias, então de que me adiantava postergar o desejo deles? Talvez nem fosse nada de mais, racionalizei, apesar de perceber algo diabólico em seus olhares e ter sido acometido de uma violenta inquietação. Me aproximei devagar e enquanto me aproximava eles recuaram um pouco mais pra dentro do beco. Assim que adentrei naquele local, percebi o quanto era sujo e escuro e o forte cheiro de crack que emanava dali (não, não conheço o cheiro por experiência própria mas já o senti várias vezes. Em alguns lugares é mais constante que o cheiro de pão saindo da padaria). Tão perto todos os dias, aquele pedaço do inferno que costumamos ignorar hoje pedia atenção e apesar de algo dentro de mim dizer, cai fora daí idiota, a fleuma que nos acomete nesses dias atuais parecia me dirigir em direção a eles. Mal adentrei o beco imundo e meus pensamentos foram interrompidos quando um deles passou a mão na minha goiaba e com um sorriso escroto, de quem acha que todos devem teme-lo disse: Já era, já era, já era a goiaba mano. Meus olhos se encheram de lágrimas diante do desrespeito e falei com a voz embargada: Caraca mano, cê pegou minha goiaba. Isso só aumentou o sorriso do canalha e segurando a goiaba com uma mão enquanto com a outra mostrava um volume na cintura por baixo da blusa o desgraçado repetiu: Já era, já era, já era a goiaba mano.

Terminar a frase e tascar uma mordida na minha fruta foram atos contínuos e confesso que chorava de ódio diante de tão indigna humilhação. A voz saía empolada e minhas mãos se crispavam enquanto eu dizia a mim mesmo: Caraca velho, o cara mordeu minha goiaba. Caraca velho o cara roubou minha goiaba. Então, mais do que nunca eu senti aquele amargor pútrido de merda, da merda que todo maldito santo dia somos obrigados a engolir e foi aí que algo dentro de mim estalou enquanto bradei em pensamento incontido, hoje não! Como alguém possuído, eu pulei com as mãos na garganta do cara e nem percebi quando o seu parceiro colocava a mão nas costas. Por um instante, um breve e insignificante instante, me senti livre das amarras da sociedade. Um gigante resoluto, aplicando a justiça que todos sabem ser merecida enquanto sentia seus ossos e músculos do pescoço se contraindo entre minhas mãos. Deliciando-me, com o pavor em seus olhos ao descobrir que nem todos tem medo de suas demonstrações ignóbeis de falso poder. Sentindo-me um Deus em seu trabalho de punir os injustos. Sim, existia Deus. Eu era Deus! E então o estampido; o clarão, algo mordeu minhas costelas e sua mordida era quente. Minhas mãos se afrouxaram e confesso que não entendi na hora o que estava acontecendo. O cara me jogou de cima dele e eu lembrei da mordida. Olhei para o lado do meu corpo, debaixo do braço esquerdo e vi um buraquinho que jorrava sangue. Só quando vi o parceiro do sacana ajudando-o a se levantar com um revólver na mão é que minha mente tomou ciência do que tinha acontecido. Eu tinha sido baleado; por causa de uma goiaba. Não, eu não era Deus.

Os segundos seguintes foram confusos, quase como um sonho e ainda assim extremamente claros (ainda que essa clareza de entendimento só tenha vindo depois que tudo acabou). O cara da mochila, que tinha acompanhado a cena de longe, pareceu despertar depois do estampido e enquanto eu tentava me levantar, vi quando ele sacou uma arma. Naquele estupor de “confusa clareza”, finalmente entendi aquele comportamento assustado que citei no começo e aquela mochila. A farda escondida, fruto de uma sociedade que aprendeu a perdoar os maus e punir os bons. O medo constante de ser reconhecido em sua própria comunidade. Compreendi tudo isso no espaço de tempo dele sacar a arma e dizer: Parado, polícia! Mas quem vive no crime vive mesmo a beira da morte eu acho. Mesmo já estando na mira do “cana”, o cara começou a levantar a arma em direção a ele. Bem, apenas começou porque foi alvejado com dois tiros no peito enquanto eu me arrastava em direção ao ponto de ônibus. A mulher com a criança (que pensando bem agora, eu nunca perguntei o nome; a nenhum deles aliás, meus companheiros diários naquele ponto de ônibus) parecia simplesmente perdida na situação e conseguiu apenas agarrar o menino enquanto gritava desesperadamente. Ela nem viu quando o segundo meliante, o que tinha um volume na frente, aquele mesmo filho da puta que havia mordido minha goiaba, se esgueirou pra trás dela enquanto sacava a arma, pra usa-la como escudo. Com a linha de tiro obstruída, o policial foi incapaz de atirar. O bandido não. Sem nenhuma preocupação com a vida alheia, este esvaziou o tambor do seu revolver enquanto o “puliça” saltava e rolava para o meio da rua. Quatro disparos erraram o alvo, os outros dois não. Um pegou em sua coxa esquerda e o outro, na nuca da mulher que nada tinha a ver com isso. Já bem próximo do ponto de ônibus, vi quando seu corpo despencou por cima do garoto que tremia e chorava gritando: Minha mãe não, minha mãe não! O cara das goiabas estava já enfiado debaixo do carrinho, quando o policial mesmo baleado teve tempo de fazer sua manobra de rolamento e conseguir uma linha de tiro limpo. Um único disparo, bem na testa, e fim de papo como se diz. O que não deu tempo no meio da rua, foi de sair da frente do ônibus que chegava justamente naquele segundo e em cujo interior havia um motorista que percebeu a situação já perto demais e decidiu pisar fundo para passar logo pelo local. Parece que quem vive combatendo o crime também vive a beira da morte.

No fim eu já me apoiava debilmente no carrinho das goiabas e enquanto a vista ia escurecendo, eu ia enfiando a mão por baixo da lona e tateando em busca do que era meu por direito. Apanhei uma daquelas frutas e me preparava pra morde-la quando dei meu ultimo suspiro. O cara do carrinho já ia ficando de pé novamente quando meu coração parou diante dele, quatro outros cadáveres e uma criança atônita agarrada ao corpo da mãe. Não houve luz nem túnel luminoso, apenas um senso hiperconciente do fim e eu me levantando de novo enquanto o populacho se aproximava para acompanhar a cena cotidiana de violência. Ninguém me via e ao contrário do que mostram nos filmes eu não tive dúvida nenhuma sobre minha situação. Estranho é que além dos vivos não vi mais ninguém. Nem policial, nem mãe, nem bandidos. Alguns dias depois, acompanhei meu velório e vi o desespero dos meus familiares com muito tristeza mas conformado por saber que mais tarde eles também se conformariam e seguiriam em frente como seguem todos. A “boca de fumo” que tinha no beco, obviamente foi estourada no dia seguinte, deixando um saldo de cinco mortos do lado dos dois “aviões” locais e três usuários que foram pegos no momento da vingança, lugar errado na hora errada eu acho. E o garoto; bem, eu o tenho acompanhado já a alguns anos e vi seu comportamento mudar nesse tempo que tem ficado com os avós. Hoje ele escreve sobre a tristeza e inutilidade da vida enquanto preenche o quarto com fotos dos atiradores de Columbine e do massacre de Realengo. No próximo sábado ele vai comprar sua arma com o contato que conseguiu e segunda mesmo os cretinos de seu colégio vão ver quem realmente é o órfão esquisito. E o câncer continua se espalhando enquanto um fantasma com uma goiaba continua assombrando um certo ponto de ônibus.

Autor: Valter Ramos

Um monstro no armário

Pequeno Timmy gosta de desenhar e colorir. Ele gosta de brincar de fingimento com seus amigos no parquinho. No ônibus da escola, ele fala e ri com as crianças que acabou de conhecer.

Ele é um menino tão bom.

Mas Timmy pensa que há um monstro em seu armário.

A porta do armário se abriria e além dos casacos e roupas de domingo, O Timmy pensaria que havia visto um rosto. O rosto de um monstro pronto para devora-lo por inteiro.

Quando ele estava com medo, ele sempre pedia para seus pais para verificar o armário e eles faziam. Eles até mesmo olhavam debaixo da cama para ter certeza que não havia nada.

Hoje à noite Timmy está especialmente assustado. Ele está gritando por sua mãe e seu pai, para salva-lo do monstro em seu armário.

Mas não há nenhum monstro.

Eu sou apenas um motorista de ônibus escolar solitário.

E os pais de Timmy estão deitados no chão ao meu lado.

Eu não acredito em papai noel

Eu não acredito em Papai Noel.

Sempre soube que era invenção, coisas que os pais dizem aos seus filhos para se comportarem durante os feriados. No entanto, eu sempre fui grato pelos "presentes duplos" - um dos meus pais, e o outro do "Noel" - e acordava todas as manhãs de Natal com um presente envolto de um papel dourado e prateado ao pé da minha cama com um cartão escrito "Do Papai Noel." Isso continuou até o ensino médio, e com o tempo comecei a sentir que isso era completamente desnecessário, mas continuei brincando. Foi apenas uma maneira dos meus pais me mimarem, já que eu era o único filho deles.

No entanto, tinha que parar, logo tive que ir para a faculdade. O Natal veio enquanto eu era um calouro ocupado na faculdade, mas eu não poderia deixar de querer visitar minha casa antes da estação acabar. Enquanto estava viajando de volta, eu recebi um telefonema dos nossos vizinhos me dizendo para voltar para casa imediatamente. Eu disse a eles que já estava a caminho, mas estava menos alegre e mais ansioso.

Assim que cheguei em casa, larguei minhas malas na neve e passei pelos policiais em minha casa. Lá, em meio aos destroços da sala de estar, estavam os corpos ensanguentados e mutilados dos meus amados pais. Nas paredes, no que parecia ser escrita com sangue, estavam as palavras "Onde ele está?"

Antes que os policiais me afastassem, eu notei um único presente, intocado, envolvido em um papel dourado e prateado, embaixo da árvore de Natal.

Eu não acredito em Papai Noel.

Mas acredito em monstros...

Natal

Bonner-hotelNunca consegui dormir bem em hotéis. Acho que é um pouco de eufemismo; Nunca consegui dormir bem de forma geral, mas os hotéis são os piores. Apenas o pensamento de que o ocupante anterior da cama é um completo estranho era repulsivo para minha mente, mas isso não vem ao caso.

O que eu estou querendo dizer é como essa falta de sono em hotéis mudou minha vida. Natal, estava passando o natal em um hotel de merda sem minha família, ótimo...

Claro que a primeira tempestade de neve da estação cancelou o nosso voo para Virginia. Era véspera de Natal e eu estava tentando dormir naquele quarto saturado com alvejante; minha mente estava vagando, perguntando o que aconteceu neste lugar para ter uma quantidade exagerada de alvejante.

O quarto não tinha nada de incomum: duas camas, uma para mim e para o meu pai e outra para minha irmã e minha mãe, um banheiro e um microondas manchado que precisava de uma limpeza. De alguma forma, eu escapei do quarto com um sono sem sonhos Ao acordar, eu podia dizer que era de manhã cedo, meu pai estava ao meu lado roncando e ele geralmente acorda antes de 04:00.

Foi quando ele me bateu, era Natal, e eu estava prestes a deixar esta má sorte arruinar meu feriado favorito.

Olhando através da cama para o relógio para verificar o tempo foi quando eu notei que havia uma silhueta de um homem olhando para minha mãe. Ainda estava meio sonolento e surpreso no momento eu não pude deixar de pensar no Papai Noel.

Eu percebi o quão estúpido era e o pensamento de horror encheu minha cabeça, eu segurei um grito. Eu sabia que não podia deixá-lo me ver acordado, então eu calmamente coloque a cabeça para trás e baixei minha cabeça fingindo que estava dormindo. Minha mente estava correndo, alguém estava no meu quarto e eu não podia fazer nada; Eu era magrelo e tinha 16 anos de idade, e o homem tinha aparência de um boi.

Me perguntei se eu podia acordar o meu pai á tempo, mas eu sabia que não iria funcionar, ele dormia como uma pedra; um balde de água não podia acorda-lo rápido o suficiente. Eu estava praticamente em lágrimas; Nunca me senti tão impotente. Pela segunda vez segurei um grito. Ele estava de pé ao meu lado, eu podia sentir e ouvir sua respiração repulsiva no meu rosto; cheirava como se tivesse comido carne podre há uma semana sem nem ter escovado os dentes. Se ele não sabia que eu estava acordado, agora ele sabia que eu estava, vendo meu rosto estava contorcido de medo.

A respiração parou e eu não pude deixar escapar um suspiro de alívio; Eu me chutaria, mas não havia necessidade, eu ouvi a porta se abrir e fechar. Eu levantei da cama. E não tinha nada em desordem e minha família ainda estava dormindo. Não podia ter ter sido um sonho, eu não podia ter imaginado. Me sentindo mais acordado como nunca, uma ideia horrível passou pela minha cabeça e antes que eu pudesse desfaze-la eu estava abrindo a porta.

Olhando para a porta, a fim de memorizar o número do quarto eu vi pintado um "X"com spray preto. Se eu não tivesse passado pela experiência anterior eu provavelmente teria pensado que era apenas algumas crianças idiotas, eu sabia mais, mas não o suficiente para saber o que era aquilo.

Meu coração saltou, lá estava ele, virando no final do corredor, "Por que estou fazendo isso" Eu o segui até o estacionamento, ele não estava à vista; em um momento que ele estava saindo do lobby, e agora ele sumiu. Percebendo o frio que estava fazendo no meu pijama de tecido fino, voltei para o lobby. Não havia ninguém por perto, estranho; Eu poderia jurar que havia um porteiro noturno.

A adrenalina passou e eu percebi o quão estúpido e imprudente minhas ações foram, ele podia ter me matado. Eu me xinguei até a escada. Sabia que algo estava errado quando eu cheguei ao meu andar. A porta do meu quarto estava aberta, 'Eu não deixei desse jeito, certo?

Eu entrei e depois de uma rápida olhada no lugar eu determinei que era seguro e minha família ainda estava dormindo. Eu tranquei a porta e voltei para a cama que eu não dormi pelo o resto da noite. Ouvi meu pai se levantar e, eventualmente, a minha mãe também, mas eu ainda fingia dormir.

Algumas horas se passaram e meus pais acordaram a minha irmã e eu, nós entramos no carro, e fizemos o nosso caminho de volta para o aeroporto. Vasculhando a minha mochila para pegar o meu iPod fiz uma descoberta que não havia no dia anterior.

Uma simples nota que simplesmente dizia e que eu ainda me lembro "Eu sabia que você estava acordado." Já se passaram dois meses, e eu ainda temo pela minha vida e fica pior a cada dia. Essa nota não é a única.

Eu ainda as recebo.

Traduzido do site: Creepypasta Wikia

Desejo aos sensitivo um bom Natal...


Paralisia do Sono: Alucinações

É chamado de paralisia do sono: muitas pessoas têm sofrido com esta condição. Elas são alucinações que ocorrem na fase REM do sono. As alucinações abrangem todos os cinco sentidos, fazendo com que qualquer sonho que você esteja tendo, sem dúvida, pareça assustadoramente realista.

Há muito pouco que você possa fazer neste estágio do sono, já que você está completamente paralisado. Você apenas tem que deixar essa sensação passar, mas isso nem sempre é tão fácil quanto parece.

Você está deitado ali, incapaz de mover sua cabeça, você não sabe se está acordado ou não. Completamente parado e em silencio você consegue ouvir seu coração bater mais rápido.  É como um rangimento e com a respiração ofegante; uma combinação que você nem sabia que existia. Sob a respiração você consegue ouvir uma risada como se alguém estivesse tentando esconder uma risadinha.

O quarto está quase um breu, a lua lança sombras estranhas nas paredes. Enquanto você as observa dançarem ao luar, sua cabeça tonta começa a doer. Besouros pretos brilhantes estão agora no lugar das sombras. Eles estão correndo em todas as paredes, o som de seus pequenos corpos batendo um no outro quase abafa o chiado. Estão por todo seu corpo, arrastando sobre sua pele, ondulando por dentro...

Você tenta gritar, mas não consegue já que eles estão bloqueando as vias aéreas. O terror é uma palavra muito fraca para descrever como você está se sentindo agora.

Esforçando-se para se mexer você esquece da respiração ofegante, mas não dura por muito tempo. O guarda-roupa começa a abrir lentamente. Uma mão grande e preta com longos dedos e garras envolve-se em torno da porta enquanto um cheiro nauseante de sangue podre  enche seu nariz. Você para de lutar, você está petrificado, com medo de se mexer e a criatura lhe ver. Mas é tarde demais. Uma grande cabeça preta se estende por trás da porta de madeira. Suas antenas se mexendo nas redondas, olhos amarelos brilhantes. Cabeça inclinada como se o pescoço fosse quebrado. Seria algo mais inofensivo se não fosse pela sua enorme boca, rachada, aparentemente presa em um sorriso permanente. Parecia cruel, perverso e mal.

Seus olhos estão colados na criatura, seu coração está batendo incrivelmente rápido. Ele lentamente se aproxima de você com aqueles olhos brilhantes fixos aos seus, friamente igualados ao seu olhar. Você não consegue parar de olhar. É hipnotizante. Movimentando-se torcidamente e agitadamente como se ele tivesse vários ossos quebrados juntos uns aos outros, os seus pequenos movimentos, adicionam mais medo. É enorme; parece grande demais para estar  no quarto, mas ele deve ter cerca de 6 metros de altura. Membros magros que se movimentam para os lados fazendo barulhos estranhos. Ele chega na sua cama e, finalmente, se abaixa, surpreendentemente seus movimentos são suaves comparados aos anteriores. Os besouros ainda estão rastejando sob sua pele, você pode senti-los nadando em suas veias, saindo da sua boca fazendo com que se sinta sufocado.

Você se sente tonto e doente.

Você deve estar dormindo, mas tudo parece ser tão real. O cheiro de sangue encharca o ar, enquanto luta para inalar ar enquanto a criatura respira em sua face. Ela sorri, como se acabasse de encontrar algo que estava procurando, lambendo os dentes com aquele sorriso que não tinha lábios ou definição de onde é o inicio da boca e o fim. Sua língua também é preta, brilhante e gosmenta, uma baba escarlate em você presumi ser a fonte da cheiro horrível. As garras chegam mais perto do seu rosto, quando ela toca levemente seu rosto você sente dores intensas em todo o seu corpo. Você apaga.

O sol está brilhando em seu quarto enquanto você abre os olhos. Você chega à conclusão de que era tum pesadelo. É claro que você teve, não existe coisas como monstros. Você se senta coberto de suor e respira tranquilamente. Você olha para o seu guarda-roupa e seu coração começa á bater rápido.

Quem abriu o guarda-roupa...?



Traduzido do site: Creepypasta Wikia

Esse post foi devido a um pedido sobre relatos de paralisia do sono eu n encontrei nenhum relato bom,  por isso postei este conto. Espero que tenham gostado!
Olá! Eu sou um mendigo de comentários, por favor comente! Nós do MS precisamos muito da vossa opnião! Façam um mendigo feliz! Deixe sua opnião ou meto bala em tudin.

Minha agenda de posts no MS
Segunda: Possíveis contos e creepys
Terça: Nada
Quarta ou Quinta: SCPs
Sexta: Nada
Sábado e Domingo: Algo relacionado as crenças ( Sim, eu vou melhorar os posts da Goétia que tenho consciência que estão um fuleco ) 

Os retratos

Havia um caçador, que, depois de um longo dia de caça, estava no meio de uma imensa floresta. Estava ficando escuro, e tendo perdido seu rumo, ele decidiu ir em uma direção até que ele não visse mais as grandes folhagens. Depois do que pareceram horas, ele se deparou com uma cabana em uma pequena clareira. Percebendo o quão escuro estava, ele decidiu ver se ele poderia ficar lá por aquela noite. Ele se aproximou e encontrou a porta entreaberta. Ninguém estava lá dentro. O caçador deitou-se na cama, decidindo como iria explicar ao dono pela manhã.

Enquanto ele olhava ao redor, ele ficou surpreso ao ver que as paredes possuíam vários retratos, todas pintadas com detalhes incríveis. Sem exceção, parecia que eles o encaravam, suas características eram retorcidas e o seus olhares tinham ódio e malicia. Ele estava ficando cada vez mais desconfortável. Fazendo um grande esforço para ignorar as muitas faces de ódio, ele virou o rosto para a parede, e exausto, caiu no sono.

Na manhã seguinte, o caçador acordou e se virou piscando em uma luz solar inesperada. Olhando para cima, ele descobriu que a cabana não tinha retratos, apenas janelas.



Traduzido do site: Creepypasta Wikia

Estátuas do fundo

ChildStatueAEu tinha um sonho recorrente muitas vezes quando eu era criança. Talvez esse sonho explica por que eu tenho medo de água. Eu não posso ser 100% positiva nisso, mas quando um sonho se repete tantas vezes entre as idades de três e quinze anos; não é de grande ajuda, mas começar a pensar nisso significa alguma coisa. Pode soar brega ou bobo para algumas pessoas, mas é algo que me incomodou seriamente por uma grande parte da minha vida. Sobre esse sonho, já faz muitos anos, que não o tenho então eu não me lembro perfeitamente.

No sonho, eu estava andando em um caminho na floresta com dois meninos. Tenho certeza de que neste sonho, eu era a babá ou algo parecido. Eles pareciam muito com as pessoas que eu iria conhecer no futuro, mas estou consciente de que nada de ruim aconteceu com eles até hoje, mas de qualquer forma ... Os dois meninos foram me levando por este caminho, me dizendo que havia um belo lago e que eles queria ir nadar. "Tudo bem, pessoal, mas vocês sabem que eu não sei nadar", eu respondi. "Está tudo bem! Podemos ensiná-la!" O mais jovem exclamou entusiasmado. "Está tudo bem, eu só vou assistir." Eu recusei educadamente. Vendo o lago entrar na vista, o menino mais jovem tirou a camisa e mergulhou. Tive um sentimento de pavor por um momento e eu não estava muito certa o porquê. "Qual é o problema Senhorita C?" (Vou me referir a mim como "Senhorita C" nesta história para não revelar minha identidade.) O menino viu claramente que minha cara ficara pálida. "Nada, eu só estou preocupada com o seu irmão." "Você quer que eu vá vê-lo?" Eu estava prestes a dizer-lhe que não, mas o menino mergulhou antes que pudesse falar contra ele.

Eu observei e observei. O mais jovem dos dois estava nadando ao redor da superfície da água sem nenhum cuidado no mundo, e, em seguida, ele mergulhou. Olhei para o relógio. Eles estavam lá embaixo por muito tempo, mas eu não vi quaisquer bolhas ou quaisquer outros sinais de afogamento. Talvez esse fosse apenas um truque? Talvez houvesse uma passagem ou algo que estava debaixo da água que eu não podia ver? No entanto, eu não ia sair sem eles. Apesar do fato de que eu não sabia nadar, eu pulei para dentro do lago.

Algo não estava certo. Eu estava lutando, quase incapaz de me manter à tona. Eu odiava estar na água. Meu pé roçou em algo frio. Parecia ser uma pedra. Foi uma mão? Não, foi muito duro. Talvez fosse uma estátua que alguém despejara no lago? Mas logo, eu percebi que não podia mover meus pés ao redor, minhas pernas se recusavam a se mexer e elas ficaram insuportavelmente pesadas.

Comecei a entrar em pânico, e em pânico, eu mal podia ficar na superfície, em vez disso, meus braços começaram a se debater, impotentes. E então o peso das minhas pernas me fizeram afundar. Me engasguei por falta de fôlego e comecei á percorrer o fundo do lago, eu vi os dois meninos, transformados em pedra, boquiabertos de terror, agora congelados dessa maneira por toda a eternidade. Não era só eles, havia várias outras pessoas petrificadas da mesma maneira. Olhando para baixo e para minhas pernas, eu percebi que eu estava encontrando o mesmo destino. Eu estava virando pedra, incapaz de avisar alguém sobre o que o lago poderia fazer com eles.

Neste ponto, eu sempre acordava. Eu odiava esse sonho, e eu sempre pensei que ele estava tentando me dizer algo. Desde de então, tenho medo de água. Toda vez que vejo uma estátua realista de uma criança, não posso deixar de olhar, perguntando-me se tal lago existe em algum lugar.

Traduzido do site: Creepypasta Wiki

Cinzas.

Only ashes by Elipa
Quem não gosta de ler o diário de outra pessoa?

O que se segue é uma transcrição de várias páginas de um diário pessoal queimado que foi encontrado ao lado dos restos de Angela S. Yorke. Os agentes da polícia entraram no apartamento da Sra. Yorke na rua Cherry Lane em 28 de julho depois de ter sido dada como desaparecida por vários dias. O interior do apartamento, aparentemente, foi completamente destruído em um incêndio, embora nenhum dos vizinhos tenha informado ter visto as chamas. No canto do quarto os policiais encontraram uma grande pilha de cinzas, que mais tarde foi identificado, através de registros dentários, ser o corpo de Sra. Yorke.

Do lado do cadáver carbonizado os policiais recuperaram um diário bastante danificado que ela aparentemente tinha escrito em todo o período de seu desaparecimento. Especialistas têm sido incapazes de determinar a causa do incêndio, nem a razão pela qual danificou apenas o interior de um apartamento, deixando o exterior e todos os quartos ao redor ilesos. Em um esforço para resolver o mistério, o diário passou por uma ampla restauração para reparar e copiar as páginas carbonizadas.

Capa Frontal,
[Ambas as capas frontal e traseira do diário sofreram danos do fogo que apagou toda a escrita possível.]

Capa Interior,
[Angela escreveu uma pequena nota para si mesma no canto.]

Hooray! Eu finalmente me mudei para o novo apartamento! Sim! Eu tenho esperado tanto tempo para me mudar para o meu próprio espaço! Você nunca vai entender! Estou tão animada, o meu novo trabalho começa na segunda-feira! Vai ser incrível! Eu já posso sentir a sala do meu trabalho! Eu comprei este diário para provar a mim mesma, quando estiver velha e senil, que eu realmente fiz isso. Eu realmente fiz isso sozinha no mundo. Então, parabéns menina! Você fez isso!

Atenciosamente você mesma,

Angela S.

2 de julho 

Exausta demais para escrever muito. Eu, Susan, Hillary, e Andre passamos o dia todo na floresta. Nós nos perdemos em um ponto, e é por isso que voltamos tão tarde. No entanto, sinto que foi um golpe de sorte; atravessamos uma velha cabana ao lado de um riacho. Nos assustou no início, mas Susan disse que não havia qualquer registro de uma cabine na área e que deve ser de algum caçador antigo. Amanhã iremos retornar para explorar melhor. Talvez se coletarmos informações suficientes sobre isso, podemos perguntar para os moradores. Enquanto isso, vou tratar as bolhas por todo o meu calcanhar. Eu realmente preciso de botas novas.

4 de julho

Que merda esse 4 de Julho. O trabalho foi um pé no saco. Cheguei em casa todo zangada com meu chefe, pronta a entrar em colapso no meu sofá e assistir a TV ruim, quando notei um rastro de pegadas pretas por todo o meu tapete. Isso me assustou até que eu percebi que as impressões eram de meus próprios sapatos. De alguma forma, eu consegui rastejar a cinza por todo o meu chão e não notá-lo até hoje. Eu pensei que a caminhada teria sido suficiente para jogar fora os sapatos. Droga, droga droga, droga. Além disso, quando eu estava relaxando na banheira eu encontrei manchas pretas entre os meus dedos. Eu não podia tirá-los completamente, mas eu estou mais preocupada com o tapete. Tirei todas as garrafas debaixo da pia, mas nenhum dos meus produtos de limpeza conseguiu tirar a sujeira. Eu vou ter que alugar um tapete limpo amanhã e tirar a sujeira desse tapete antes que a senhoria veja. Maldito seja, tapete branco!

5 de julho

Que confusão do caralho. Peguei um tapete limpo antes de chegar em casa e preparada para me vingar contra aquelas marcas escuras no chão. Agora, como um monumento a todos os meus esforços, eu tenho uma enorme mancha negra em toda a minha sala de estar. Tapete limpo do caralho. Talvez eu ligue Susan e Hillary amanhã e perguntar se elas têm o mesmo problema. Estou muito chateada para escrever mais.

6 de julho

Algo estranho está acontecendo com essa mancha. Eu não posso ter certeza, mas parece que se espalhou um pouco mais. Notei pequenas saliências de alguma substância preta no meio do local; quando eu toquei um, ele desmoronou sob o meu dedo. Eu acho que a cinza está derretendo o tapete de alguma forma. Passei o resto da noite na internet procurando coisas como "ácidos em pó" e algo parecido. Ugh. Infelizmente, Átila, o chefe está me fazendo terminar um grande projeto para ele na sexta-feira, por isso não vou ter tempo para limpar o lugar até o próximo fim de semana. Pior ainda, que a mancha ainda está no fundo dos meus pés e minhas amigas, mais uma vez, não estavam em casa.

Adendo: Eu notei que eu tinha um pouco daquela coisa preta em minhas e agora existem impressões de minhas mãos em todas as paredes. Porra !

7 de julho

[A página foi quase toda queimada.]

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jeira ... está definitivamente espalhando mais, mas .................................... então meu chefe está esperando que eu faça eu ............................................................. ..como ...... me importo, mas não faz o meu trabalho mais fácil, especialmente considerando todos os relatórios que tenho que fazer, ao mesmo tempo. E a ausência de Susan não ajuda em nada, você acha que ela poderia pelo menos me chamar, já que estou puxando sua folga.

Para coroar esta semana de merda alguma .............................. com o cabo, eu ligo e tudo que eu posso ver é estática, com alguns estalos estranho no fundo. Eu chamaria a senh ............... .la tapete  ..................... . minha bunda. Finalmente, penso que qualquer coisa química é prejudicial aos meus pés; a pele na parte inferior é branco e começa a descascar e sentir tudo formigando, mas eu simplesmente não posso dar ao luxo de ter tempo para ver ................................. ..sem tempo para escr ......r.


8 de julho

[Um grande furo tinha sido queimada no meio da página.]

Oh Deus, eu abri minha porta e rangeu muito alto. A  fuligem estava comendo através do piso e paredes. Marcas de queimaduras enormes estão se espalhando por todo o meu chão. Há carvão em todos os lugares. O lugar cheirava a uma fogueira assim que eu abri a janela; um projeto explodiu e provocou uma enorme nuvem de poeira que cobria tudo, inclusive eu. Eu me tranquei no meu quarto, que até agora está livre de fuligem e sentei com a agenda. Tentei ligar para Susan novamente, mas do outro lado tudo o que eu podia ouvir era um som crepitante estranho. Em seguida eu ...................................................................................................

……………………ma………………………………………………………………

........................ cabos estão queimados ................................................................................................

............................................. .hega dessa merda, amanhã eu estou indo para a delegacia. Depois que  encontrar alguém para limpar a minha casa o que é claramente um perigo químico, vou ao médico para fazer check-out dos meus pés; ferem constantemente agora, e uma queimadura está "rastejando" ao redor dos meus dedos. Estou muito assustada.

9 de julho

Eu estou tão assustada. Eu não sei o que diabos está acontecendo...

Eu acordei esta manhã e estava escuro lá fora. Eu pensei que a dor nas minhas pernas tinha me despertado no início da manhã, mas quando eu olhei para o relógio era 9:00. Como diabos eu tinha conseguido dormir durante o dia inteiro? Eu decidi que eu iria para a polícia de qualquer maneira. Quando saí do meu quarto eu quase desmaiei; a sala inteira foi queimada em preto e branco. Manchas enormes de carvão foram amontoados no chão e estavam escorrendo pelas paredes. Enquanto eu andava em direção a porta cinzas caíram sobre minha cabeça. O cheiro horrível de carne queimada e cabelo permeava tudo.
Entrei no carro e dirigi até a delegacia, mas em poucos minutos eu percebi que estava perdida. É meu próprio bairro; Como diabos eu consegui me perder ? Eu dirigi e dirigi no escuro, tentando encontrar alguma coisa reconhecível. Eu tinha acabado de perder a esperança e começei a chorar quando eu notei que eu estava de volta em casa. A fila de apartamentos estava na minha frente. Eu fugi por uma estrada aleatória, pisando no pedal do acelerador, mas não importa aonde eu fui, o quão rápido eu fui, eu continuei passando o apartamento novo e de novo. Depois de dirigir por horas, o carro finalmente ficou sem gasolina e forçou uma parada. Fora da minha porta da frente. Eu nem me lembro de virar em um estacionamento. Quando entrei lá dentro, o relógio marcava 10:00. O que diabos está acontecendo comigo ? Meus dedos estão coçando, as gorjetas estavam manchadas de preto. Eu não posso chamar ninguém, os cabos queimados. Estou tentando dormir, mas que o som crepitante está vindo das paredes. Soa como um incêndio.

10 de julho

[Totalmente Queimado.]

11 de julho

[O canto da página foi queimado]

................................. ...ltimos dois dias, eu sentei no meu quarto e fiquei olhando para a porta.; além pude ................... ... os sons de um incêndio, mas sempre que eu olhava para a sala, havia apenas as cinzas, girando pelo ar. Tudo está queimado; sofá nada mais é que um monte de pó, e a TV está derretendo lentamente em uma poça de plástico. Eu tinha que ir para a geladeira para trazer comida. Chutei as pilhas de cinzas amontoadas nos cantos. Oh Deus, eu juro que eu vi uma mão de pó me agarrar antes de uma rajada de vento sopra-la embora

As marcas de queimaduras estão se espalhando para o meu quarto, a porta está quase completamente queimada, mas não há fogo e nem calor.

Perdi a sensibilidade nos pés, mas quando eu toco neles uma pele branca começa a descascar.

Minhas mãos estão tão dolorosas; que estala quando eu tento mexer.

Esses barulhos nas paredes está cada vez mais alto, e eu juro que eu posso ouvir o som de alguém gritando.

12 de julho

[Queimado.]

13 de julho

[Vários buracos queimados na página]

Eu não posso escapar. O quarto é quase tão queimado quanto o resto do apartamento. Eu acordei esta manhã, como uma pilha de cinzas ........................ pé da minha cama. Quando olhei  um rosto começou a se formar. Ele sorriu para mim e .............................. orri  para a sala e me agachei no canto. Sentei-me curvada lá até que eu adormeci novamente. Quando acordei, havia um lado cinzento deitada no meu ombro. No canto da minha visão algo estava olhando para mim. Eu gritei e ele desapareceu em uma nuvem. Mas a forma de uma mão foi queimada ............... ombro.

Eu corri para fora do apartamento na noite, não me importando onde eu ia sair.

Quando caí ......... exaustão eu percebi que eu estava de volta na floresta. A cabana ................................. e. luz alaranjada saia de suas janelas encardidas e a fumaça saindo da chaminé.


Arrastei-me para dentro, eu podia ouvir o som crepitante horrível. Uma gritaria ................................. ..guem. De repente, eu estava em pé na porta. Quando se abriu, uma rajada de vento bateu ............. .A porta se fechou atrás de mim.

O interior da cabana era .......................................... nchama. Eu estava no meio do chão de madeira enquanto as chamas se espalhavam em volta de mim, consumindo tudo. Algo agar ......... me por trás. Voltando, eu vi .... queima .............................. .. o seu caminho até as minhas pernas. Sua pele era preto carvão, um líquido vermelho escorria para fora dos seus braços ................................. ... Ele olhou para mim e gritou enquanto as chamas dançavam ao redor de sua cabeça,..............................................................
Eu estava de volta ao meu apartamento queimado.

Uma pilha de cinzas ............ .. ...... .. corpo jazia aos meus pés.

Eu me barriquei no quarto, mas a poeira entrava debai ..

14 de julho  

Eu posso ouvir algo espreita do outro lado da sala de estar.

15 de julho

[Queimado.]

16 de julho

[Queimado.]

17 de julho

[Queimado.]

18 de julho

[Danificado]

Tentei fugir novamente. Quando saí da casa eu vi algo cinza do outro lado da sala vindo em minha direção. Corri ........................................................................... noite. A cabine estava lá novamente. Eu não queria entrar, mas algu. ........................ ..do bosque me assustou. O lugar estava em chamas e a coisa gritando me atacou. Fechei os olhos até queimar tudo. As queimaduras em minha bo .................. ..ve espalhou por toda parte, mas a minha face. Dói mui………………………………………………………..…………o………………

20 de julho

[Muito danificado]

Por q ...... deus .. ........................... ..ve?

...................................................... .porque ....................................... ..P

A ..ANEL .................................!

…………………………………………………………………………………………

terra ..............................................

21 de julho

[A entrada consiste inteiramente de um desenho da natureza atrás da casa da Sra. Yorke. Várias trilhas são traçadas, e um círculo vermelho é rotulado de "A cabana". Apesar de uma pesquisa extensiva do parque, nenhuma cabana ou cinzas foi encontrado.]

22 de julho

Eu só posso estar nas pilhas de cinzas. Às vezes eu vejo uma forma cinza se mover, mas eu não posso fazer nada sobre isso. Minhas pernas estão caindo. Eu quero morrer.

23 de julho

[Sem entrada]

24 de julho

[Sem entrada. Um esboço de um rosto sorridente foi desenhado no canto da página, acima estava uma legenda, "está nas cinzas".]

25 de julho

[Entrada era quase ilegível, devido à natureza da escrita. Especialistas sugeriram que esta entrada foi escrita com a caneta na boca.]

Um dos meus braços caiu como carvão queimado. Eu estou quebrando. Minha mente se sente nublada. Pelo menos a dor está desaparecendo. Eu posso ver algo cinza e preto olhando para mim com no canto da sala. Eu pensei que estava sorrindo, mas agora eu posso ver que seus lábios estão queimados. Não posso me mover. Eu deito no chão enquanto pedaços de cinza caem sobre mim.

26 de julho

[Entrada também quase ilegível]

Eu, Angela Sylvia Yorke, juro, como a minha última vontade e testamento o seguinte:

Que todas minhas pos .............................................................................. ..

.............................. e ............................................................ um ......

................

.............................................................................................

[Infelizmente, uma grande queimadura na forma de uma marca de mão está impedindo a leitura da página, destruindo o conteúdo do que é, aparentemente, a vontade da Sra. Yorke. Curiosamente, o tamanho da impressão são muito maiores do que as mãos da Senhora Yorke. É claro que, devido à condição de deterioração do cadáver, esta alegação não pôde ser verificada.]

As restantes páginas do diário estão em branco ou queimados.

Dois dias após a última entrada, os oficiais encontraram o corpo gravemente queimado de Angela Yorke.

A pedido do proprietário, uma equipe de limpeza foi enviado para reparar o apartamento danificado após a investigação fora encerrada por falta de provas. Uma boa quantidade de tempo e esforço foi gasto na tentativa de encontrar "Susan" e as outras pessoas que Sra. Yorke menciona, em seu documento, mas sem sucesso. A causa do incêndio foi determinada.

Update: O diário muito danificado, aparentemente, se desintegrou no armário de provas, deixando uma marca de queimadura pequena na prateleira. Agentes do Saneamento afirmam que eles são incapazes de remover a mancha.

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Casa Mal Assombrada



O ano era 1944.
Carlos, que antes morava em Itaperuna/RJ, iria se mudar para Natividade/RJ. Estava à procura de uma casa e, depois de algumas visitas, encontrou uma que seria ideal para acomodar sua família.
Ao sair da casa, os vizinhos o alertaram de que ela era assombrada pelo espírito do antigo morador, conhecido como “Manoel Açougueiro". Carlos, que era metido a valentão, ignorou os avisos dos futuros vizinhos e a família mudou-se na semana seguinte.
Depois de um mês instalados, a mãe e os filhos começaram a ouvir, todas as noites, sem falta, às 22:00hs em ponto, batidas na porta. Quando iam atender, não havia ninguém e o portão ficava sempre trancado com cadeado, não havendo tempo suficiente para alguém bater e pular o muro sem que ninguém percebesse.
Carlos, que sempre chegava após as 22:00hs, não acreditava em tal história. Porém, um dia, Carlos chegara mais cedo em casa e, novamente às 22:00hs, bateram na porta. Carlos correu até a porta e, não vendo ninguém por perto, gritou aos quatro ventos:
– Manoel, é você? Se for você mesmo, apareça.
Para espanto de todos, nesta noite, à meia-noite o neném acordou chorando e Carlos, ao entrar no quarto, viu um cachorro branco dentro do berço. Ninguém na casa via o tal cachorro, mas Carlos insistia em tentar bater no cachorro com um cinto e acabara por acertar o bebê, mas não o machucou.
Apesar de toda a confusão da noite, Carlos ainda duvidava de que havia um fantasma na casa. No fim de semana, na Sexta-Feira, Carlos voltou a gritar aos quatro ventos, fazendo, dessa vez, um desafio ao tal fantasma:
– Se tiver alguém aqui mesmo, que atire essas almofadas que estão na sala para o outro quarto.
De madrugada, o filho mais velho da família, que também se chamava Carlos, acordou desesperado, gritando que alguém havia atirado almofadas em sua cabeça enquanto dormia.
Carlos, no dia seguinte, procurou o Padre, que providenciou a celebração de uma missa em intenção à alma de "Manoel, o Açougueiro".
Desde aquela data, nunca mais ninguém ouviu batidas na porta da casa.

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Sons da meia noite



A pequena luz do stand by da TV o importunava. Os sons de cada passada do ponteiro do relógio o atormentavam. A orquestra de grilos lá fora o fazia agonizar. E assim seguia mais uma noite de insônia dele.
O ranger da cama denunciava mais uma virada de lado, em busca da posição perfeita para dormir, posição esta que nunca encontrava. Ele virou, encolheu ainda mais sua posição fetal, puxou o cobertor próximo da orelha e respirou fundo, o máximo que seus pulmões aguentaram. Então tudo começou…Um estrondoso barulho rompeu a madrugada.
Coisa rápida, apenas dois ou três segundos, mas o eco durou mais.A pequena luz do stand by da TV o importunava. Os sons de cada passada do ponteiro do relógio o atormentavam. A orquestra de grilos lá fora o fazia agonizar. E assim seguia mais uma noite de insônia dele.
Era engraçado para ele, mesmo ainda com o coração acelerado do susto, imaginar o som viajando pelo vilarejo, vindo em sua direção. Não se abalou ao sentir sua casa vibrando quando o eco chegou até ela. Nem se impressionou quando aquela luzinha chata, aquela vermelha, próxima ao botão de on/off da TV, apagou.
Lógico, o fato de ele ter virado de costas pra ela antes não o fez reparar, mas sua imaginação procurando por sentindo naquele estrondo não o deixou ver aquilo de qualquer jeito. Ele detestava trovoadas, aliás, à noite, ele detestava tudo que emitia sons. Mais calmo, fechou vagarosamente os olhos outra vez. Sentia o coração mais lento. Mal ouvia a própria respiração.
Mal ouvia os pensamentos. Mas ele se deu conta de que algo a mais não ouvia, alguma coisa estava faltando.O que seria? Ah, sim, os grilos. Ele não conseguia ouvir os grilos. Mas porque diabos não conseguia ouvi-los? Aquele bando de insetos imprestáveis, que tiravam seu sono noite após noite agora, do nada, faziam falta. Isso é loucura, pensava ele.
Talvez, sei lá, só talvez, aquele som maluco de antes tenha assustado aquelas malditas criaturas. Ou melhor, aquele som ensurdecedor foi tão alto que explodiu cada odioso inseto, transformando-os em gosmas esverdeadas, com sangue e entranhas emboladas, como sempre foram, mas expostas naqueles pequenos corpos. Ele sorriu ao pensar nisso. Peraí! Som ensurdecedor? Não estaria ele surdo por causa do barulho? Virou novamente para o lado esquerdo e ficou tão feliz ao ouvir o ranger da cama novamente que não notou a luz chata e vermelha já inexistente na TV.
Instantes mais tarde, seus punhos cerraram com toda força assim como a dor na nuca começou, seus típicos sintomas de quando é tomado pela raiva. O motivo, os cachorros, os malditos cachorros começaram a latir! Era demais pra uma noite! Primeiro, um ou dois latiram, depois, uns seis ou dez, mais depois, uns milhares.
Claro que onde morava não existia milhares de cães, mas para uma pessoa com insônia e com raiva, um pequeno grilo era igual a uma matilha, quanto mais umas dezenas de cães emitindo aqueles detestáveis sons!
Horas se passaram com aqueles latidos, ora, horas pra alguém com insônia e enraivecido. Ele já estava se habituando com aqueles diálogos canino, mas o que veio a seguir realmente não o deixaria dormir naquela noite, ou melhor, no resto da sua vida: uma nova trovoada. Desta vez, ainda mais alta que a anterior. Ele nem se recuperou do susto e o eco já estremecia sua casa novamente.
Ainda pálido, buscou respirar mais calmamente e pensar no que estava acontecendo, pois, aquilo não parecia normal. A única coisa que lhe fazia sentido era o que seu pai lhe dizia quando criança: quando um raio cair, você conta um elefante, dois elefantes, três elefantes e se o barulho do trovão vier neste momento, quer dizer que o raio está a três elefantes de distância. Quando se lembrou disso, imaginou que o eco podia ser contado da mesma forma, assim, o primeiro barulho ocorreu a uns quatro elefantes de distância e o último, a meio elefante, no máximo.
Ele jogou as cobertas pra longe, vestiu seu calção, apertou o interruptor pra ligar a luz, mas a luz não acendeu. Ignorando a lâmpada apagada, saiu de casa naquela noite quente, iluminada e chuvosa. Ou melhor, para o seu espanto, não tinha chuva nenhuma, tampouco nuvens. O céu estava totalmente nu, com estrelas brilhantes e uma lua cheia incrivelmente linda, no meio do céu.                

Ao ver aquela noite linda, não pôde deixar de lembrar sua antiga namorada. Ela, com seus belos cabelos lisos, sorriso cheio de dentes brancos, olhar sereno de olhos claros e voz adocicada. Era tudo perfeito antes, quando estavam juntos, mas infelizmente, o destino tirou sua vida na forma de um acidente de carro. Quando pensou nisso, não quis mais pensar nela, nem no último beijo apaixonado nem no desespero de ver aquele rosto lindo transformado numa caixa craniana vazia de cérebro e desfigurada.
Ele morava na última casa do vilarejo. Atrás, podia vislumbrar um pequeno bosque e mais ao fundo, as montanhas floridas. À frente, tinha todas as casas para olhar. Porém, aos lados, nenhum vizinho. Para muitos isso poderia ser estranho, mas para ele, era maravilhoso! Ao olhar para o vilarejo, achou amedrontador notar que todas as luzes estavam apagadas. Mais amedrontador ainda, foi aguçar seus ouvidos e não ouvir sequer um latido. Que diabos estava acontecendo?!
Respirou coragem, e iniciou seus passos em direção à rua de paralelepípedos. Ninguém mais estava ali. Ele parecia ser o único curioso. Cada passo que dava em direção ao centro do vilarejo espantava-se ao não ouvir nada. Nunca imaginou que o silêncio fosse mais irritante que o barulho, apesar de ele já não estar mais irritado.
Num lugar seguro, as casas não têm muros, e assim era o vilarejo. Era comum ver entre os vãos dos casebres de madeira, seus moradores em situações íntimas. Havia algumas casas que era possível admirar a luz no outro exterior dela. Naquele momento, porém, onde não sabia exatamente que horas eram, e naquela estranha escuridão, onde apenas ali fora era iluminado pela lua, nada se via nos interiores. E aquilo era ainda mais assustador. Em cada lado que olhava em cada esquina que parava em cada casa que espiava nenhum ser, nenhum movimento, nenhum som. Som? Espera, há um som…
Era metálico? Sim, era. E contínuo. Mas de onde vinha? Ah, do norte. Dotado de uma curiosidade aguçada, ou talvez de um desjuízo, ele andou em direção ao barulho. Algumas casas dali conseguiu ouvir algo mais, mas que não era contínuo. Ocorria a cada o quê, três segundos? Quando chegou à esquina seguinte, e mirou a leste, pôde entender o que era o som, mas também, ao mesmo tempo, sentiu seus joelhos amolecerem.
Há alguns casebres de onde estava, contemplou uma figura nua, no tamanho de duas pessoas de altura, forte como um gorila, lento como uma lesma. Cada passo daquilo durava aqueles três segundos. Via-se bem, havia algo preso ao pescoço, e naquilo, escorria uma corrente que lambia o chão. Em partes daquele monstruoso corpo, havia pinturas vermelhas. E vermelho sangue. A nuca careca mostrava uma cicatriz gigante. Aquilo era terrível e jamais imaginável por ele.
Aquele andar lento, de repente cessou. O barulho dos passos e da corrente estagnou. Aos poucos, aquilo começou a virar. Sua cabeça pálida começou a girar junto. Rapidamente, aquele olho negro e grande do monstro encarava seus olhos. Ele soltou um gemido e começou a correr de onde vinha. Sua corrida era atrapalhada pelos movimentos dos joelhos medrosos.
Quando correu dez casas, parou e bisbilhotou atrás. Aquele semblante odioso já estava onde ele estava anteriormente e também o encarava. O monstro da corrente começou a correr em sua direção e ele pôde contemplar a velocidade daquilo que pensou antes ser lento, mas que, se ele não corresse, seria pego rapidamente.
Notou que não ganharia na corrida. Tinha que pensar em algo, e rápido! Esconder-se foi a única alternativa que lhe veio à mente. Tão logo pensou, avistou um vão em uma daquelas casas e correu lá pra baixo. Abaixado, orando mentalmente, empalideceu ao notar o que estava ao seu lado: quatro patas, pelos negros e cheios de terra e alguma outra coisa que não podia dizer o que era. Não sabia se ficava mais tranquilo ou não, quando notou que o cão ao seu lado estava morto. Quando voltou seus pensamentos àquilo que fugia, escutou surdos e pesados baques na grama, próximo de onde estava.
A cada três segundos escutava o som e, lógico, já sabia do que se tratava. Não demorou muito e viu um enorme pé esquerdo aterrissar no solo. De onde estava abaixado e escondido, pôde ver um pé direito descendo ao chão, este, porém, menor que o outro, já que estava pela metade, aparentemente decepado, com sangue já seco e um pedaço de madeira fincado no que parecia ser a parte mais sensível daquele pedaço de pé.
Ao ver esta grotesca cena, um calor correu de sua barriga até a garganta, e este calor tinha um gosto azedo e cheiro fétido, que deixou escapar pela boca sem nem mesmo pensar a respeito. Aquela cena desajustada piorou quando ele viu a corrente, que desta vez não fazia barulho, pois agora estava beijando a grama.
De perto, ele observou que o fim dela continha um gancho e, na ponta deste, um negro e grandeglobo ocular, transpassado pelo ferro. Seu medo era tanto que jurava que aquela esfera pútrida estava o observando, mas claro, essa ideia era irreal.
Qual seria seu próximo passo? Ficar escondido ali até quando? Pensou que, mas alguns passos, quando aquele demônio virasse para dar volta na casa, ele sairia dali e correria o máximo que pudesse o mais rápido possível. E era o que decidiu. Entretanto, o medo não deixava sair daquele esconderijo, mesmo depois de saber que a criatura já estava do outro lado da casa.
Ele tentava encorajar-se, mas na hora que ia, o terror não deixava sair do lugar. E pela última vez pensou: vou no três. Um, dois,… três. Então arrastou-se um pouco, empurrou seu corpo pra cima com os braços, ainda meio desequilibrado deu o impulso necessário pra começar sua corrida, mas antes mesmo de iniciá-la, bateu em algo.
Ao levantar sua cabeça, notou que um olho grande e negro o observava. Onde o segundo olho deveria estar, uma cova negra e profunda estava no lugar. Um rosto sem cor e faltando pele em alguns lugares, com cortes, sangue e dentes pretos, amarelos e em formato de garras sorrindo uma ideia diabólica. Um ser aparentemente familiar, no entanto, totalmente além do que sua imaginação pudesse criar. Num impulso natural onde qualquer um faria o mesmo, ele gritou desesperadamente!
O que não esperava era que a criatura abrisse aquela sua boca horrorosa e fizesse o mesmo, entretanto, não podia dizer se aquele berro era de medo, mas aquilo veio como uma trovoada, um som alto que durou poucos segundos e que, a nenhum elefante de distância, o eco vibrou as casas ali próximas, depois vibrou a casa dele, e vibraria o bosque e a montanha florida, e o riacho que vinha depois, e calaria todos os grilos no caminho.
Ele, porém, não escutaria todo o ecoar daquele urro, aliás, escutaria apenas os primeiros décimos de segundo, pois, o alto som penetrou seus ouvidos, destruindo os pequenos ossos que tinha ali dentro. A vibração do ar chegou ao interior de sua cabeça, empurrando e tirando do lugar partes do sensível cérebro.
Quando estas ondas batiam no osso do crânio, voltavam numa direção espelhada e assim, seus pensamentos se desfizeram como morangos num liquidificador, bem como seus miolos. Sangue, pensamentos e cérebro formaram uma pasta homogênea que pressionaram todo o crânio de forma que nem este aguentou.
Como algumas latas sofrem com as bombinhas na época de São João, a cabeça dele partiu cada lado em uma direção diferente, levando para o alto aquela gosma rosa avermelhado. Um de seus olhos desceu junto com a pele do que um dia foi chamado de rosto e conseguiu olhar o próprio pescoço.
O outro globo foi mais longe um pouco, conseguindo rolar e olhar novamente a cicatriz na nuca daquela misteriosa figura. Tudo isso aconteceu rapidamente, assim como a queda daquele corpo sem cabeça.Não se sabe o que fez aquele monstro depois disso, pois, nenhuma outra pessoa mais o viu, nem cachorros, nem mesmo os grilos. E agora não há mais insônia, porque ele agora dorme para sempre.

Fonte: Minilua


Gargalhada Sinistra



Nos arredores de Juiz de Fora morava a família Mendonça, uma família rica e famosa na cidade. Jussara, uma estudante de filosofia da U.F.J.F., trabalhava esporadicamente como babá para os Mendonça quando estes iam à alguma comemoração, pois a moça tinha necessidade de cobrir seus gastos.
Certa noite, os Mendonça saíram para um coquetel e seus 03 filhos ficaram dormindo no andar superior da mansão, enquanto Jussara lia um livro na sala.
O silêncio era sepulcral. A noite estava escura, sem lua e muito fria. Jussara estava quase pegando no sono quando, de repente, o telefone toca, como um alarme.
Jussara deu um salto do sofá, jogando seu livro longe. Ela vai correndo ao alcance do telefone e atende com voz rouca. A resposta que ela ouviu foi uma diabólica gargalhada.

– Merda!! Um trote! Como tem gente desocupada! – revoltou-se Jussara.

– Será que foi o Tarcísio? Não, acho que ele não seria capaz. – indagou a moça.

Jussara, mais uma vez quase adormecendo, é acordada com o tocar do telefone. Com receio, ela foi até o telefone, ficou um tempo esperando, mas achou melhor atender, pois poderia ser os Mendonça.
Ledo engano, mais uma vez era aquela voz sinistra a gargalhar. Jussara, inebriada pelo ódio, gritou ao telefone:

– Sua hiena filha de uma égua. Você come merda, fode uma vez por ano e ainda fica rindo da cara dos outros!!

Ainda soltando fogo pelas ventas, Jussara bate o telefone com tanta violência que quase quebra o aparelho. A estudante estava pensativa. A mansão ficava distante do centro e em um lugar muito deserto.
Já com medo, ela decide ligar para a polícia.

– Alô? É do Departamento de Polícia?

– Sim minha filha. É daqui sim. O quê você deseja? – perguntou o tira.

– Tem um engraçadinho me passando um trote e eu estou meio temerosa, pois esta casa fica num lugar meio sinistro. – disse a moça, quase chorando.

O policial pegou todas as informações necessárias e mandou uma rádio-patrulha rondar o local. Jussara se acalmou e foi até a cozinha beber um copo d’água.
De volta na sala de estar, o telefone toca novamente e um frio polar sobe pela espinha de Jussara. Desta vez ela decide em não atender.

– Este cara já esta me enchendo o saco! – pensou Jussara com os seus botões.

Nem 02 minutos depois, o telefone toca de novo.

– Agora eu vou dar um basta nesta situação. – gritou a garota.

– Aqui, ô seu filho da... – ia dizendo Jussara, quando a interrompe uma voz gritando a 100 decibéis pelo telefone.

– Minha filha!! Saia desta casa imediatamente. Aqui e da polícia, nós identificamos a chamada e ela vem daí mesmo, da outra linha. Fuja logo!!

Jussara nem esperou o homem terminar e saiu correndo porta afora.
Mais tarde, a patrulha chega ao local e prende o perturbado mental no segundo andar, no quarto das crianças. O maluco tinha trucidado as 03 crianças e foi encontrado violentando a mais nova, que tinha 03 anos.
Jussara escapou por pouco.
Cada telefonema era uma criança morta e ela seria a próxima.
Mas depois, quem ouviria a próxima gargalhada sinistra?...

Pessoal, aguardo seus comentários........
Grande abraço a todos........