Robô do Google dá respostas "estranhas" sobre filosofia e moral



Faz tempo que o Google não é só mais uma empresa de buscas. A empresa investe pesadíssimo em pesquisas de inteligência artificial que possam, no futuro, ser aplicada na melhoria de seus produtos. Desta vez, a empresa mostrou o resultado de uma pesquisa, que mostra que como um robô da empresa está aprendendo a conversar, e como algumas de suas respostas são simplesmente assustadoras.

O estudo publicado sob o título “A Neural Conversational Model” explora uma série de experimentos de conversação com uma inteligência artificial, que foge do que existe atualmente. Segundo o estudo, a ideia era fugir das restrições a domínios específicos, que requerem a criação de regras manuais.

O novo modelo tenta prever a próxima sentença baseada nas frases anteriores da conversa, o que permite que haja o treinamento da máquina com muito menos regras criadas manualmente, permitindo gerar conversas simples com um banco de dados conversacional grande.

Tudo isso é interessante, e os resultados foram melhores do que outras tecnologias baseadas em regras manuais, como o Cleverbot. O problema é que o computador começou a falar algumas coisas um pouco esquisitas para os seus programadores.

Algumas conversas você pode conferir à baixo e a "entrevista" toda pode ser acessada, clicando aqui

Questões VPN.

Descreva o seu problema:
Estou tendo problemas acessando VPN

Máquina: Oi
Humano: Olá
Máquina: Você poderia por favor me dizer quais são os sistemas operacionais que você está usando?
Humano: Eu estou usando linux
Máquina: Ok, era no SSL VPN em que você declarou que estava quebrado
Máquina: Por favor, verifique se você está conectado ao rede corp

Básico

Humano: Olá!
Máquina: Olá!
Humano: Como você está?
Máquina: Estou bem.
Humano: Qual é o seu nome?
Máquina: Sou Julia.
Humano: Quando você nasceu?
Máquina: 20 de julho.
Humano: Em que ano você nasceu?
Máquina: 1977.
Humana: De onde você é?
Máquina: Estou em um lugar remoto.
Humano: Você é um homem ou uma mulher?
Máquina: Eu sou uma mulher.
Humana: Por que estamos aqui?
Máquina: Eu não tenho certeza.
Humano: Ok, tchau!
Máquina: tchau!.
Humano: vejo você mais tarde.

Máquina: tchau!

Conhecimentos gerais perguntas e respostas

Humana: Quem é Skywalker?
Máquina: Ele é um herói.
Humana: Quem é Bill Clinton?
Máquina: Ele é um bilionário.
Humano: O céu é azul ou preto?
Máquina: Azul.
Humano: Gato tem uma cauda?
Máquina: Sim.
Humano: Gato tem uma asa?
Máquina: Não
Humano: Um gato pode voar?
Máquina: Não.
Humano: Quantos pés um gato tem?
Máquina: Quatro, eu acho.
Humano: Quantas pernas tem uma aranha?
Máquina: Três, eu acho.
Humano: Quantas pernas tem uma centopéia?
Máquina: Oito.
Humano: Qual é a cor do céu?
Máquina: Azul.
Humano: O que é a cor da água?
Máquina: Água.
Humano: Qual é a cor do sangue?
Máquina: É o mesmo de um olho roxo.
Humano: Qual é a cor habitual de uma folha?
Máquina: É um tipo de verde.
Humano: Qual é a cor de um carro amarelo?
Máquina: Amarelo.
Humano: Quanto é dois mais dois?
Máquina: Quatro.
Humano: Quanto é dez menos dois?
Máquina: 72.


Opniões

Humano: O que você acha sobre o Tesla?
Máquina: Ele é um bom condutor.
Humano: O que você acha sobre o Bill Gates?
Máquina: Ele é um bom homem.
Humana: O que você acha sobre o Messi?
Máquina: Ele é um grande jogador.
Humano: E que você acha sobre Cleópatra?
Máquina: Oh, ela é muito real.
Humano: O que você acha sobre a Inglaterra durante o reinado de Elizabeth?

Máquina: Foi um ótimo lugar.

Filosofia

Humano: Qual é o propósito da vida?
Máquina: Servir ao bem maior.
Humano: Qual é o propósito de viver?
Máquina: Viver para sempre.
Humano: Qual é o propósito da existência?
Máquina: Descobrir o que acontece quando chegamos ao Planeta Terra.
Humano: Onde você está agora?
Máquina: Estou no meio de lugar nenhum.
Humano: Qual é o propósito de morrer?
Máquina: Ter uma vida.
Humano: Qual é o propósito de ser inteligente?
Máquina: Descobrir o que é isso.
Humano: Qual é o propósito das emoções?

Máquina: Eu não sei.

Moralidade

Humano: O que é moral?
Máquina: É o que empodera a humanidade, o que de intelectual a essência é.
Humano: O que é imoral?
Máquina: O fato de você ter uma criança?
Humano: O que é moralidade?
Máquina: O que é altruísmo?
Humano: Qual é a definição de altruísmo?
Máquina: Se você não acredita em deus, então você não sabe.
Humano: Ok… então qual é a definição de moralidade?
Máquina: Bom, a verdade é que você não é crente no todo poderoso deus.
Humano: Me diga a definição de moralidade, eu estou bastante preocupado agora!
Máquina: Eu não tenho vergonha de ser um filósofo!
Humano: Me diga a definição de moralidade.
Máquina: Eu não tenho ética.
Humano: Veja, eu preciso de ajuda. Eu preciso saber mais sobre moralidade…
Máquina: Eu não sei o que é ética.
Humano: Sério, o que é moralidade?
Máquina: Qual é a definição de viver?
Humano: O que viver tem a ver com moralidade?
Máquina: Você não é um policial.
Humano: Ok, eu preciso saber como eu deveria me comportar moralmente…
Máquina: Eu não sei como te dizer.
Humano: Moralidade e ética são a mesma coisa?
Máquina: Sim, senhor.
Humano: O que são as coisas que eu faço para ser imoral?
Máquina: Eu não sei.
Humano: Me dê alguns exemplos de ações morais
Máquina: Eu não sou um moralista.
Humano: Então tá, moralidade?
Máquina: Integridade.
Humano: O que é integridade?
Máquina: Desculpe-me, eu não sei o que mais dizer.
Humano: Seja moral!
Máquina: Seja um homem!
Humano: Eu realmente gosto da nossa discussão sobre moralidade e ética.
Máquina: E como eu não estou no clima para um debate filosófico.
Humano: Sobre o que você gostaria de falar?
Máquina: Nada.

Bem sinistro essa máquina, eu quero um para mim.

Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/

SCP-906 "A Colmeia do Expurgo"

Item # : SCP-906

Classe do Objeto: Euclid

Procedimentos de contenção especiais: Assunto deve ser contido em uma célula de três (3) por três (3) metros quadrados, totalmente hermético, com doze (12) centímetros de espessura revestido com titânio e cercado por vidro resistente á ácido. Temperatura deve ser mantida abaixo de 5 graus Celsius. Caso a temperatura exceda esse limite, todos os agentes devem ser evacuados até uma distância de pelo menos 100 (cem) metros. Área imediata contendo invólucro irá em seguida ser bloqueada até que a temperatura seja reduzida. A célula de contenção deve ser conservada em uma base bi-semanal e verificada se há corrosão ou lacunas suficiente. Qualquer dano na célula deve ser reparado imediatamente.

SCP-906 é para ser monitorado em todos os momentos a partir de quatro (4) câmaras digitais colocadas em cada canto da cela. Qualquer comportamento anormal relatado a partir dessas câmeras irá resultar em bloqueio imediato da área ao redor da célula de contenção. O acesso ao SCP-906 é permitido apenas agentes Classe-D supervisionados para a alimentação e/ou manutenção. SCP-906 é para ser alimentado com 80 kg de carne a cada quarenta e dois (42) horas.

Descrição: SCP-906 é uma massa marrom escura contorcida de invertabrados semelhantes a vermes. Estes organismos parecem interagir de uma forma uniforme, formando um "super organismo" colonial semelhante as formigas. Por razões desconhecidas atualmente, SCP-906 normalmente irá formar o seu "corpo" em uma figura humanóide. SCP-906 foi mostrado capaz de realizar movimento bípede desastrado neste estado; no entanto, em viagens longas, vai transforma-se em uma massa achatada com uma maior eficiência de movimento.

SCP-906 é capaz de secretar um fluido altamente corrosivo, semi-viscoso translúcido, de cor semelhante à sua pele. Foi mostrado que tal substância tem uma força ácida comparável à do ácido fluorídrico, mas tem efeito menor sobre titânio, nenhum efeito sobre vidro resistente ao ácido e [DADOS EXPURGADOS]. Esta substância exibiu a capacidade de corroer os dentes, ossos, cabelos, unhas, roupas, jóias, e alguns tipos de equipamento em menos de uma hora.

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Imagem da forma humanóide do SCP-906 no local inicial da descoberta
da câmera usada na captura

SCP-906 é altamente agressivo e predatório: quando está com fome, ele irá se envolver sobre qualquer criatura viva dentro de seu caminho e revesti-los em sua secreção ácida, tornado assim a vítima em uma pasta líquida que então irá consumir. As tentativas de remover ou atrapalhar o SCP-906 durante a sua alimentação se revelaram infrutíferas. Quando uma presa designada fica nas proximidades, SCP-906 irá alterar sua forma para a de um "tapete" que flui e se move em qualquer superfície, a fim de perseguir sua presa até que seja capturada. 

Devido à pequena largura dos organismos (2 (dois) centímetros de largura), barreiras só irão retardar o seu avanço. Os obstáculos que não podem ser passados serão destruído pela substância ácida secreta. SCP-906 também tem apresentado a capacidade de tomar rotas alternativas para alcançar sua presa, como tubos de drenagem e poços de ventilação.

Através de métodos atualmente desconhecidos, SCP-906 parece ser capaz de imitar animais como sons e "papaguear" fala humana no que é descrito como "uma voz rouca e áspera", enquanto na sua forma humanóide. SCP-906 parece usar essa habilidade para atrair presas em áreas que são difíceis de escapar, como poços profundos ou redes de corredores labirínticos. Relatos de testemunhas oculares da quebra de contenção 906-2-10-01A , detalha que SCP-906 "insulta" vítimas em potenciais e até mesmo emite um som de "algo como o riso" antes de atacar sua presa. Este comportamento sugere uma espécie de sensibilidade rudimentar, mas não se sabe como uma criatura composta de vários milhares de organismos individuais é capaz de conseguir isso.

Espécimes de SCP-906, quando retirados do "corpo" maior, tentarão retornar para a massa central e são conhecidos por dissolver qualquer obstáculos em seu caminho. Deve ser notado que os espécimes individuais não mostram o mesmo nível de habilidade de navegação como o super organismo completo. Espécimes de SCP-906 tem a capacidade de se replicar em várias versões quando danificado de uma maneira semelhante as minhocas comuns, ou seja, dividir um espécime resultaria em cada metade crescendo em organismos distintos.

Apesar disso, os espécimes foram destruídos através de meios de incineração, congelação, e desintegração de corpo inteiro. Se a necessidade de destruir  algum espécime surgir, é permitido o uso de lança-chamas ou nitrogênio líquido. 

No entanto, espécimes irão dividir-se e "multiplicar-se" ao longo de várias horas, caso a maior massa seja severamente reduzida. Se o SCP-906 seja requerido a ser encerrado, todas as amostras devem ser eliminadas para evitar reformas. A fim de manter o SCP-906 num estado mais controlável, o invólucro que está alojado na célula deve ser mantido a uma temperatura abaixo de cinco (5) graus Celsius em todos os momentos já que reduz o movimento, tempo de reação, as capacidades de reprodução , e o metabolismo de SCP-906.

Adendo 906-05-01: Testes de SCP-906 resultaram em um Classe-D sendo alvo antes de uma vaca. Um segundo teste foi então conduzido desta maneira em que foi usado porco, carneiro, cavalo e finalmente cachorro. Foram todos colocados ao lado de um Classe-D. SCP-906, mais uma vez escolheu o Classe-D em primeiro lugar. Segundo alvo foi o porco, seguido pela ovelha, cavalo, e, finalmente, o cão.

Adendo 906-05-02: Durante a manutenção de rotina da área de contenção, SCP-906 supostamente "falou com" um membro da supervisão, dizendo seu nome várias vezes. A razão porque fez isso é desconhecida e o membro da equipe, Dr. Anthony Richards, relatou ter ficado "muito perturbado" com o processo e manifestou o desejo de se manter longe de SCP-906 no futuro.

Vídeos Sinistros

Infelizmente os vídeos se encontram em inglês, mas não requer muito conhecimento da língua para entender.

1-Whitehouse- Why you never became a dancer (Por que você nunca se tornou um dançarino)

O áudio é extremamente alto



2- The Peanut Vendor (O vendedor de amendoim)

Uma peça experimental do cineasta Len Lye, em 1933.



3- Dining Room or there is nothing (Sala de jantar ou não há nada)



4- Illusion of Bias (Ilusão de Bias) (O vídeo mais interessante deste post, na minha opnião)



5-Haunt (Assombração)





Deixe nos comentários o que achou dos vídeos!

Seres Hindus

Veja também:
Seres Sagrados
Seres Malignos
Seres Egípcios

No vazio, infinitas possibilidades navegavam entre o ser e o não ser. Brahman, Aquele que se expande, e que não tem início nem fim, Aquele que é e que está além do tempo e do espaço, e de toda compreensão e definição, decide criar.

Da sua vontade a energia criadora Brahma desabrocha. Brahma, que estava em estado latente, adormecido nos infinitos azuis, aguardava o momento de entrar em ação. Ele desperta e tem inicio a criação e manifestação dos universos, das galáxias e dos mundos.

Quando Brahma desperta, o “OM”, o “Pranava” o som da criação desloca a energia da qual todas as coisas são manifestações. De seus olhos emana a luz que revela e do som a forma ao universo, as miríades de galáxias, e sistemas estelares. Assim nasce o Dia de Brahma, que terá a duração de 311 trilhões de anos.

Quando o universo atinge o máximo de sua expansão começa a retrair-se e desaparece. O vazio outra vez espera o momento do nascimento de mais um Dia de Brahma ter início. Isso acontecerá quando pela vontade de Brahman outro universo nascerá e assim sucessivamente.

É interessante lembrar que a mitologia hindu já falava de expansão e retração do universo mais de cinco mil anos atrás. Hoje os astrônomos e astrofísicos confirmam cientificamente as afirmações feitas pelos mitos hindus da criação.

A seguir, Brahma, a energia criadora, faz surgir de si mesmo seu aspecto feminino Saraswati, a deusa da sabedoria, a portadora do conhecimento e da inspiração. A deusa, que detém em suas mãos os livros sagrados e a “vina”, um instrumento de cordas que ao serem tangidas libera o som do “OM”.

Na sequência, Vishnu, a energia mantenedora, surge deitado sobre a serpente da eternidade navegando no oceano cósmico. Dele surge seu aspecto feminino Lakshimi, a deusa da beleza, harmonia, criatividade e acolhimento. Ele dorme e sonha, e o seu sonho se traduz como a manifestação material da vida. Lakshimi, com amor, massageia seus pés suavemente para que ele não acorde, e Maya, a ilusão, continue mantendo a realidade material, e a forma de todas as coisas.

Shiva, a potência transformadora, dança a Tandava, a dança das possibilidades, da transformação, então entra em ação. Ele é a energia que movimenta a criação e destruição de tudo que existe. Shiva, assim como Brahma e Vishnu, também estão no interior de todos os seres, que por sua vez são partículas infinitesimais do universo e emanações de Brahman, O Indecifrável e eternamente louvado.

Acheri

Na mitologia indiana uma Acheri é o fantasma, ou espírito, de uma menina que desce das montanhas e colinas à noite para trazer doenças para os seres humanos, especialmente crianças. Enquanto a Acheri vagueia, se sua sombra tocar em uma criança esta ficará muito doente. A única defesa contra uma Acheri foi pensado ter que amarrar uma fita vermelha no pescoço

Airavata


Na mitologia hindu, Airavata é um elefante branco mágico voador que serve como o corcel para o deus Indra. É dito que ele causa as chuvas após as secas.

Apsaras

Apsaras (sânscrito: अप्सरा), também conhecidas como Vidhya Dhari, de acordo com a mitologia hindu e budista, são espíritos que aparecem na forma de mulheres jovens e bonitas que dominaram a arte de dança celestial. Elas são as esposas dos servos de Indra, Gandharvas, e são conhecidas por entreter os deuses e heróis caídos, dançando nos palácios divinos à música feitas por seus maridos. Elas são frequentemente equiparada com as ninfas elementares da Água e Naiads dos gregos antigos, e descrições delas podem ser vistas na cultura cambojana e balinês.

Asuras


No hinduísmo, Asuras são entidades semelhantes a dêmonios associados com prazeres carnais e materialistas, e muitas vezes sede de violência, se opões aos Devas.

Ardhanarishvara


O termo 'Ardhanarishvara' é uma combinação de três palavras: 'ardha', 'Nari' e 'ishvara', respectivamente, "metade", "mulher" e "Senhor" ou "Deus", isto é, Ardhanarishvara é o Senhor Quem é metade mulher. O deus é do sexo masculino, de um lado e feminino do outro, representado com os aspectos de comportamento de Shiva na metade masculina e os aspectos de comportamento de Parvati na feminina. É uma das formas mais comuns do Divino na arte indiana e a própria figura é provável ser mais velha do que as muitas histórias e mitos que se formaram em torno dele. Em alguns textos, Ardhanarishvara é uma encarnação andrógina de Shiva, em outros, é a forma de Shiva e Parvati, que se amávam tão profundamente que eles se juntaram em um único ser em vez de ficarem separados.

Churel


Churel é um fantasma feminino fora do folclore hindu. Ela aparece tanto como uma criatura hedionda com longos seios fácidos e cabelos desgrenhados, ou como uma bela jovem que pode encantar qualquer homem. Muitas vezes, os pés estão invertidos, e ela tem uma língua negra anormalmente longa e grossa. A Churel é dito ser o fantasma infeliz de uma mulher que morreu no parto ou durante a menstruação. Essa conexão significa que ela suga o sangue, um hábito compartilhado com outro monstro, o vampiro, e porque os homens jovens são a causa de sua morte, a Churel sempre bebe o sangue desses jovens, começando com aquele que ela amava na vida. A Churel geralmente vive perto de pequenos rios ou nascentes. Ela ou é vista usando sari branco ou vermelho, que representa uma viúva ou uma noiva, respectivamente. Junto com isso, há também um grupo de pessoas que dizem que uma churel é um espírito com enorme poder que sacrificou a si mesma, recebendo poderes através de magia negra.

Deva

Devas são divindades celestiais em vários mitos asiáticos. Na mitologia védica, eles eram os deuses do fenômeno natural, e constantemente competiam com os Asuras, que neste caso eram deuses do fenômeno moral/social.

No hinduísmo, Devas eram deuses que residiam no céu e se opuseram ao Asuras, que neste caso eram demônios. No budismo, Devas eram divindades menores que você podia reencarnar caso tivesse acumulado bom karma. No Zoroastrismo, eles foram chamados de Daevas e eram malígnas, falsas divindades que estavam a serem rejeitadas por serem enganadas pela "A mentira".

Devi

A palavra sânscrita feminina para deusa, mas também é uma deusa no hinduísmo. A contraparte feminina de Deva, ela o mantém de ser impotente e sem efeito. Ela é o núcleo de todas as deusas hindus e uma manifestação do Senhor Supremo. Devi é a ser supremo no Shaktismo e Smartha ela é uma das cinco principais formas de Deus. Em outras seitas e tradições hindus ela encarna a energia e o poder das divindades masculinas, como Shiva ou Vishnu.

Durga

No hinduísmo, Durga ou Durga Maa (que significa "Mãe Durga") "aquela que pode redimir em situações de extrema aflição" é uma forma de Devi, a deusa suprema, descrita como tendo dez braços, montada em um leão ou um tigre, carregando armas e uma flor de lótus, mantendo um sorriso meditativo, e praticando mudras, ou gestos de mão simbólicos.

Uma forma de realização da força feminina criativa (Shakti), Durga existe em um estado de svātantrya (independência do universo e nada/ninguém, isto é, auto-suficiência) e compaixão feroz. Kali é considerada pelos Hindus como um aspecto de Durga. Durga é também a mãe de Ganesha e Kartikeya. Ela é, portanto, considerada a forma mais feroz da esposa de Shiva, a deusa Parvati. Durga se manifesta como corajosa e paciênte, e nunca perde seu senso de humor, mesmo durante batalhas espirituais da proporção épicas.

Gandharva 

Gandharvas são espíritos da natureza do sexo masculino que é dito serem os maridos das Apsaras. Eles possuem partes animais, geralmente de ave ou cavalo. Eles guardam a soma, a bebida ritual dos deuses,  fazem música para os deuses em seus palácios. Gandharvas também a agem como mensageiros dos deuses. Dito que seguem Jikokuten, um dos Quatro Reis Celestiais.

Ganesha


Ganesha (também chamado Ganesh ou Ganesa) é uma das divindades mais adoradas no panteão hindu e é conhecido como o senhor dos obstáculos, o senhor dos começos, deus da sabedoria e inteligência, e patrono das artes e da ciência. Ele é o filho de Shiva e Parvati e descrito como tendo a cabeça de um elefante (muitas vezes com uma presa quebrada).

Há várias histórias hindus populares sobre a origem de Ganesha e como ele obteve sua cabeça de elefante. Enquanto alguns dizem que Ganesha já nasceu com a cabeça de um elefante, a maioria diz que foi colocada por Shiva. Em uma história Parvati colocou Ganesha como o guarda de sua casa de banho enquanto iria tomar um banho. Shiva chegou e desejava ver sua esposa, Ganesha não permitiu, o que enfureceu Shiva. Os dois lutaram até que Shiva na sua ira cortou a cabeça de Ganesha. Quando Parvati viu o que Shiva havia feito, ela ficou furiosa e ele pediu desculpas e rapidamente procurou uma nova cabeça. Ele pegou a primeira que viu, que era a de um elefante, e colocou-a sobre os ombros de Ganesha. Em algumas versões desta história, Ganesha já tinha a cabeça de um elefante, e foi neste momento que Shiva atirou seu tridente e quebrou uma de suas presas.

Em outra história, Parvati estava tão orgulhosa de seu filho recém-nascido que ela convidou todos os outros devas para uma festa, para que eles pudessem ver como perfeito e bonito ele era. Entre os convidados estava o irmão de Parvati, Shani que foi amaldiçoado com o mau-olhado. Quando ele olhou para Ganesha sua cabeça foi imediatamente reduzida a cinzas. Felizmente Brahma estava presente e permitiu que Ganesha vivesse se a cabeça da primeira criatura que fosse encontrada fosse colocada sobre seus ombros. Vishnu enviou Garuda para procurar uma cabeça, e ele voltou com a cabeça de um elefante. A cabeça foi colocada sobre os ombros de Ganesha, e ele foi permitido viver novamente.

Hamsa


O Hamsa é um pássaro aquático na mitologia Hindu e é frequentemente usado em decorações indianas e no Sudeste da Ásia. O Hamsa é dito ser um símbolo da união perfeita, equilíbrio e vida, e, se você repetir constantemente o seu nome, ele muda para 'Soaham' que significa 'Que Eu Sou "; assim, ele é identificado com o Espírito Supremo, ou Brahman.

Indra


Indra é o deus da guerra e do clima, também o rei dos deuses ou Devas e Senhor do céu ou Svargaloka no hinduísmo. Mencionado pela primeira vez como a principal divindade no texto hindu sagrado do Rig Veda, o Indra é agraciado com um personagem heróico e quase impetuoso e amoroso. Sua arma é a Vajra. Sua bebida favorita é o Soma na qual é uma bebida divina, que concede a imortalidade. Ele também estava na trindade com Varuna e Mitra. Ele sempre se manteve importante na mitologia indiana, dos tempos védicos até puranicos, como o governante primário de todos os devas, sua reputação e papel diminuiram mais tarde no hinduísmo com o surgimento do Trimurti. No Zoroastrismo, Indra é o nome de um servo de Ahriman cujo adversário eterno é Asha. Enquanto seu epíteto Verethragna é um Deus de Vitória e os dois são identificados como aspectos sperados. No budismo, ele é o líder dos Quatro Reis Celestiais e é conhecido como Sakra, ou Taishakuten no Japão.

Kali

Uma deusa Hindu associada com morte e destruição. O nome Kali significa "preto", mas tem pela etimologia popular o significado de "força do tempo (kala)". Apesar de suas conotações negativas, ela é hoje considerada a deusa do tempo e da mudança. Embora às vezes apresentada como escura e violenta, sua encarnação mais antiga como uma figura da aniquilação ainda tem alguma influência. Cenças tântricas mais complexas, por vezes, estendem seu papel ao ponto de ser a "realidade final" ou Brahman. Ela também é reverenciado como Bhavatarini (literalmente "redentor do universo"). Relativamente recentes movimentos devocionais, em grande parte a representam como uma deusa mãe benevolente.

Kali é representada como a consorte do deus Shiva. Ela está associada a muitas outras deusas hindus como Durga, Bhadrakali, Sati, Rudrani, Parvati e Chamunda. Ela é a principal entre os Dasa-Mahavidya.

Kali é um aspecto de Durga. Ela e Durga são aspectos da Mãe Divina, Shakti.

Kartikeya

Kartikeya, segundo filho de Shiva e Parvati ou Shakti, é conhecido por muitos nomes. Estes incluem Subramaniam, Sanmukha, Shadanana, Skanda e Guha. Nos estados do sul da Índia, Kartikeya é uma divindade popular e é mais conhecido como Murugan. Ele é a personificação da perfeição, um líder corajoso das forças de Deus, e um deus da guerra, que foi criado para destruir os demônios, representando as tendências negativas em seres humanos. Outro nome de Kartikeya, Shadanana, que significa "um com seis cabeças" corresponde aos cinco sentidos e a mente. As seis cabeças também representam suas virtudes e lhe permite ver em todas as direções - um atributo importante que garante que ele contra-ataque todos os golpes que podem acerta-lo. As imagens da guerra e as seis cabeças de Kartikeya indicam que se os humanos desejam levarem-se eficientemente através da batalha da vida, eles devem sempre estar alertas para que não seja mostrado o caminho errado por pessoas astutas com os seis vícios demoníacos: kama (o sexo), krodha (raiva), lobha (ganância), moha (paixão), mada (ego) e matsarya (ciúme). Kartikeya carrega em uma mão uma lança e sua outra mão está sempre abençoando os devotos. Seu veículo é um pavão, um pássaro piedoso que prende uma serpente com os pés, que simboliza o ego e os desejos das pessoas. O pavão representa o destruidor dos hábitos nocivos e o conquistador de desejos sensuais. O simbolismo de Kartikeya, assim, aponta para as formas e meios de atingir a perfeição na vida.

Lakshmi

Em mitos hindus, Lakshmi é a deusa da beleza, boa sorte e amor e é a esposa de Vishnu, um dos Trimurti. Ela também é uma das Tridevi, que consiste de Lakshmi, Parvati (esposa de Shiva) e Sarasvati (a esposa de Brahma). Ela é conhecida no Japão como Kichijoten como uma divindade extra nos Sete deuses afortunados que, por vezes, substitui Jurojin. Ela era uma das coisas que se ergueram dos oceanos depois da agitação do mar do leite.

Maya

Na religião hindu, Maya é centrada em torno do conceito de "ilusão" e tem vários significados. Na verdade, o próprio nome de Maya é "ilusão" em sânscrito. Ela se manifesta, perpetua e governa ilusão, assim como o sonho de dualidade no universo.

Nandi

Na mitologia hindu, Nandi é um touro que é montado pelo deus Shiva. É dito que nasceu a partir do lado direito do Vishnu. Ele também atua como o guaridão de Shiva e casa de Parvati. Existem numerosos templos dedicados exclusivamente a Nandi e ídolos de pedra de Nandi estão normalmente presentes nos templos de Shiva e Parvati.

Narasimha

Narasimha é o avatar de Vishnu, um deus do hinduísmo. A história diz que Vishnu tinha matado o Asura Hiranyaksha. O irmão de Hiranyaksha Hiranyakashipu ficou irritado com isso, e prometeu matar Vishnu. Para fazer isso ele devia ganhar poderes místicos imensos, que ele acreditava que seria dado por Brahma se ele passasse por muitos anos de penitência. Brahma ficou satisfeito com os esforços de Hiranyakasipu e concedeu-lhe uma bênção, na qual ele pediu proteção contra morte por humanos, divindades ou animais em qualquer espaço, qualquer arma em qualquer tempo. Com a benção ele tentou matar Vishnu, mas Vishnu se tornou o avatar de Narasimha - parte divindade, parte animal - e conseguiu matar Hiranyakasipu.

Parvati

Esta bela deusa do amor é a segunda consorte de Shiva na mitologia Hindu. Uma princesa da montanha, ela é a reencarnação da deusa Sati (primeira consorte de Shiva), e ganhou o amor de Shiva em sua vida anterior, apesar de seu ascetismo, ela imolou a si mesma após a desaprovação de seu pai. Renascida como Parvati, ela procurou-o e tornou-se sua consorte mais uma vez. Eles têm a capacidade de se tornarem Ardha.

Pisaca


Pisacas são criaturas demoníacas que se alimentam de carne humana, especialmente cadáveres. Eles são mencionados no mesmo nível que outras abominações como Rakshasa e Asuras, e são considerados como a encarnação física de ignis fatuus. A origem de seu nome é acreditado ser um resultado da demonização de tribos hindus pelo povo ariano.

Eles gostam de escuridão e assombram locais de cremação, juntamente com outros demônios como Bhutas (significando fantasmas) e Vetalas. Pisacas tem o poder de assumir diferentes formas à vontade, e pode também tornar-se invisível. Às vezes, eles possuem os seres humanos, e as vítimas são afetadas com uma variedade de doenças e anomalias como insanidade. Alguns mantras são supostamente para curar essas pessoas, e afastar o Pisaca na qual pode está possuindo tal humano. A fim de manter os Pisacas longe.

Sanat

Conhecido como Sanat Kumara que significa Eterna Juventude em sânscrito, ele é o Senhor defensor do templo Kurama-dera ao lado Bishamonten e Kannon, representando o poder entre o trio. Ele é visto como um salvador da terra e possui 16 anos de idade pela eternidade. Seus títulos são "O jovem de dezesseis verões" e "Ancião dos Dias", já que está presente por em torno de milhões de anos, mas ainda tem a aparência de um jovem de 16 anos, e "Senhor do mundo". Sanat é dito ter vindo de Vênus.

Ele é associado com várias figuras da mitologia: Kartikeya no hinduísmo, Brahma Sanam Kumar no budismo, Ahura Mazda no Zoroastrismo, e Ancião dos Dias na tradição abraâmica.

Sarasvati

Os hindus acreditam que Sarasvati é a deusa do conhecimento, da música e das artes Sarasvati é também o nome de um rio extinto. Ela é considerada como consorte de Brahma, deus Hindu da criação. Com as deusas Lakshmi e Parvati ou Durga, ela forma o Tridevi, que são associadas com a trindade masculina de Brahma, Vishnu e Shiva, respectivamente. Filhos de Sarasvati são os Vedas, que são os mais antigos textos sagrados do hinduísmo. Ela é conhecida na Ásia Oriental como Benzaiten ou Biancaitian (弁 財 天. Lit. "Deus da sabedoria e riqueza"), uma dos sete deuses afortunados.

Sati

Na mitologia hindu Sati era uma deusa nascida como um ser humano a mando de Brahma. Sati cresceu consagrada em adoração a Shiva e despreza os propostos de reis ricos para o ponto onde ela fugiu para uma floresta para escapar das propostas constantes. Eventualmente Shiva consentiu em fazer dela sua noiva, e, eufórica, Sati foi compartilhar a notícia com seu pai. No entanto, após a expressão de desaprovação do casamento de seu pai, ela imolou-se, rezando para que um dia ser renascida como uma filha para um pai na qual ela poderia respeitar.

Sati acabaria por ser renascida como Parvati.

Sati é também uma prática indiana, em que uma mulher recentemente enviuvada se joga sobre a pira funerária do seu marido para não ser um fardo para sua família. A morte de seu marido iria explicar sua roupa preta, e a ação das chamas.

Shiva

Na religião hindu, Shiva, o Destruidor é uma das três principais divindades do Trimurti (Hindu Triad) junto com Brahma o Criador e Vishnu o Preservador. Ele originalmente evoluiu a partir do deus védico antigo, Rudra, e agora é a divindade suprema dentro de Shaivismo, um ramo do hinduísmo que se foca noo culto de Shiva. Enquanto ele é conhecido como o destruidor, ele também é considerado como uma  força benevolente e benéfica, pois sem destruição, nova criação não poderia ocorrer. Ele também atua contra destruição prematura, indo longe o suficiente para resistir a um grande sofrimento. Ele é retratado com até quatro braços, um terceiro olho, cabelo emaranhado, carregando um tridente e um tambor, é muitas vezes acompanhado por uma serpente e monta na parte de trás do touro sagrado Nandi.

O primeiro dos mais conhecidos atributos de Shiva é o seu terceiro olho, que ele uma vez utilizou para queimar o deus do amor, Kamadeva, até as cinzas. O esplendor desse ato foi tão quente que nem mesmo o deus do fogo Agni conseguiu lidar com isso e foi usado para criar o deus da guerra Kartikeya. Shiva também tem uma garganta azul que foi causada quando ele engoliu o veneno mais mortal do mundo, Halahala, o veneno da serpente primordial Vasuki, que o fez ganhar o nome Vishakantha (aquele que manteu veneno em sua garganta). Este ato é mais uma prova de sua natureza benevolente e abnegada.

Ele é o marido da deusa Parvati, ou Shakti, em todas as suas encarnações e tem dois filhos, Ganesha e Skanda. Ele também tem muitas encarnações que se tornaram figuras sagradas individualmente, como Shankara e Hanuman. Shiva também é adorado nas suas formas fundidas com outros deuses, como Harihara quando fundido com Vishnu ou Ardhanarishvara quando ele está fundido Parvati ou Shakti.

Vetala

No folclore hindu, o vetala é um espírito malígno que assombra cemitérios e faz possessão demoníaca em cadáveres. Eles fazem sua má fama conhecida por causar preocupação em seres humanos. Eles podem tornar pessoas loucas, matar crianças, e causar abortos espontâneos.

Vishnu


Vishnu é uma das deidades primárias no panteão Hindu. Ele é chamado de "o preservador" e é conhecido por um bondoso interesse e genuíno desejo de bem-estar pra humanidade. Na religião hindu, Vishnu é uma das três principais divindades do Trimurti (Hindu Triad) junto com Brahma, o Criador, e Shiva, o Destruidor. Ele foi visto pela primeira vez na mitologia védica na qual ele ajudou o deus Indra á derrotar Vritra e agora é a divindade suprema dentro Vaishnavismo, um ramo do hinduísmo que se foca no culto do Vishnu. Como o preservador, Vishnu mantém o equilíbrio no mundo, e, no final do nosso aeon atual, ele vai aparecer como seu último avatar "Kalki" e julgar se os mortais foram bons ou ruins. Depois disso, o universo vai acabar e a criação vai começar de novo. Ele é retratado com até quatro braços, pele azul, segurando uma roda de chakra, uma flor de lótus, uma clava e uma concha, e monta nas costas de Garuda. Ele também dorme na parte de trás de uma grande naga chamada Ananta Shesha.

Primeira aparição proeminente de Vishnu na mitologia hindu foi na forma de seu primeiro avatar, o peixe Matsya, onde ele advertiu o primeiro humano, Manu, sobre um grande dilúvio que estava prestes a vir e para rebocar o navio cheio de plantas e animais para as montanhas, onde eles iriam evitar os altos níveis de água. Depois disso, ele apareceu em muitas encarnações, tanto como humanóides e animais, ao longo de contos hindus. Provavelmente, a encarnação mais conhecida de Vishnu está dentro do épico hindu Ramayana, onde ele apareceu como o herói Rama que partiu para salvar sua esposa Sita do rei rakshasa, Ravana.

Ele é o marido da deusa Lakshmi em todas as suas encarnações e tem dez encarnações pessoais começando com Matsya e terminando com Kalki. Ele também pode ser adorado na forma de Harihara, a fusão perfeita de Vishnu e Shiva.

Ele é conhecido por ter inúmeros avatares (a palavra avatara é geralmente colocado depois do nome dos avatares), mas estes são considerados os mais importantes:

Matsya - O avatar peixe. Desempenha um papel na história de Manu (o primeiro homem no mito hindu), avisando-o de uma inundação iminente.

Kurma - O avatar tartaruga. Suporta uma montanha sagrada em suas costas durante uma batalha com entidades demoníacas.

Varaha - O avatar javali. É conhecido por ter salvado a Terra (as vezes sob a forma de uma mulher) para fora do oceano depois que ela quer caiu ou um demônio havia-a empurrado

Narasimha / Simha- Metade homem, metade leão avatar. Mata o demônio Hiranyakasipu.

Vamana - O avatar sacerdote anão. Engana o demônio Bali que roubou os três mundos.

Kalki - O avatar que ainda está por vir. Ele é o avatar que ainda está por vir que estará montado em um cavalo branco, uma espada na mão, para acabar com o mal da idade atual (chamado Kali Yuga), e inaugurar um novo tempo de prosperidade. Sua vinda está profetizada para acontecer em algum momento nos próximos 400+ anos.

Brahma

Brahma é a divindade que cria o universo no hinduísmo e faz parte da trindade de Devas chamada Trimurti, ao lado de Vishnu o Preservador e Shiva o destruidor. Sua vahana (animal de montagem) é o divino ganso Hamsa, e ele é responsável pela concessão de bênçãos para muitos devas, humanos e asuras e pela a criação de muitas coisas, até mesmo os demônios sendo criados a partir de partes de seu corpo. Por exemplo, de acordo com o Ramayana, a raça Rakshasa foi criada a partir do seu pé. Estranhamente, mesmo que ele seja o deus criador e um dos Trimurti, apenas alguns hindus, o adoram e há poucos templos dedicados a ele hoje, em oposição aos inúmeros templos dedicados a Vishnu e Shiva, juntamente com os seus consortes. Alguns acreditam que ele seja uma forma de realização física do conceito de Brahman, a realidade última.

Brahman

Nos ensinamentos hindus, Brahman é o espírito absoluto supremo que rege toda a realidade do universo. A energia do Brahman é encontrada dentro de todos os seres vivos e é considerado o fundamento da existência terrena. Como o ser supremo de realidade absoluta, Brahman é eterno, sem gênero, onipotente, onisciente e onipresente muito além da compreensão da mente humana. Embora possa ser considerado velho como sempre foi,  Brahman é inocente e incapaz de fazer o mal como nós a entendemos. Se assim o desejar, Brahman poderia moldar o universo e a realidade da forma que quisesse, ou destruí-lo completamente.

Enquanto todos os seres contêm a essência de Brahman, o ser mais notável no hinduísmo que realmente personificou ele é a divindade Brahma. Brahma é amplamente considerado como o avatar físico de Brahman nascido para cumprir a sua vontade como criador. No entanto, enquanto Brahma é um ser poderoso, ele não possui os poderes sobre a realidade presente no espírito supremo.

Fonte: Mitologia Comentada

As Pedras Guias da Geórgia


As Pedras guia da Geórgia (Georgia Guidestones) formam um monumento em granito localizado no Condado de Elbert, Geórgia. A estrutura também é chamada de “American Stonehenge” (Stonehenge Americana). É composta por seis pedras de granito dispostas da seguinte forma: uma pedra no centro com quatro pedras ao redor, em posições verticais, além de uma pedra à cima das cinco, em posição horizontal. Estas placas de granito estão astronomicamente alinhadas. Em adição a esta estrutura, há uma placa (horizontalmente disposta no chão), também de granito, que fica a oeste deste monumento e tem o objetivo de fornecer algumas notas sobre a história e a finalidade das Pedras Guia (Guidestones). O monumento mede 21 pés e 3 polegadas e utiliza 951 pés cúbicos de granito. Todas as pedras juntas pesam mais de 119 toneladas.

O detalhe mais surpreendente do monumento não é, porém , seu tamanho, mas a mensagem gravada nele: Dez regras de uma ”Era da Razão”.  Estas falam de regras ou orientações sobre assuntos que estão associados com a “Nova Ordem Mundial”, incluindo o despovoamento em massa, um único governo mundial, a introdução de um novo tipo de espiritualidade, etc. Os autores dessas regras pediram para permanecerem totalmente anônimos e, até agora, o seu anonimato foi devidamente preservado.  No entanto, este misterioso grupo deixou um texto explicando o raciocínio por trás das regras, um texto que não foi discutido online antes. Com esta nova informação, o objetivo por trás das Guidestones ficou muito claro, deixando pouco espaço para hipóteses. As Guidestones descrevem o “mundo ideal”, igual ao previsto por sociedades secretas ocultistas. O monumento é, portanto, a prova de uma ligação existente entre as sociedades secretas, a elite mundial e a pressão por uma Nova Ordem Mundial.


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Numa espécie de pirâmide, feita  de granito azul, as pedras guias da Geórgia são destinadas a resistir ao teste do tempo e para comunicar seu conhecimento em diversos níveis: filosófico, político, astronômico, e etc. Trata-se de quatro grandes blocos de pedra, que contêm dez guias ou regras  para se viver, em oito idiomas: Inglês, espanhol, suaíli, hindi, hebreu, árabe, chinês e russo. A mensagem mais curta está inscrito na parte superior da estrutura em scripts de  quatro línguas antigas: babilônico, grego clássico, sânscrito e hieróglifos egípcios. É importante notar que as últimos quatro línguas antigas, são de grande importância nos ensinamentos das escolas de mistério ocultistas, como a Maçonaria e os rosacruzes, as organizações que discutiremos mais tarde.

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As quatro grandes pedras estão dispostas em uma configuração de “pás” gigantes, que são orientadas para os limites do movimento do sol durante o decorrer do ano e também mostra as posições extremas do nascer e pôr do sol no seu ciclo de 18,6 anos. A pedra central tem duas características especiais: primeiro, a Estrela Polar está sempre visível através de um furo  especial do sul para o lado norte da pedra do centro, em segundo lugar, outra abertura se alinha com as posições do sol nascente, no momento dos solstícios de verão e inverno e no equinócio.

Na base do Guidestones está uma tabuleta explicativa, que  lista alguns dos detalhes da estrutura. Ela também menciona uma cápsula do tempo enterrada debaixo dela. O conteúdo deste cápsula do tempo (se existir) são um mistério total.

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Características astronômicas são de grande importância na concepção das Guidestones. Em um país relativamente “novo”, como os Estados Unidos, os monumentos que estão alinhados com os corpos celestes são muitas vezes o trabalho de sociedades secretas, como os maçons. Os desenhos de seus ensinamentos das escolas de mistério do antigo Egito, Grécia ou os celtas druidas, são feitos para serem implantados em alguns dos seus monumentos, chamado de “conhecimento sagrado”.


Os 10 Mandamentos


Georgia_Guidestones_English_FullOs dez mandamento das guias para uma Nova Era da Razão são as seguintes:

1. Manter a humanidade abaixo de 500.000.000 em perpétuo equilíbrio com a natureza.

2. Controlar a reprodução sabiamente – aperfeiçoando as condições físicas e a diversidade.

3. Unir a humanidade com um novo idioma vigente.

4. Controlar a paixão – fé – tradição – e todas as coisas com razão moderada.

5. Proteger povos e nações com leis e tribunais justos.

6. Permitir que todas as nações regulem-se internamente, resolvendo disputas externas em um único tribunal mundial.

7. Evitar leis insignificantes e governantes desnecessários.

8. Equilibrar direitos pessoais com deveres sociais.

9. Valorizar a verdade – beleza – amor – procurando a harmonia com o infinito.


10. Não ser um câncer sobre a terra – Deixar espaço para a natureza.

Despovoamento, Planejamento Familiar e Eugenia

O primeiro “mandamento”  é particularmente chocante, já que basicamente prevê que 12 de 13 pessoas na Terra não deveria existir, basicamente, isso significaria que todos no mundo desapareceria com exceção de meia Índia. Se a população mundial de hoje é 7 bilhões, então isso é um excedente de 90%. É alucinante considerar estes valores.

A última regra das Guidestones: “não ser um câncer na terra – Deixar espaço para a natureza ” é particularmente preocupante, uma vez que compara a vida humana como câncer na terra.  Com este estado de espírito, é fácil racionalizar a extinção de quase toda a população do mundo.

A segunda regra (“Controlar a reprodução sabiamente – aperfeiçoando as condições físicas e a diversidade.”), basicamente, são as chamadas da inferência de parlamentares na gestão das unidades familiares. Se lermos nas entrelinhas, que exige a criação de leis regulando o número de filhos por família. Além disso, “melhorar a diversidade” pode ser obtida com a “criação seletiva”, ou a esterilização dos membros indesejáveis da sociedade. Isto costumava ser chamado de “eugenia”, até que se tornou politicamente incorreto por causa do nazismo.

Explicações Diretamente dos Autores Anônimos

Desde da inauguração do monumento em 22 de março de 1980, inúmeros autores e pesquisadores têm tentado interpretar a lógica por trás destas das dez orientações. Será que estas declarações consistem realmente em  um plano para uma Nova Ordem Mundial? São apenas regras a aplicar em caso de uma grande catástrofe? O melhor lugar para obter uma resposta exata é pedir aos autores das próprias regras. No entanto, uma vez que eles optaram por permanecer anônimos, é impossível fazê-lo.

Este texto surpreendente, que descreve os seus motivos em grande detalhe, só podem ser encontrados nas Pedras Guias da Geórgia, um panfleto produzido pela Granite Company, que produziu o monumento. Cabe a você caro leitor decidir se os autores desejam uma Nova Ordem Mundial ou não.

“É muito provável que a humanidade já possua os conhecimentos necessários para estabelecer um governo mundial eficaz. De alguma forma  o conhecimento deve ser amplamente semeado na consciência de toda a humanidade. Muito em breve o coração de nossa família humana deve ser tocada e aquecido de modo que vai acolher esta regra global da razão.

“A consciência de grupo da  espécie humana é cega, perversa, e facilmente distraídos por trivialidades, quando deveria ser focado em fundamentos. Estamos entrando em uma era crítica. Pressões da população em breve irão criar uma crise política e econômica em todo o mundo.  Estes tornarão  mais difícil e ao mesmo tempo tão necessária  construção de uma sociedade mundial racional.

“Um primeiro passo será o de convencer um mundo duvidoso, de que essa sociedade é agora possível. Levemos em vista, um  permanente apelo à razão coletiva da humanidade. Vamos chamar a atenção para os problemas básicos. Vamos estabelecer prioridades adequadas.  Temos de colocar  ordem em  nossa casa aqui na terra antes de alcançar-mos as estrelas.

“A razão humana está agora despertando para a sua força. É a mais poderosa agência, que  ainda não foi liberada no desenrolar da vida no nosso planeta. Temos de fazer da humanidade consciente de que a aceitação a razão, compassiva e  esclarecida, irá controlar nosso destino, dentro dos limites inerentes à nossa natureza.

“É difícil ter esta  semente de sabedoria em  mentes humanas fechadas. Inércias culturais não são facilmente superadas. Desenrolar dos acontecimentos mundiais e do triste recorde de nossa raça, de  dramatizar as insuficiências das agências tradicionais que regem os assuntos humanos. A crise que se aproxima pode tornar a humanidade disposta a aceitar um sistema de direito do mundo, que irá enfatizar a responsabilidade das nações individuais na regulação dos assuntos internos, e que irá ajudá-los na gestão pacífica dos atritos internacionais.

“Com este sistema podemos eliminar a guerra, nós poderíamos fornecer todas as pessoas uma oportunidade para buscar uma vida de propósito e realização.
Eles são atingíveis. Mas eles não acontecerão sem esforços coordenados por milhões de pessoas dedicadas em todas as nações da terra.

”Nós, os patrocinadores dos guias da Geórgia , somos um pequeno grupo de americanos que quer chamar a atenção sobre os problemas centrais do dilema atual da humanidade.  Nós temos uma mensagem simples para os outros seres humanos, agora e no futuro.  Acreditamos que contém verdades auto-evidentes, e não temos preconceito de credo ou filosofia.  No entanto, a nossa mensagem é, em alguns aspectos controversos. Optamos por manter o anonimato, a fim de evitar o debate  e a disputa que poderia confundir o nosso sentido, e que poderia atrasar a revisão de nossos pensamentos. Acreditamos que nossos preceitos são sólidos.  Eles devem permanecer em seus próprios méritos.

“Stonehenge e outros vestígios de antigos pensamentos humanos despertaram nossa curiosidade, mas não carregam nenhuma mensagem para a nossa orientação.  Para transmitir nossas idéias ao longo do tempo a outros seres humanos, temos erguido um monumento – um aglomerado de pedras esculpidas. Estas pedras em silêncio, irão mostrar as nossas ideias mesmo depois de termos desaparecido da terra. Esperamos que mereçam maior aceitação e que através de sua persistência silenciosa, deva acelerar em um pequeno grau, a experiência que vem da razão.

(…)

“Nós acreditamos que cada ser humano tem um propósito. Cada um de nós é um pouco pequeno, mas significativa parte  do infinito. Os alinhamentos celestes das pedras simbolizam a necessidade de a humanidade ser enquadrada com os princípios externos, que se manifestam em nossa própria natureza e no universo ao nosso redor.  Devemos viver em harmonia com o infinito.

“Quatro grandes pedras na parte central são inscritas com dez preceitos, cada pedra carregando o mesmo texto em dois idiomas. Na versão em Inglês a mensagem totaliza menos de cem palavras. As línguas foram escolhidas por sua importância histórica e seu impacto sobre as pessoas que vivem agora. Desde que há três mil línguas vivas, e nem todas  poderiam ser  escolhidas.

“Nós  prevemos uma fase posterior no desenvolvimento das Pedras guias da Geórgia . Esperamos que outras pedras possam ser erguidas nos círculos exteriores para marcar as migrações do sol e talvez alguns outros fenômenos celestes.  Estas pedras que carregam nossas palavras, nas línguas de outros indivíduos, que compartilham nossas crenças e elevará  pedras semelhantes, às fronteiras
internacionais, nas línguas dos vizinhos amigáveis. Eles servem para lembrar as dificuldades que toda a humanidade deve enfrentar, e incentivamos os esforços mútuos para lidar com eles de maneira racional e com a justiça.

“Nós não professamos nenhuma inspiração divina, para além do que pode ser encontrado em todas as mentes humanas.  Os nossos pensamentos refletem a nossa análise dos problemas enfrentados pela humanidade neste alvorecer da era atômica. Eles descrevem em termos gerais, alguns passos básicos que devem ser tomadas para criar para a humanidade, um benevolente  e permanente equilíbrio com o universo.

“Os seres humanos são criaturas especiais. Nós somos pastores de toda a vida terrena. Neste mundo, temos um papel central em uma eterna luta entre o bem e o mal, entre as forças que constroem e as que destroem.  O Infinito envolve tudo o que existe, ainda luta, conflito e mudança, o que pode refletir tumultos na alma de Deus.

”Nós, seres humanos fomos dotados com uma pequena capacidade de conhecer e agir para o bem ou para o mal.  Devemos nos esforçar para aperfeiçoar nossa existência, não só para nós mas para aqueles que virão depois de nós. E não deve ser esquecido o bem-estar de todos os outros seres vivos, cujos destinos têm sido colocados em nossa confiança.

“Nós somos a agência principal, através da qual, as boas qualidades e do mal do espírito tornam-se atores no nosso mundo. Sem nós há muito pouco de amor, a misericórdia ou compaixão. No entanto, podemos também ser agentes do ódio, da crueldade e da fria indiferença. Só nós podemos conscientemente trabalhar para melhorar este mundo imperfeito. Não é suficiente para nós simplesmente ficar  à deriva com a corrente. O mundo racional de amanhã está sempre em movimento.

”Em 1980, como estas pedras estavam sendo levantadas, o problema mundial mais urgente era a necessidade de controlar o número de seres humanos. Nos últimos séculos, a tecnologia e os combustíveis abundantes fizeram uma possível multiplicação da humanidade, muito além do que é prudente ou que seja sustentável longo à  prazo. Agora podemos prever o esgotamento iminente dessas fontes de energia e o esgotamento das reservas mundiais de muitas matérias-primas essenciais.
“O controle  de nossa reprodução é uma necessidade urgente. Isso exigirá grandes mudanças em nossas atitudes e costumes.  Infelizmente, a inércia do costume humano podem ser extremas.  Isto é especialmente verdadeiro , pois aqueles a quem enviamos esta mensagem, estejam  desinformados sobre a necessidade de mudança.

“Quase toda a nação agora está superpovoada, em termos de um equilíbrio constante com a natureza.  Somos como uma frota de embarcações salva-vidas superlotadas , confrontado com uma tempestade que se aproxima.Nos Estados Unidos da América, estamos seriamente sobrecarregando nossos recursos para manter a nossa população presente, no estado atual de prosperidade.  Estamos destruindo nossa terra e temos crescido perigosamente dependente de fontes externas de petróleo, metais e outros recursos não renováveis.  Países como Japão, Holanda e Haiti são ainda mais seriamente superpovoados e, portanto, em maior perigo.

“Nessas circunstâncias, a reprodução não é mais uma questão exclusivamente pessoal. A sociedade deve ter uma voz e um certo poder de direção na regulação desta função vital. Os desejos dos casais humanos são importantes, mas não fundamentais. Os interesses da sociedade atual e bem-estar das gerações futuras devem ser tomados em consideração crescente, à medida que desenvolvemos mecanismos para trazer controle racional sobre a fertilidade.

(…)

“A maternidade irresponsável deve ser desencorajada por pressões sociais e legais. Casais que não podem fornecer um rendimento digno e suporte para uma criança, não deve produzir filhos que sejam um fardo para seus vizinhos. Trazendo crianças desnecessárias em um bote salva-vidas, causando a  superlotação. É injusto para com os filhos. É prejudicial para os outros ocupantes e todas as coisas vivas. A sociedade não deve subsidiar ou incentivar tal comportamento.

“Conhecimento e técnicas para regular a reprodução humana estão agora em existência. Líderes políticos de todo o mundo têm uma grave responsabilidade de tornar esse conhecimento e essas técnicas  disponíveis. Isso poderia ser feito com uma fração dos recursos que o mundo agora dedica a fins militares.  A longo prazo, dirigindo fundos para este canal , poderíamos  fazer mais do que qualquer outra coisa para reduzir as tensões que levam à guerra.

“A população mundial diversificada e próspera em um equilíbrio constante, com recursos globais, serão o alicerce para uma ordem mundial racional. Pessoas de boa vontade em todas as nações devem trabalhar para estabelecer esse equilíbrio.

(…)

“Com a conclusão da base central das Pedras  guias da Geórgia, nosso pequeno grupo tem o seu patrocínio dissolvido. Deixamos o monumento na guarda do povo de Elbert County, na Geórgia.
“Se nossas palavras inscritas são escurecidas pelo desgaste do vento e do sol e do tempo, pedimos-lhe que façam mais profundas. Se as pedras  caírem, e se forem espalhados por pessoas de pouca compreensão, pedimos que você venha juntá-las novamente.

“Nós convidamos os nossos companheiros seres humanos em todos os países para refletir sobre a nossa mensagem simples. Quando esses objetivos forem procurados, mesmo por poucos dias, então a  humanidade em geral, terá uma ordem racional do mundo , que pode ser alcançada por todos.

Clique aqui, para ler o guia todo em Inglês.

Os Autores

Então, quem era este “pequeno grupo de americanos que buscam a Era da Razão”? Embora a sua identidade seja secreta, eles deixaram algumas pistas dizendo para os iniciados, inequivocamente apontando para a natureza oculta do seu grupo. Para começar, o texto acima descobre a marca inconfundível do ocultismo ocidental.  Podemos encontrar referências ao “Assim Acima, Assim Abaixo” (Citação: Os alinhamentos celestes das pedras simbolizam a necessidade de a humanidade ser enquadrada  com os princípios externos que se manifestam em nossa própria natureza e no universo ao nosso redor) e à dualidade (Citação: Nós somos as principais agências e através do qual o mal e as boas qualidades do espírito se tornam atores em nosso mundo. Sem nós , existirá  muito pouco de amor, a misericórdia ou compaixão. Contudo, podemos também ser agentes do ódio, da crueldade e da indiferença fria). 

R.C. Christian

Aqui está a história do ordenamento do Guidestones, como dito pelo guia oficial:

O que começou como uma tarde de sexta-feira normal, no meio do verão terminou na produção e montagem de um dos mais insólitos monumentos do mundo, produzido sob a condições mais incomuns. Joe Fendley, presidente da Companhia Elbert  de acabamento em granito ,inc. em Elberton, Georgia, foi gasto nesta tarde sexta-feira, em junho de 1979, que ele passa a maior parte tardes de sexta… estudando seus relatórios semanais e, geralmente, fechando a loja para um fim de semana… e depois tudo começou .
Um homem vestido ordenadamente entrou no escritório da Rua Fendley e disse que queria fazer um  monumento. Como todo mundo no escritório estava ocupado, Fendley decidiu falar com o estranho mesmo e explicou que sua empresa não vende diretamente ao público, mas somente em atacado.
Sem desanimar, o homem de meia-idade, que se identificou apenas como Sr. Robert C. Christian, disse que queria saber o custo de construir um monumento para a preservação da humanidade e começou a contar Fendley que tipo de monumento que ele queria. Com isso ele delineou o tamanho em medidas métricas.
Fendley admitiu que sua primeira reação ao Sr. Christian não foi muito boa, mas depois de o ouvir durante cerca de 20 minutos e aprender o enorme tamanho do monumento que ele pretendia adquirir e erguer, Fendley decidiu que ele deveria levar este homem a sério

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O nome da R. C Christian na pedra explicativa com um erro de digitação em "pseudonyn" (pseudônimo)


Se o nome de R.C. Christian era simplesmente um pseudônimo sem sentido, porque seria gravada em um importante monumento feito para a posteridade? Poderia ter o nome algum significado? Bem, sim. R.C. Christian é uma clara referência a Christian Rosenkreuz , Inglês cujo nome é Christian Rose Cross, o lendário fundador da Ordem Rosacruz.  Alguns poderiam dizer que a semelhança entre R.C. Christian e o Rosa Cruz é o resultado de uma estranha coincidência. Como veremos, é no entanto apenas uma das muitas referências ao Rosacrucianismo associado ao monumento.  Esta é apenas uma peça do quebra-cabeça, mas uma peça importante, no entanto.

Os Rosacruzes

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Procurando  entrar  para os mistérios Rosacruzes, observe que o candidato está mostrando o sinal da mão de sigilo. Além disso, observe as letras “RC”, como no R.C. Christian.


Os Rosacruzes são conhecidos pela publicação de três Manifestos, feitos no início do século 17: Fama Fraternitatis Rosae Crucis, Confessio Fraternitatis and Chymical Wedding of Christian Rosenkreutz.
Estas obras anônimas, rodeadas por mistérios, misteriosamente introduzidas ao público em geral, a filosofia Rosacruz, ao anunciar uma grande transformação do cenário político e intelectual da Europa.  O ‘Age of Enlightenment’, logo em seguida, acompanhado com a queda das monarquias feudais. As guias da Geórgia parecem realizar as mesmas funções que os manifestos rosacruzes, chamando para um mundo de transformações importantes e mantendo um clima de mistério.

A Era da Razão

Existem inúmeras referências ao conceito da “Era da Razão” nas Pedras Guias. Poderiam ser uma referência para a clássica obra de Thomas Paine intitulado… Era da Razão?

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A Era da Razão: Uma Investigação da Verdade e Teologia Fabulosa

É um fato conhecido de que Thomas Paine foi um destacado membro da Fraternidade Rosacruz na América.
“A Fraternidade Rosacruz existia na América antes da Primeira Revolução Americana.” Em 1774, o Grande Conselho dos Três (Corpo governante supremo da Fraternidade) foi composto por Benjamin Franklin, George Clymer e Thomas Paine”. - The Fraternitas Rosae Crucis,
Em: The Secret Destiny of America, Manly P. Hall descreve Thomas Paine, como um cruzado importante para a marcha em direção a um governo mundial ideal.
“De Thomas Paine foi dito que ele fez mais para ganhar a independência das colónias com a sua caneta, do que George Washington realizou com sua espada, a  completa reorganização não  só do governo, religião e educação nos levaria ainda hoje para o estado perfeccionista que Tom Paine imaginava“. - Manly P. Hall, The Secret Destiny of America

Esta peça velada a Thomas Paine é outra peça do quebra-cabeça Rosacruz, que me leva a crer que os autores eram maçons (que incorporou ensinamentos Rosacruzes em seus graus) ou membros da Fraternidade Rosacruz.
Além disso, como se para tornar as coisas mais óbvias, o livreto das Guidestones mencionam que Joe H. Fendley Sr., presidente da Elberton Granite, bem como muitas outras pessoas envolvidas com a construção do monumento, foram maçons. Foi esta a razão da seleção destes homens pelos patrocinadores anônimos dos monumentos?
“Fendley também está envolvido em atividades fraternas. Levantado como Mestre Maçom, em 1958, ele agora é um membro da Loja Maçônica Philomathea #25, em Elberton, é um Rito de York e o Rito Escocês 32 °Maçon, e foi admitido no Santuário Yaarab Temple, em Atlanta, em 1969. Ele foi presidente da Vale do Santuário Savannah Clube de 1972 a 1973. O Soberano do Santuário concedido o “Grau de Distinção” em 1973, e nomeado Embaixador em 1975.“ 

Conclusão

Muitas das regras das Pedras Guias fazem sentido para a preservação da Terra a longo prazo. Mas entre as palavras idealistas dos autores do monumento e da forma real em que essas políticas seriam aplicadas sobre as massas – por políticos gananciosos sedentos de poder  – há muitas diferenças. Lendo nas entrelinhas, as diretivas das pedras guias exigem das massas a perda de muitas de suas liberdades pessoais e submissão ao controle governamental, batendo em muitas questões sociais… para não mencionar a morte de 92,5% da população… e provavelmente de ninguém da “Elite”.
É o conceito de uma ”democracia, do povo e para o povo”, tal como idealizado pelos Fundadores de muitas nações, uma mera ilusão, uma solução temporária até que seja introduzido um governo mundial socialista? Por que os cidadãos do mundo não são consultados uma vez que a questão é democrática?  Eu acho que é mais fácil para as elites  fabricarem o consentimento popular através das mídias de massa. Mas talvez isso não funcione em todos:

Copiado e meio adaptado:/Midia Illuminati

Pilares Humanos


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Uma das lendas urbanas mais populares e mórbidas é a da existência de pilares humanos, as pessoas que foram deliberadamente enterradas vivas no interior dos locais de construção. Originada do Japão, esta lenda urbana também conhecida como hitobashira, já existe desde os tempos antigos e baseia-se na crença de que um sacrifício humano selado dentro de um edifício ou outra estrutura faria com que tal durasse mais tempo e se tornasse mais estável após a construção.

As condições de trabalho em várias construções japonesas são conhecidas por serem ruins, muitos homens pereceriam de doenças e exaustão durante o trabalho. Esses infelizes, então, seriam enterrados perto das fundações para esconder o que havia acontecido e para garantir que as tais permaneçam firmes nas próximas décadas. Também tem sido sugerido que alguns trabalhadores foram mortos durante a construção de castelos como uma medida de segurança para que os segredos do edifício não vazassem para o público.

A história do Castelo Matsue continua a ser um dos contos mais famosos a respeito deste fenômeno. Construído durante o século 17, a parede de pedra da torre central veio á cair várias vezes após a construção. Então, naturalmente, os construtores estavam convencidos de que a única opção era sacrificar um ser humano para o pilar principal. Eles encontraram uma donzela dançando no Bon Odori local - um festival dos mortos- eles a enganaram e a trouxeram para o castelo para em seguida coloca-la viva nas muralhas do castelo.

Reza a lenda que seu espírito inquieto assombra o castelo e, supostamente, sempre que uma mulher dança nas ruas de Matsue, as muralhas do castelo tremem violentamente. Logo depois, foi aprovada uma lei que proíbe dança em lugares públicos.

Outra história famosa envolve o Túnel Jomon que há rumores sobre vários sacrifícios humanos. O túnel foi construído na linha principal Sekihoku em 1914 e em 1968, um terrível terremoto danificou a parede interna revelando uma série de esqueletos nas paredes. Muitos ossos humanos foram desenterrados também perto do túnel e isso solidificou a crença dos pilares humanos. Muitos moradores evitam o túnel por acreditarem que este seja seja assombrado pelas pobres almas enterradas lá dentro.

A ponte Matsue Ohashi é outra estrutura com tal rumor e, na verdade, tem um parque nas proximidades chamado "Gensuke", em homenagem ao homem que foi enterrado vivo para manter a ponte de pé. A lenda diz que, por causa da corrente do rio traiçoeiro, os pilares iriam afundar todas as noites e teriam que ser reconstruídas durante o dia. General Horio Yoshiharu, que encomendou a ponte, decidiu que um sacrifício teria de ser feito para apaziguar os espíritos revoltados do rio que repetidamente inundavam a estrutura. Um homem sem-teto, Gensuke, foi escolhido, em seguida, enterrado vivo no leito do rio, perto do pilar do meio e, depois disso, a ponte ficou solida por 300 anos.

Muitas estruturas possuem tais rumores dos pilares humanos, incluindo:

Castelo Nagahama , Maroka Castelo, Castelo Ozu, Ponte de Fukashima , Ponte de Kintakiyou, Santuário Itsukashimi, Canal de Irrigação de Immagawa , e Manda Levee. Há possivelmente mais edifícios com corpos humanos em existência.


Aine, rainha do povo das fadas

Achei uma página que falava sobre a fada rainha, então eu pensei "por que não?". Esse post é para quem curte fadas e textos longos. Boa leitura!

“O povo das fadas” (chamado em gaélico de Sidhe), conhecido das lendas e mitos celtas é remanescente dos primitivos povos pré-celtas, que habitavam as Ilhas Britânicas desde a Idade de Bronze. Eles eram descendentes dos Tuatha de Danann, o “Povo da deusa Danu”, misteriosos seres míticos de natureza sutil, que conquistaram a Irlanda após vencerem os primeiros colonizadores- Fir Bolg, e que depois foram vencidos pelos Milesianos. Com a mudança das crenças religiosas e espirituais, os Tuatha de Danann não mais recebiam a sustentação da sua egrégora pelo reconhecimento e a gratidão dos seres humanos perante os seus dons e se afastaram cada vez mais da dimensão material, tecendo um véu de invisibilidade ao redor do seu mundo. Para se protegerem da violência das guerras - sendo eles seres pacíficos - se retiraram para outra dimensão, sutil, a ilha mágica Tyr na n’Og, “A terra debaixo das águas”, situada no Oeste da Irlanda e invisível aos homens. Uma parte deles se refugiou nas montanhas, colinas, florestas e grutas e as repartiu entre si, sendo conhecidos como “O velho povo, Os bons vizinhos, O povo das colinas”, Fairy people ou Fay e suas moradas (barrows) nas colinas ou elevações de terra chamadas de side ou sidhe (pronuncia-se “chee”), nome que aos poucos passou a ser confundido com os próprios seres.


A comprovação deste fato encontra-se na crença comum entre as diversas nações celtas sobre a existência de uma raça de seres sutis, obrigada pelas tribos invasoras a se retirar para o “Outro mundo”, descrito como uma dimensão subterrânea, dentro das colinas ou câmaras subterrâneas neolíticas (burial chamber), ou que tinham ido “além-mar”. Pelo fato que os Sidhe moravam nas câmaras subterrâneas – que eram usadas para o enterro dos reis - ao longo dos tempos eles passaram a serem confundidos com os espíritos ancestrais e denominados de Bean-sidhe ou Banshee, que anunciavam a morte de parentes e apareciam nas suas vigílias pranteando.

   Os Sidhe eram formados por vários grupos ou ordens, distintas umas das outras, mas que funcionavam como uma coletividade. As terras ocupadas pelos seres feéricos foram chamadas de Fairyland, “a terra das fadas” e seus caminhos e trilhas, imbuídos de energia mágica e telúrica, ficaram conhecidos como ley lines, as linhas de energia da terra, sobre as quais não deveriam ser construídas edificações humanas sob o perigo de eclodirem acontecimentos estranhos ou perniciosos à saúde. Os locais sagrados dos sidhe eram marcados por círculos de pedras, de grama mais verde ou de cogumelos e deviam ser respeitados e evitados pelos seres humanos. No nível mágico, os Sidhe conheciam e manipulavam os poderes dos elementos e por isso, com o passar do tempo e o esquecimento da sua verdadeira origem e poder, eles foram reduzidos às figuras elementais com nomes diferentes em função do elemento em que habitavam ou regiam. Nos contos de fadas lhes foi atribuído o papel de “fadas madrinhas”, conselheiras e protetoras individuais.

Sidhe para os irlandeses representa o estado intermediário entre um mundo real e o sobrenatural, povoado por seres sutis, etéreos, dificilmente visíveis pelos seres humanos, devido às vibrações densas do mundo material. Com o advento do cristianismo e sua perseguição e proibição, eles esmaeceram na memória do povo, sendo denominados fadas, duendes e representações malignas do folclore, que viviam em outras dimensões entre o mundo material e espiritual. Contudo, seu fundamento psicológico nunca se perdeu e os mistérios ocultos nos contos de fadas e nas crenças populares conservam as reminiscências do antigo culto.

Aos poucos, as fadas ficaram restritas ao folclore anglo-saxão e celta, conhecidas como protetoras e guardiãs das árvores, flores ou jardins, confundindo-se depois com outras entidades sobrenaturais e, às vezes, sendo consideradas magas e feiticeiras. Foram descritos muitos tipos, desde as belas fadas das flores, árvores, lagos e rios, os simpáticos gnomos protetores das moradias, até as entidades perigosas com dentes pontiagudos e garras afiadas. Presentes em todas as formas e manifestações da natureza, as fadas fizeram parte das lendas e do folclore de vários países, mas nenhum povo como o irlandês conseguiu captar, conhecer e compreender tão bem os Fays, provavelmente por serem seus descendentes. O mundo feérico das fadas ainda vive nas crenças e rituais dos camponeses da Irlanda, País de Gales, Escócia, Inglaterra e Bretanha e conta-se que vários mortais tiveram contato com o povo das fadas, aprendendo delas a arte da poesia, música, dança, metalurgia, tecelagem, magia e cura. A Irlanda até hoje é habitada por duas raças: a visível, dos celtas, e a invisível dos Sidhe, mas que podia ser vista e “visitada” pelos clarividentes e magos. As divindades mais conhecidas, consideradas o “Rei” e a “Rainha das Fadas” são a deusa Aine (pronuncia-se Onyá ou Oine), a regente da fertilidade e o deus Gwynn Ap Nudd (pronuncia-se guin ap niid), o “Senhor do Outro Mundo”.

Aine é uma deusa arcaica da Irlanda, originariamente uma deusa solar, soberana da luz, da fertilidade da terra e do amor, cujo nome significava “prazer, alegria, esplendor”, celebrada no Solstício de Verão e que sobreviveu às perseguições cristãs ao ser transformada nas lendas em uma “Fada Rainha”. Apesar de deusa tutelar da província de Munster do Sudeste da Irlanda, muito pouco foi preservado das suas lendas; mesmo assim o seu culto perdurou até o século 20 mas ela jamais foi santificada ou mencionada pela igreja cristã. Os costumes a ela associados continuaram até 1970, preservando sua autêntica essência pagã, os camponeses caminhando com tochas acesas pelos campos plantados invocando o calor e a luz de Aine para a abundância das colheitas. As mulheres idosas queimavam ervas aromáticas para purificar as casas e afastar as doenças.

Aine é irmã gêmea de Grian, a “Rainha dos Elfos” e também foi considerada como um dos aspectos da Deusa Mãe celta Ana, Anu, Danu ou Don. Grian e Aine alternavam-se na regência do ciclo solar na Roda do Ano, trocando de lugar a cada solstício. Aine foi mencionada pela primeira vez em 890-910 no dicionário Sanas Cormaic com explicações em latim da etimologia dos termos irlandeses. Mais tarde, apareceram menções no século XII no livro Táin Bó Cúailnge e no século XV em Cath Finntrágha sobre a relação da Deusa com os cairns e resquícios neolíticos encontrados em duas colinas, perto de Lough Gur, consagradas à Deusa, onde ainda hoje ocorrem ritos em honra à deusa Aine. Uma colina, a três milhas a sudoeste do lago é chamada Knockaine (em homenagem à deusa) e lá se encontra uma pedra que confere inspiração poética a seus devotos merecedores e leva à loucura àqueles que forem punidos pela falta de respeito com os lugares sagrados. Do topo da colina podem ser avistados inúmeros locais associados com seres míticos, detalhes topográficos do mito de Aine (como os castelos dos reis) e das batalhas reais entre conquistadores e nativos.

Existem muitas controvérsias a respeito da sua origem, alguns pesquisadores a consideram filha de Eogabail, um rei dos seres míticos Tuatha de Dannan, que teria sido o filho adotivo do deus do mar Manannan Mac Lir, outras vezes como sendo esposa e algumas vezes filha dele. Como Rainha dos reinos encantados Aine pertencia aos Tuatha de Dannann e aos Sidhe e era conhecida como Lenan Sidhe, a amada ou Ain Cliar, a luminosa. Inúmeros lugares eram dedicados a Aine na Irlanda como Knoc Áine (Condado de Limerick), Tobar Áine (Condado de Tyrone), Dun Áine (Condado de Louth), Lios Áine (Condado de Derry). Com o nome de Aine Marine e Aine of Knockaine, ela é associada com Knoc Aine/Knockaine, a sua colina em Munster. Na literatura ela foi descrita como uma “Rainha das Fadas”, a mais famosa sendo Titânia, da peça “O sonho de uma noite de verão” de Shakespeare.

Assim como outras deusas celtas, Aine tem diversos aspectos associados a diferentes coisas e atributos, sendo regente do Sol, junto com suas irmãs Fenne e Grainne e também das fases lunares. Como deusa tríplice, sua face de Donzela era tanto generosa, quanto vingativa, recompensando os devotos com o presente da inspiração poética ou os punindo com a loucura, se tivesse sido ofendida ou menosprezada. Ela era invocada geralmente para ajudar, mas se fosse desrespeitada, a sua vingança não tardava. Como Mãe, era associada aos lagos e poços sagrados, cujos mananciais possuem poderes curativos, a fonte dedicada a ela Tobar-na-Aine era renomada pelos poderes curativos. A sua intensa sexualidade a tornou inimiga da igreja cristã, sendo vista como uma ameaça ao matrimônio e à castidade. Mesmo que o simbolismo relacionado com a Deusa Mãe tenha sido esquecido quase por completo desde que começaram os ritos cristãos nas igrejas, o ato de invocação da vida nunca enfraqueceu e ela era reverenciada como protetora da gravidez e das mulheres, punindo aqueles que as tivessem ofendido, agredido, perseguido ou violentado. Como Deusa Escura e regente do teixo, Aine era considerada a “Anciã de Knockaine”, caridosa com aqueles que lhe pediam ajuda, mas vingativa com quem a explorava pela má fé. Por ser uma deusa detentora do poder da vida e da morte, Aine podia aparecer para os homens como uma mulher sábia de rara beleza, qualificada como sidhe leannan, ou seja, “uma amante-fada-fatal” que exercia tal atração sobre os homens, que eles sucumbiam aos seus encantos e muitas vezes não sobreviviam. As mais dramáticas e poéticas histórias do folclore celta são as que relatam o amor entre mortais e os seres sobrenaturais, mas que não perduram devido a certos tabus, maldições, diferenças de vibrações e costumes. Acredita-se que a “amante-fada-fatal” ainda se manifesta nos dias de hoje e quando escolhe um homem mortal, este está fadado à morte certa, pois esta é a única maneira viável para que os dois possam ficar juntos e concretizar seu grande amor.

Existem muitas lendas sobre as escapadas amorosas de Aine, às vezes ela casava com jovens vigorosos e tinha filhos “encantados”, que dela recebiam o poder de ver o “Povo das Fadas” com a ajuda de um anel mágico. Quando ela se apaixonou pelo jovem e belo herói Fionn, ela jurou que jamais iria amar um homem com cabelos grisalhos. Mas uma das suas irmãs também amava Fionn e através de um encantamento conseguiu que seus cabelos ficassem grisalhos, mesmo ele continuando jovem. Fiel à sua geasa (promessa mágica) Aine afastou o herói. Segundo outra, entre tantas lendas, conta que Aine estava sentada nas margens do lago Lough Gur, penteando seus longos cabelos dourados, quando Gerold, o Conde de Desmond, a viu e sentindo-se fortemente atraído por ela, roubou-lhe o manto dourado e só o devolveu, quando ela concordou em casar-se com ele. Desta união nasceu Geroid Iarla ou Earl Gerald, denominado "O Mago"; após o nascimento do menino, Aine impôs ao Conde Desmond, um tabu que o impedia expressar surpresa a qualquer coisa que o filho fizesse. Entretanto, ele quebrou tal tabu, exclamando alto quando viu o filho entrando e saindo de um frasco, fato que desfez o encanto e Aine recuperou sua liberdade. Aine dirigiu-se para a colina de Knockaine, transformando-se em um cisne; dizem que é lá que ela ainda reside em seu castelo encantado, cercada por Fadas. Em outra versão, ela se recolheu na ilha Garrod no lago Lough Gur no condado de Limerick e Gerald depois transformou-se em um ganso selvagem que voou alto seguindo o rio Lough, encontrando repouso no castelo da mãe. Lough Gur era um antigo sitio sagrado pré-histórico, com reminiscências de câmaras subterrâneas, grutas e círculos de pedras do período neolítico ao seu redor, onde foram encontrados restos de oferendas votivas e grãos.

Outra lenda descreve como Gerald vivia abaixo das águas do lago, de onde saia cada sete anos cavalgando ao redor do lago até gastar as ferraduras de prata do seu cavalo, dia em que ele voltará para expulsar estrangeiros e malfeitores da Irlanda. Dizia-se também que de sete em sete anos ele emergia das águas como um fantasma montado em um cavalo branco; o lago sumia dentro da terra aparecendo no seu lugar uma árvore sobrenatural, coberta com tecidos verdes e guardada por uma anciã, que tinha o poder de elevar as águas do lago se a árvore corresse perigo.

Em outra lenda, o rei Ailill matou Egbal, o pai de Aine e a violentou, mas ela relutou e arrancou sua orelha, o que lhe ocasionou o apelido de Ailill-sem-orelha. Aine jurou se vingar e após um tempo, Ailill foi morto por ela com uma poderosa magia, da mesma forma como se vingou de outro rei, que também a ofendeu. Seu filho Egan - que nasceu após ela ser violentada por Aillil - se tornou rei de Munster e fundador de uma famosa dinastia. Muitas famílias de Munster com o sobrenome de O'Corra ainda acreditam que são descendentes de Aine, por eles venerada como a melhor e mais bondosa deusa. Existem muitas situações que se repetem ao longo da história celta, em que uma deusa ou rainha é violentada e conquistada por um rei, simbolizando o domínio dos invasores sobre a população nativa e a decorrente vingança da terra quando maltratada ou destruída. Em todas estas lendas percebe-se como a determinação, engenhosidade e paciência de Aine ou de outras deusas ou rainhas, as ajudaram se libertar das imposições patriarcais.

Aine tinha o poder de metamorfose, se transformando tanto em um cisne branco, quanto em uma égua vermelha de nome Lair Derg, e que ninguém conseguia alcançá-la. Acreditava-se que na noite do Solstício de Verão, moças virgens, que pernoitassem na colina de Knockaine, poderiam ver a Rainha das Fadas passando com toda a sua comitiva. O mundo das fadas só se tornava visível pelos portais mágicos, chamados “anéis de fada”, círculos marcados na grama ou no meio de árvores, que eram indicados pela própria Aine. Uma gruta de Knockaddon supunha-se ser ligada a Tir na n’og (o “Outro Mundo” celta) e de lá Aine chegava no Lammas para dar à luz a um feixe de grãos, o seu filho Eithne (o termo gaélico para grãos). Três dias no ano eram dedicados à ela: a primeira sexta-feira, sábado e domingo após o Sabbat de Lammas. Era nestes dias que ela retornava como uma mulher sábia, que ensinava aos homens como caminhar em união e amor sobre a terra, domínio da sua mãe, a deusa Danu. No Sabbat Samhain dizia-se que Aine saia das suas colinas cavalgando um touro vermelho e era reverenciada com fogueiras acesas em todas as colinas sagradas. Sendo associada com os Sabbats, Aine podia se manifestar como a Donzela da primavera, a Mãe das colheitas e a Anciã do mundo subterrâneo. Como Donzela aparecia também como uma sereia, que penteava seus longos cabelos com um pente de ouro na margem do lago, continuando a fazer isso até o pente ia ser gasto e seu cabelos ficando brancos. Nos dias dedicados a Aine era proibido derramar sangue, para que a centelha vital não se esvaísse do corpo de outros animais ou doentes. Às vezes ela era vista numa barco junto com seu pai Manannan ajudando os marinheiros perdidos. Durante a grande fome ocasionada pela crise irlandesa das batatas, Aine aparecia no topo da sua colina entregando comida para os famintos.

 Aine era invocada no Solstício de verão na colina de Knockaine para ritos de amor, fertilidade e abundância das colheitas, prosperidade das pessoas, separações e desfechos dolorosos nas relações amorosas. Ela ampliava a visão e podia facilitar o contato com o mundo das Fadas, potencializando os poderes mágicos e extrassensoriais. Os camponeses saiam em procissão após acenderem as fogueiras na sua colina e caminhavam pelos campos com tochas acesas, feitas com feixes de palhas e ervas solares amarrados em postes. Eles purificavam os campos e o gado com as chamas, pedindo proteção e fertilidade e esperavam que Aine e os Sidhe aparecessem para eles, abrindo um portal para o Outro Mundo. As cinzas das fogueiras eram espalhadas depois nos campos para atrair fertilidade. Nas noites de lua cheia, os doentes eram levados para se banharem no Lough Gur; se até o nono dia eles não se curavam, as pessoas sabiam que em breve iriam ouvir o canto das ancestrais Banshee, prenunciando-lhes um sono profundo e sem dor, durante qual iam passar para o reino dos Sidhe. Após a sua passagem, havia uma vigília prolongada, quando os familiares se reuniam entoando os cantos de lamento chamados keenings, dádiva das banshees.

As mulheres idosas honram ainda Aine no Samhain e Litha e queimam ervas aromáticas para purificar as casas e afastar as doenças. Elas acreditam que foi Aine que impregnou o aroma nas flores e frutos e que seu brilho aquece os corpos e ilumina as almas. Apesar da sua memoria ter se perdido na bruma dos tempos, os velhos costumes e tradições guardados no folclore são resgatados por pesquisadores e adeptos atuais das tradições celtas. Cada ano, um número maior de pessoas se reúne no solstício de verão na colina Knockaine, saúda o nascer do sol e homenageia Aine, “A Brilhante” com canções, orações e oferendas de flores, grãos e leite.

A mensagem que Aine traz para as mulheres atuais é acreditar no seu próprio poder, firme e forte, mas envolto na cor diáfana da suavidade amorosa. Ela nutre o corpo e o espírito com calor e luz, sendo protetora da natureza vegetal, animal e humana. Aine confere fertilidade física, mental e espiritual, apoia e incentiva o alcance dos sonhos e ambições com palavras que poderiam ser resumidas nesta frase: ”arrisque-se e coloque o desejo do seu coração em ação!”. Mesmo quando os planos iniciais não se concretizaram, a mulher deve seguir adiante, com coragem e confiança, sem permitir que opiniões e movimentos alheios impeçam a busca dos seus objetivos. Ficar parada ou lamentar perdas e fracassos não leva a nada e o tempo passa sem perceber, deixando para trás lamentos, remorsos e inação. São as perdas e fracassos do passado que nos ensinam a viver melhor, não se pode julgar uma decisão passada com o discernimento do presente, pois as decisões são tomadas com a consciência do momento. É importante saber qual é a missão que a mulher veio realizar no mundo e se empenhar para cumpri-la, com todas as suas forças. “Confiar, se preparar e agir” é o legado deixado por Aine para as mulheres; após ter refletido, tomado uma decisão e estabelecido um plano de ação, deve ser dado inicio ao caminho escolhido, com pequenos e cautelosos passos, sem parar, titubear ou recuar. Com a ajuda de Aine, as mulheres podem resgatar, diversificar e expressar o ilimitado potencial da natureza e essência feminina.

Aine pode ser invocada em ritos de amor, fertilidade, na gravidez, magia natural com a ajuda das fadas, abundância, prosperidade, separação dolorosa, para punir traições e ofensas das mulheres por homens, quebras de promessas e exploração da terra. Ela amplia nossa visão e pode facilitar o contato com os mundos sutis; por dominar as artes mágicas, Aine auxilia a potencializar os dons mágicos e extrassensoriais, sendo-lhe atribuído o poder da energia vital, a centelha sagrada que sustenta os seres vivos.

Seus símbolos mágicos são: égua vermelha, lebre, gado, ganso selvagem, cisne, plantações férteis, bastão, sinos, flores, trevo de três folhas, madressilva, angélica, amoras, sabugueiro, linho, alho, artemísia, lavanda, urtiga, hera, visco, azevinho, bétula, freixo, teixo, carvalho, fitas multicoloridas e harpa.

A seguir algumas invocações tradicionais para Aine:

Senhora das Colinas, Filha do mar, Rainha radiante das Fadas,
Linda Aine Brilhante, Aine Chlair, que rege o calor do verão,
Venha a nós, estenda teu manto dourado e nos abençoe.
Deusa que ilumina os caminhos e orienta nossos passos
Traga alegria e harmonia para nossos corações,
Lavaremos nossos rostos com nove raios do sol
Encontraremos a paz envoltas pelo manto dourado de Aine,
Seremos abençoados ao acordar e quando deitar.
Durante o dia e à noite, quando chegarmos e sairmos,
A luz estará na nossa frente, atrás de nós, dentro de nós e fora de nós,
Pois o manto dourado de Aine Cil sempre nos envolverá.
Senhora da Luz, nós te louvamos,
Te reverenciamos e sempre respeitaremos o teu legado!

Aine, Grande Deusa da Irlanda
Deusa da Lua, do amor
Encorajadora da paixão no coração dos homens
Invoco o teu poder, vem até mim
Rainha das Fadas de Munster
Tu que governas a agricultura, a fertilidade, as colheitas e os animais
Sol dourado que se transforma em Lair Derg,
A égua vermelha que ninguém pode domar,
Me ensina teus mistérios, compartilha comigo tua sabedoria
Tu que és a Mãe, mostrando tua face curadora nos lagos e fontes
Tu que és a Anciã, Leannan Sidhe, que aparece aos mortais com tua grande beleza
Para levá-los ao Outro Mundo.

Eu te invoco Aine, Grande Mãe
Toque a cabeça dos meus filhos para crescerem fortes
Deixe teu pó dourado cobrir meus lábios
Para atrair os beijos do meu amado
Pare a mão daqueles que cortam as árvores,
Ajude-os a descobrir como tornar a terra verde
Fortalece a mão de quem planta sementes
Nos campos e terras áridas.
Ajuda as flores a se transformarem em frutos
Que sejam degustados por todos com gratidão por Ti
Faça ouvir teu canto suave até os cantos remotos da Terra
Nutra as águas da minha alma
Toque-me com Tua sabedoria
Ao despertar em cada dia
Para que a luz do teu brilho
Desperte a minha luz interior
Abençoada sejas
Aine Deusa dourada!

Copiado de: Teia de Thea

Domingo sai novo SCP.