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Trinado do Diabo

"Uma noite sonhei que fiz um pacto com o diabo, o qual se dispôs a me obedecer, em troca de minha alma. Meu novo servo antecipava meus desejos e os satisfazia. Tive a ideia de entregar-lhe meu violino para ver se ele sabia tocá-lo. Qual não foi meu espanto ao ouvir uma Sonata tão bela e insuperável, executada com tanta arte. Senti-me extasiado, transportado, encantado; a respiração falhou-me e despertei. Tomando meu violino, tentei reproduzir os sons que ouvira, mas foi tudo em vão. Pus-me então a compor uma peça – Il Trillo del Diavolo – que, embora seja a melhor que jamais escrevi, é muito inferior à que ouvi no sonho”.

Giuseppe Tartini (1692 – 1770), o autor do parágrafo acima, foi um violinista e compositor italiano. Compôs exclusivamente para violino, incluindo a famosa sonata “O Trinado do Diabo”. Teorizou brevemente sobre as relações entre música e emoções e fundou uma das maiores escolas de violino da sua época.

O Anjo Negro de Oakland

O anjo negro é um ícone sobrenatural de Iowa City, Iowa. A estátua do anjo é o monumento de sepultamento da família Feldevert colocado no Cemitério de Oakland em 1912. Quando a estátua de 8,5 pés (2,59 m) passou de um bronze polido para negra, histórias dizendo que o anjo era um objeto de forças sobrenaturais fizeram a lenda local.

A Origem

Black Angel up close.
Teresa Dolezal, uma imigrante de Boemia, e seu filho Eddie mudaram-se para Iowa City no final dos anos 1800. Dolezal era uma médica em seu país, mas trabalhou como parteira nos EUA Em 1891, o seu filho Eddie com 18 anos, contraiu meningite e morreu.

Teresa enterrou seu filho no Cemitério de Oakland com um toco de árvore sendo usado como escultura para seu túmulo. Ela então se mudou para Oregon, onde conheceu e se casou com Nicholas Feldevert, que morreu em 1911. Teresa voltou para Iowa City com as cinzas do marido na qual enterrou ao lado da sepultura de Eddie. Ela contratou um artista de Chicago chamado Mario Korbel para desenhar um anjo para velar sobre seu filho e marido. Em 21 de novembro de 1912 o anjo chegou em Iowa City via trem. 

O anjo é uma visão sinistra e não compartilha o ser angelical  típico das outras estátuas de anjo que as pessoas estão acostumadas a ver nos cemitérios. Este anjo está olhando para baixo, para o túmulo com suas asas curvadas. Esta postura cria uma imagem assustadora que certamente deve ter sido motivo para as muitas histórias que cercam a estátua.

Gatos são verdadeiros filtros de ambiente

Não é nenhuma novidade que gatos dormem muito, eles o fazem porque precisam repor as energias que perdem enquanto fazem a limpeza do ambiente.

No antigo Egito os gatos eram e ainda são considerados animais sagrados, porque simbolizam exatamente isso: limpeza,  higiene, tanto do ambiente como a deles mesmo.

Normalmente eles dormem onde existe alguma energia parada, essa energia não é necessariamente negativa, mas também não é boa tê-la sem utilidade. Assim, o gato é na verdade, uma espécie de filtro, enquanto dorme transforma a energia ao redor ou as coloca em movimento.

Gatos gostam de dormir em locais de vertente subterrânea de água, falhas geológicas, radiações telúricas. Comprovado pela Geobiologia e pela Radiestesia, estes locais afetam a saúde das pessoas, provocando doenças e depressão entre outras. Assim o gato pode ser uma forma de nos prevenir destes pontos.

Uma lenda ligada aos gatos é o fato de possuírem sete vidas. Esta questão está associada ao seu campo vibratório perfeito, ou seja, o gato é o animal que mais neutraliza o negativo, se colocarmos numa escala, neutralizaria 100%, daí a questão das sete vidas.

Também é o único animal que, como o ser humano, tem sete camadas da aura e mais do que isso, são duplas. Isso faz com que ele tenha oito sentidos, três a mais do que o normal, que são cinco. Isso é percebido facilmente! Quem nunca prestou a atenção em um gato acompanhando o olhar para algo que não conseguimos ver? É comum notarem outras presenças nos ambientes...


Além disso, é o único animal da Terra que emite um som vibratório, o “ronronar”. Neste momento ele está sintonizando seu campo com o da pessoa e de criaturas próximas, ou neutralizando seu próprio campo negativo.

Não é ficção, o ronronar realmente tem poderes de cura. As vibrações do “ronronron” estão entre 25 e 150 Hertz, uma frequência que comprovadamente ajuda a aumentar a densidade óssea, combater dispneia e fortalecer ou até regenerar tecidos. Isso explica não só o porquê de os gatos ronronarem, mas também o porquê de eles terem muito menos problemas ósseos, ligamentares, musculares e pós-operatórios do que os cães. Por isso é aconselhável pegar um gato no colo pelo menos uma vez ao dia.

Vivemos lado a lado dos gatos por pelo menos 9.500 anos e ainda não sabemos muito sobre eles, trabalha-se apenas com teorias, deduções e observações, mas enquanto os estudos não nos dão uma resposta que tal ter um monte de gatinho xD?

São adoráveis e muito independentes :3

Hannya


Existe um conceito de um inferno, no budismo japonês, em que Hannyas (般若na vida terrestre são monstros/demônios. São a representação dos confusos sentimentos humanos como a paixão, ciúme e ódio. O que justifica o por quê de atores do tradicional teatro japonês se utilizarem de tal máscara em suas performances nas representações das histórias desde o século 14, para transmitir uma identidade, uma personalidade nebulosa aos seus personagens. A Hannya é apenas um exemplo dos muitos tipos diferentes de máscaras utilizadas pelos atores, mas certamente é a máscara Nō mais conhecida no Ocidente.

Essa máscara é especificamente utilizada para representar uma mulher vingativa e invejosa, pois sua raiva e inveja a consumiu  de forma que ela se transformou em um demônio, mas com alguns importantes vestígios da humanidade que ainda lhe resta. A máscara é representada por uma face com chifres, grandes olhos, dentes pontiagudos, combinados com um olhar de puro ressentimento o ódio é representado pela expressão de sofrimento em torno dos olhos e das vertentes do cabelo que sempre esta representada de uma maneira desordenada, demonstrando assim a sua paixão desvairada.  No folclore japonês, hannia seria uma versão feminina do demônio (oni) você pode até mesmo reconhecer essa máscara como sendo o símbolo da mais escura depravação moral de Oni (Onibaba é um outro demonio japonês que utiliza uma mascara similar ao rosto de hannya).

Uma antiga lenda conta como a Hannya perseguia todos os viajantes que tentavam atravessar o portão de Rashomon em Kyoto. Porém um destemido samurai chamado Watanabe Nao Tsuna decidiu combater a criatura com a intenção de exterminar o demônio, porém foi persuadido por um bela mulher que solicitou sua companhia até a cidade mais próxima.

Após algum tempo acompanhando a bela moça Watanabe desconfiava que havia alguma coisa estranha, ao tentar se aproximar da donzela o mesmo viu sua transformação, uma bela jovem se tornando uma aterradora criatura, rapidamente Watanabe sacou sua espada e cortou o braço do monstro que instintivamente correu gritando!

Como Hannya fugira Watanabe então cuidadosamente embrulhou o braço cortado e depois o escondeu em um baú. Depois de muito tempo após o ocorrido o mesmo havia caído no esquecimento, porém Hannya não havia esquecido sobre seu braço decepado e arquitetava um plano de recuperá-lo.

Hannya então tomou aparência da tia de Watanabe assim o convenceu a mostrar o seu precioso "troféu" os famosos membros de Hannya , ao ver o seu braço o demônio não se conteve imediatamente se transformou em sua forma original agarrando o braço e fugindo da casa de Watanabe....

Tinza Zeshin Shibata (1807-1891) - Hannya recuperando seu braço.

Outra lenda relacionada a Hannya bastante conhecida é a da jovem garota Kiyo Hime. Seu pai era proprietário de uma harborage (espécie de pousada construída sobre as águas), no qual um monge se hospedava ali todos os anos. Ao longo desses anos Kiyo Hime desenvolveu uma profunda paixão por esse monge, porém seus sentimentos não  poderiam ser correspondidos por ele.

Uma noite Kiyo Hime confessou seu amor a ele e ele tentou dissuadir o seu afeto. Mas ela não c conseguiu esquecê-lo e continuou a perseguí-lo com grande persistência. Finalmente depois de que todas tentativas tinham sido frustradas, seu amor por ele se transformou em um profundo ódio, e ela envergonhada decidiu fugir, encontrando refúgio em um convento próximo.

Mas àquele ódio imenso acabou transformando-a em uma Hannya, com corpo de serpente que cuspia fogo, então os padres resolveram prendê-la debaixo do um grande sino. Com o tempo, e lentamente, sua respiração flamejante foi aquecendo e derretendo o sino e causando-lhe uma morte lenta e dolorosa, condenada por um amor impossível e amaldiçoado pelos deuses...

Abaixo a lenda de Kiyohime e Anchin em outra versão, mais completa:

Há muitos e muitos anos, havia um jovem monge chamado Anchin, Todos os anos, ele fazia uma peregrinação nos Caminhos de Kumano. Certa ocasião, quando se dirigia a um templo em Kumano, começou a escurecer, então ele procurou uma casa onde pudesse passar a noite. Encontrou uma aldeia chamada Hidaka e bateu à porta da primeira casa. Foi atendido por um senhor que era o administrador da aldeia.
– O senhor poderia me dar pousada por esta noite? Estava indo para um templo, quando fui surpreendido pelo entardecer.
O homem recebeu-o cordialmente. Ele tinha uma bela filha adolescente chamada Kiyohime. Anchin elogiou a beleza da garota e disse brincando que viria buscá-la depois de três anos para se casar com ela. Na manhã seguinte, Anchin seguiu em peregrinação.

Três anos se passaram e Anchin novamente estava fazendo a peregrinação pelos Caminhos de Kumano. Por coincidência, quando passava próximo da aldeia, o tempo fechou e começou a escurecer. Lembrando que já conhecia o administrador local, foi pedir hospedagem. O monge já nem se lembrava da menina Kiyohime, mas, ao vê-la na casa do administrador, a lembrança voltou à mente do monge. Ao mesmo tempo, o religioso ficou muito surpreso ao constatar que ela havia se transformado em uma bela mulher. Anchin já havia pegado no sono quando foi despertado pela presença de Kiyohime ao lado de seu leito. Ela se atirou em seus braços e disse emocionada.
– Obrigada por ter vindo me buscar. Esperei tanto por esse momento que, durante três longos anos, fiquei contando os dias à sua espera.

Foi uma noite de amores ardentes. Ao despertar, na manhã seguinte, Anchin, caiu em si. Como monge, estava proibido de se casar. Mas não teve coragem de contar a verdade para Kiyohime. Prometeu a ela que iria até o templo em Kumano e na volta passaria lá para assumir compromisso matrimonial com ela. Na tarde deste dia, Anchin chegou ao templo. Como estava com a cabeça nas nuvens, Osho-san, o monge superior, logo percebeu que ele estava pensando em alguma mulher. Por isso, aconselhou-o que meditasse bastante antes de fazer alguma bobagem. Anchin meditou muito e finalmente disse para si mesmo:
– Eu sou um bonzo. Não posso querer Kiyohime. Regressarei por outro caminho para não me encontrar com ela. E assim fez.

Enquanto isso, Kiyohime, preocupada, se perguntava:
– Por que Anchin não volta do templo?
Ela decidiu ir ao seu encontro. Perguntou para um peregrino que passava por ali se ele não havia visto um monge e fez a descrição de seu tipo físico.
– Sim, eu o vi no templo, ele tomou outro caminho para retornar a sua cidade.
– Não posso crer. Ele havia prometido que viria ao meu encontro – disse Kiyohime surpresa e quase chorando.
Ela correu muito para alcançar Anchin e chegou a vê-lo na travessia do Rio Hidaka.
– Anchin, me espere! Anchin, me espere! – ela gritou com toda a força de seus pulmões.
Ao vê-la, Anchin disse:
– Remador, rápido, zarpe o bote.
Kiyohime surpreendeu-se e ficou sem entender porque ele estava fugindo.
Ela ficou muito triste, e seu amor transformou-se em ódio.
– O rato entrou no rio e desapareceu. Somente uma serpente aquática pode acabar com um rato da água.

Kiyohime estava com tanto ódio, que mergulhou no rio para tentar atravessá-lo a nado. Pessoas que estavam na beira do rio ficaram pasmas com o gesto impensado de Kiyohime. Naquele rio, a correnteza era tanta que era impossível atravessá-lo nadando. Testemunhas contaram mais tarde que a moça atravessou o rio nadando e, quando surgiu na outra margem, havia se transformado em uma enorme serpente. Dizem que o desejo de sua mente moldou seu corpo, transformando-o numa serpente aquática. Assim que a transformação se completou, mergulhou no rio e foi nadando atrás do bote onde estava o monge fujão. Anchin desembarcou do bote e refugiou-se no Templo Dodoji (atualmente na província de Wakayama).
– Socorro, socorro, escondam-me por favor!

Os monges do templo, mesmo sem saber de que se tratava, abaixaram um enorme e pesado sino, ocultando Anchin em seu interior. A serpente subiu a escadaria e encontrou o sino. Anchin rezava desesperadamente. A serpente se enrolou no grande sino, jorrando chamas de sua enorme boca. O sino começou a esquentar, esquentar, até que o metal avermelhou completamente e deformou-se, derretendo um dos lados. Em seu interior, com o calor, Anchin morreu queimado.

Os monges de Dodoji fizeram o enterro de Anchin. Após a tragédia, encomendaram a fundição de um novo sino e determinaram que nenhuma mulher poderia se aproximar de sua plataforma. O tempo passou, e o novo sino chegou ao Templo Dodoji. Foi preparada uma grande festa para instalação do sino com a participação da comunidade local, porém a cerimônia de intronização estava proibida para mulheres. Entretanto, durante a cerimônia, uma bela jovem veio pedir que a deixassem fazer um número de dança clássica para dar mais brilho ao grande evento. Dada a permissão, ela foi dançando em direção ao sino e, embora tivesse sido proibido, tocou nele. Empurrando-o com uma força sobrenatural e levantando um de seus lados, a jovem entrou dentro do sino.

Em seu interior, ela se transformou numa serpente gigante e, soltando fogo pela boca, fez o sino avermelhar em brasa. Assim, Kiyohime morreu como seu amado Anchin. Dizem que, tempos depois, Anchin e Kiyohime apareceram abraçados e felizes em sonhos dos monges do Templo Dodoji. Eles teriam aparecido para desculpar-se pelos transtornos que haviam causado. Contaram que estavam felizes, pois haviam encontrado caminhos a seguir na Sutra de Lótus.

Tatuagem Hannya

Há muito tem se visto tatugens belíssimas com a representação de Hannyas, estas tatuagens devem representar o demônio que todos temos dentro de nós, para não esquecermos de quão monstruosos podemos ser... Também é representada como amuleto de proteção contra inveja e espantando maus espíritos.

Quanto mais violenta e colorida for a personificação da face, na composição do desenho para tatuagem, mais pode se extrair das emoções do personagem. A Tatuagem consegue retratar muito bem e tirar o máximo dessas fantasiosas e cativantes imagens, porem para que ela tenha uma harmonia perfeita não devem ser tatuadas muito pequenas pois os detalhes de expressão como cito acima não podem ser impressos na confecção do trabalho, assim ela perde totalmente a caracterização de seu significado tão importante como é as mascaras de Hannya.

Bom, é isso! Espero que tenha curtido :D

Fontes:
http://forumproject.xpg.uol.com.br/
http://www.lookingland.com/
http://pt.wikipedia.org/
http://wotantattoo.blogspot.com.br/
http://www.tatuagem.com.br/
http://orientalpoint.blogspot.com.br/
http://www.fotolog.com/pretaexiro/
http://www.tintanapele.com/

E assim surgiu a "fada do dente"...

Numa época muito anterior à nossa, em que ainda se media o tempo por Eras, e os seres humanos dividiam o mundo com toda sorte de criaturas místicas… Uma lágrima solitária, carregada de ciúmes, banhou a decrépita face milenar da minúscula elemental ao observar o ser amado tocar em outros lábios que não os dela.

De repente, um arrepio percorreu-lhe a alma, enquanto dava vazão a um sinistro pensamento. E então, obcecada por aquele amor impossível, que a consumia dia e noite, pôs-se a executar o maquiavélico plano. Sim, ela estava ciente das consequências. Mas com a decisão já tomada, não podia mais voltar atrás.

Esperou até que eles finalmente se separassem e, com os últimos raios de sol ainda no horizonte, resolveu ir ao encontro da rival. Com um encanto, criou uma forte neblina que escureceu a campina por onde a moça seguia, impedindo que qualquer outra pessoa visse o que estava prestes a acontecer.

Aproveitando um momento de distração da rival, materializou-se em sua forma humana, agarrando-a pelos ombros, as unhas compridas cravando-se na pele dela, de modo a toldar-lhe qualquer chance de reação.

O primeiro reflexo da garota foi tentar gritar por socorro. Mal abriu a boca, porém, a sua energia vital lhe foi sugada pela criatura ancestral. Em poucos segundos, o corpo jovem e altivo da moça foi murchando e enrugando, os sedosos cabelos negros ficando sem cor, até que a força lhe faltou e a carcaça, esquelética, deformada e desprovida da chama da vida, desabou inerte na relva úmida.

A assassina, em contrapartida, sofreu um processo inverso. Ao sugar para si a energia vital da humana, rejuvenesceu, voltando a ter a formosa aparência que possuía quando jovem.

Afastou-se do cadáver retorcido, flutuando centímetros acima do chão, enquanto diminuía gradativamente de tamanho, retornando à sua forma original de fada. Embora não sentisse remorso algum pelo crime cometido, a elemental jurou que aquela seria a primeira e a última vez que abreviaria, de forma intencional, a existência de outro ser.

Muitas primaveras antes…

A elemental estava cumprindo suas obrigações para com a Mãe Natureza, quando ao passar por uma clareira da floresta, ouviu algo que atraiu a sua atenção: o choro de uma criança. Não resistindo à tentação, voou para o alto de uma árvore, de onde podia espionar sem ser vista.

Na clareira, um menino esbelto e gracioso, com aproximadamente sete primaveras estava no limiar de submeter-se a mais um importante rito de passagem da infância. Seu primeiro dente de leite encontrava-se prestes a cair e a mãe tentava convencê-lo a deixar que o arrancasse. Ele recusava-se, chorando copiosamente. Para aliviá-lo do medo que sentia por uma suposta dor que nem sabia se sentiria ou não, a mulher inventou-lhe uma fábula, onde prometia que se ele colocasse o dentinho recém extraído debaixo do tapete de folhas onde dormia, durante a noite, uma fada viria buscá-lo e, em seu lugar, deixaria uma saborosa fruta. Inocente como toda criança de sua idade, ele acreditou. E permitiu que a mãe procedesse à extração, suportando a dor corajosamente.

Comovida com a linda história que acabara de ouvir, a fada decidiu tomar, para si, a incumbência de torná-la real. Procurou até encontrar a mais suculenta fruta da estação. E durante a noite depositou-a ao lado do menino, tomando o cuidado de levar consigo o dente, que posteriormente transformou num lindo amuleto.

Na manhã seguinte, não resistiu e retornou à clareira. Ansiava por ver a reação da criança ao acordar e encontrar a recompensa por sua coragem. Conforme o previsto, ao acordar, o garoto logo divisou o presente. Com os olhinhos brilhando de satisfação e saltitante de felicidade, mostrou a frutinha para todas as outras crianças da tribo antes de devorá-la.

A fadinha nunca soube como começou exatamente, mas aos poucos ela acabou se apaixonando pelo jeito alegre e doce do garoto, passando a visitá-lo, em segredo, todas as noites. Passava horas velando o seu sono, afastando todo e qualquer perigo. E o que, no início, era apenas uma inexplicável paixão, transformou-se em amor, no sentido mais sublime da expressão. Ela tornou-se a sua protetora, o seu anjo da guarda invisível, passando a vigiá-lo de perto.

O tempo passou e o menino transformou-se em um garboso rapaz, virtuoso e de semblante iluminado. Aos dezessete anos já era um homem feito.

O sentimento que a fadinha tinha por ele tornou-se cada vez mais acentuado, até que numa noite, não mais suportando aquele amor platônico, ela tomou uma importante decisão. E, sem racionar direito, solicitou uma audiência com os anciãos do Reino das Fadas.

Na primeira noite de lua cheia depois, uma tumultuada assembléia teve início na copa do mais antigo carvalho da Terra. Não somente fadas, mas seres místicos de toda sorte se agrupavam em torno do Conselho dos Anciãos, ansiosos para ouvir o que tinha a dizer aquela que os convocara.

Após as considerações iniciais, o mais velho dos anciãos cedeu-lhe a palavra. Ela não se fez de rogada. Apresentou-se e, logo em seguida, começou a relatar a história de como conhecera aquele por quem se apaixonara perdidamente. A mera revelação de que o eleito de seu coração era um ser humano causou o maior rebuliço. Mas ela foi além, solicitando a permissão do Conselho para assumir a forma humana e viver, na plenitude, o seu amor. A floresta inteira sentiu a ira da Mãe Natureza ante tal pedido, sob a forma de uma terrível tempestade.

Quando a situação voltou ao normal, foi-lhe exposto, então, que a relação entre os seres místicos e os humanos era terminantemente proibida. Os anciãos enumeraram uma lista sem fim de objeções. Em resposta, a fadinha contrapôs cada uma delas, enfatizando que se o amor fosse verdadeiro e recíproco, superaria todos os obstáculos.

E assim, a assembléia mística seguiu-se, ininterrupta e turbulenta, por dias a fio. Até que, vencidos pelo cansaço e pela irredutível determinação da pequena elemental, os anciãos optaram por ceder. E concederam-lhe a permissão para viver, na plenitude, o seu inusitado amor. Mas alertaram que a sua insensata união poderia trazer indesejáveis implicações, tanto para ela quanto para os demais envolvidos.

Totalmente obliterada pelo ardente desejo que a consumia, ela simplesmente os ignorou, deixando o topo do carvalho feliz da vida e ansiosa para realizar o seu grande sonho…

 *

O que ela não imaginava, nem em seus piores pesadelos, era que, durante a sua breve ausência, o rapaz que arrebatara o seu coração se enamoraria por outra humana. Todavia, o constatou, assim que adentrou a clareia onde a tribo dele habitava.

O choque de flagrar o amor de sua vida nos braços de outra, nublou o seu senso de discernimento, abalando de forma irreversível as suas estruturas emocionais. O ciúme a dominou a ponto de cegar a sua razão, levando-a a articular o assassinato da rival. Observou-os durante o passeio pela campina; e quando surgiu a oportunidade, deu prosseguimento ao nefasto plano.

Consumado o ato criminoso, ainda transtornada, a assassina transmutou-se para a forma humana e apresentou-se como única sobrevivente de uma comunidade extinta. Foi de imediato aceita na Tribo da Clareira. Pouco tempo depois, já havia assumido o lugar da morta – dada como desaparecida – no coração do rapaz.

Dez luas depois, no início do outono, eles casaram, em meio a uma festança sem precedentes. Outras luas se passaram, e a fada-humana descobriu, para a felicidade de todos na tribo, que trazia no ventre um minúsculo ser, fruto de seu controverso amor.

 *

A primavera chegou. E com ela, as primeiras contrações. Em polvorosa toda a tribo reuniu-se em volta das parteiras, para recepcionar o novo membro que estava para nascer. Nas copas das árvores mais altas, o Reino das Fadas também se fazia presente, representado por milhares de minúsculos elementais.

Todos estavam radiantes e ansiosos. No entanto, o parto não transcorreu conforme o previsto…

Inexplicáveis complicações prejudicaram o desfecho daquele tão esperado evento que, de alegre e festivo, transformou-se, num piscar de olhos, em momentos de puro terror e agonia. Do nada, uma grave hemorragia interna teve início, drenando as forças da fada-mulher, que morreu antes mesmo de expelir o feto. Prevendo que não conseguiriam salvar as duas, as parteiras optaram pela criança. De posse de uma pedra pontiaguda e extremamente afiada, elas não pensaram duas vezes: rasgaram o ventre ensanguentado, retirando o que, em hipótese alguma poderia ser descrito como um lindo bebê. O pequeno ser revelou-se a mais hedionda aberração, provocando asco e repulsa nos adultos, medo nas crianças e perplexidade nos elementais.

Com o rosto retorcido, dentes salientes, olhos cor de sangue, corpo deformado e garras no lugar das mãos e pés, o recém-nascido soltou um ganido estridente, causando arrepios até no mais corajoso dos presentes.

Desesperado com a inevitável morte da esposa e, mais ainda, com a aberração que concebera, o rapaz deixou a clareira aos prantos, lançando-se no precipício que ficava além da campina.

Supersticiosa ao extremo, a tribo deixou a clareira naquela mesma noite, para nunca mais voltar. Já a criança monstro, foi abandonada à própria sorte, literalmente largada sobre a pegajosa poça de sangue que se formara ao redor do corpo sem vida da mãe. Não fosse pela compaixão das fadas que, apesar da sua horripilante aparência, a recolheram, certamente não teria sobrevivido.

Ela cresceu, tornando-se uma mescla adulta de fada, monstro e mulher. E, com muito gosto, resolveu retomar a surpreendente obra que um dia a mãe começara. Desde então, dedica-se exclusivamente a recolher os dentes recém extraídos das crianças do mundo inteiro, deixando em troca uma simbólica recompensa. Mas só vem à noite, para que não a flagrem, por causa de sua medonha aparência. Poucas crianças a enganaram e a viram. Mas destas, nenhuma sobreviveu…



Ovni assassino?!?

Contam os ribeirinhos que em noites bem escuras cerca aos rios e igarapés da Amazônia um objeto voador não identificado sobrevoa as canoas dos pescadores, decepam-lhe as cabeças e as levam. No meio do rio ou em sua beira a visibilidade do céu é nula. Você não consegue ver nada que sobrevoe você.

Um ribeirinho contando, que uma certa vez se encontrava na beira da praia cerca do rio, e um companheiro seu estava no rio em uma canoa, quando de repente, surgiu uma luz em cima do seu companheiro.

O som do objeto voador era similar a um helicóptero, mas não podendo confirmar se realmente o era. Quando em um segundo viu a cabeça do seu companheiro sendo decepada em meio à luz que o cercava.

No momento do acontecido o ribeirinho que se encontrava na praia correu desesperado para o mato para esconder-se, enquanto a luz depois que tirou a cabeça de seu companheiro começou a persegui-lo.

No mato ficou escondido até a luz ir embora, pois a mesma ficou cerca de três minutos em sua busca focando para o meio da selva, depois sumindo na imensidão do céu escuro e azul da Amazônia.

A luz indo embora, o ribeirinho foi ao rio, com bastante medo que a luz retornasse, a fim de encontrar o corpo de seu companheiro, pois agora estava sem cabeça para poder entregar-lhe a seus familiares.

Então, mais uma história de pescador?

Fonte: http://arquivosdoinsolito.blogspot.com.br/ 

ASHLEY, a cidade que desapareceu

Em algum momento da noite de 16 de Agosto de 1952, a pequena cidade Ashley, no estado do Kansas, deixou de existir. Na madrugada de 17 de Agosto de 1952 um terremoto de magnitude 7.9 foi medido pela Associação de Estudos Geológicos. O terremoto em si foi sentido por todo o estado e por grande parte do oeste. Determinou-se que o epicentro foi bem embaixo de Ashley, Kansas.

Quando a equipe de segurança do Estado chegou ao que deveria ser os arredores da comunidade, acharam apenas uma enorme e ardente fissura de cerca de 1.000 metros de comprimento e 500 de largura. A profundidade da fissura jamais foi determinada.

Depois de doze dias, a busca pelos 679 habitantes da cidade de Ashley, que estava sendo realizada em todo o estado, foi cancelada pelo Governo do Estado do Kansas, às 21:15 de 29 de Agosto de 1952. Todos os 679 habitantes desaparecidos foram dados como mortos. Algumas horas depois, as 2h27 da madrugada do dia 30, outro terremoto de magnitude 7.5 foi medido pela Associação Americana de Estudos Geológicos. O epicentro foi, novamente, o local onde ficava a pequena cidade de Ashley. Quando as autoridades investigaram a área às 5h32 da manhã, reportaram que a fissura na terra havia se fechado.

Nos oito dias que antecederam o desaparecimento da cidade e de seus habitantes, acontecimentos bizarros e inexplicáveis foram reportados por dezenas de moradores da cidade de Ashley.

Começou na noite de 8 de Agosto de 1952, às 07:15 da noite, um morador chamado Gabriel Jonathan reportou a visão de um objeto voador não identificado no céu de Ashley. A cidade em si, não tendo nenhuma organização policial de verdade, recorreu à estação policial da cidade vizinha de Lane City. Gabriel reportou o que aprecia ser uma "negra e pequena abertura no céu". Nos 15 minutos seguintes, a polícia de Lane City foi sobrecarregada com dúzias de ligações reportando o mesmo fenômeno. O fenômeno não foi reportado por nenhuma outra comunidade próxima. Decidiu-se mandar uma tropa para Ashley para investigar o problema na manhã seguinte.

Às 7h54 da manhã de 9 de Agosto de 1952, o oficial da polícia de Lane City, Allan Mace, mandou um sinal de rádio para a estação de Polícia de Lane City. Ele reportou que, mesmo tendo seguido a única estrada que levava até a pequena cidade de Ashley, havia se perdido. De acordo com seu informe, a estrada "continuava seu caminho normal mas, de alguma forma, voltava para Lane City". O oficial Allan Mace ainda disse que a rua não possuía curvas ou saídas. Duas horas depois, sete dos dez carros policiais, foram mandados para investigar a situação e todos os membros da equipe chegaram à mesma conclusão. A única estrada em direção à Ashley passou a ter como fim, a cidade de Lane City. Telefonemas continuavam a sobrecarregar a estação policial de Lane City, todos reportando que a abertura negra no céu continuava a crescer. Todos foram orientados a permanecer em casa e não sair de lá a não ser que fosse completamente necessário. Às 8h17 da noite, a Sra. Elaine Smith reportou o desaparecimento de seus vizinhos Sr. e Sra. Milton, e seus dois filhos, Jeffrey e Brooke. De acordo com o telefonema da Sra. Smith, os Miltons haviam tentado deixar a cidade com o carro da família mais cedo naquele dia. Eles nunca retornaram. Jamais foi reportado nenhum carro ou pessoa passando de Ashley para Lane City ou qualquer outra cidade próxima.

Às 7h38 da manhã de 10 de Agosto de 1952, telefonemas da cidade Ashley para a estação policial de Lane City reportavam que a cidade estava completamente escura. O Sol não havia nascido. 15 minutos depois, por pedido do corpo policial de Lane City, um helicóptero da capital Kansas sobrevoou a região de Ashley. A cidade não foi vista de cima.

No dia 11 de Agosto de 1952, a Srta. Hilari White ligou para a estação policial de Lane City. Ela reportou que sua filha, Erica, estava conversando com o pai, falecido três anos antes em uma acidente de carro. Para preocupá-la mais, a srta. White reportou que Erica ameaçava ir para fora para "juntar-se à eles". No decorrer das doze horas seguintes, foram registradas 329 ligações descrevendo fenômenos similares com as crianças da cidade.

Na manhã seguinte, 12 de Agosto de 1952, a situação ficou terrível. No meio da noite, todas as 217 crianças de Ashley desapareceram. Foram registradas 421 ligações telefônicas para o departamento policial de Lane City. Incapaz de ajudar, o corpo policial de Lane City instruiu a população para permanecer em casa e evitar quaisquer tentativas de achar as crianças desaparecidas.

Às 5h19 da tarde do dia 13 de Agosto de 1952, um idoso da cidade de Ashley, Scott Thomas, reportou um incêndio crescente ao sul da cidade. De acordo com sua descrição, o fogo fazia com que o preto do céu se transformasse em "vermelho vivo e laranja que parecia ir bem alto no céu." Durante o resto da noite, telefonemas continuaram reportando que o fogo, além de se mover para o norte, agora parecia "sair do céu escuro". Nenhum incêndio foi testemunhado por nenhuma das comunidades vizinhas.

As reclamações continuaram até um pouco depois da meia noite do dia 14 de Agosto de 1952. O último telefonema, feito por Benjamin Sherman, informava que o fogo havia se tornado tão intenso que parecia dia novamente na cidade. A ligação foi interrompida abruptamente.

ESTA É A GRAVAÇÃO DA LIGAÇÃO DE BENJAMIN SHERMAN

Benjamin:
Esperem aí... calma...
(silêncio)
É, é... Estou vendo algo. É bem ao Sul. Parece um...
[FIM DA LIGAÇÃO]

Não foram computadas outras ligações até a noite seguinte.
A seguir, a gravação completa da última ligação recebida da cidade Ashley pelo departamento policial da cidade de Lane City. Foi às 9h46 da noite de 15 de Agosto, 1952. Nessa ligação gravada, falam o oficial Peter Moore e uma senhora identificada como April Foster.

[LIGAÇÃO]

Oficial Moore:
Departamento policial de Lane City.
(estática abafada)
Olá?

Foster:
SIM... sim, olá?

Oficial Moore:
Senhora, com quem falo?

Foster:
Meu nome é April, April Foster. (tosse) Por favor, senhor. Por favor, me ajude.

Oficial Moore:
O que está acontecendo, senhora?

Foster:
Noite passada... Eles voltaram na noite passada.

Oficial Moore:
Senhora, preciso que você...

Foster:
ELES VOLTARAM NA NOITE PASSADA! (choro)

Oficial Moore:
Senhora, eu preciso que você se acalme e fale claramente. O que aconteceu? Quem voltou?

Foster:
(soluçando) Todos.

Oficial Moore:
Todos?

Foster:
Todos eles vieram com o fogo.

Oficial Moore:
Como assim todos?

Foster:
Meu filho... Eu vi meu filho na noite passada. Ele estava andando... ele estava andando pela rua. Estava queimado. Jesus Cristo, ELE ESTAVA QUEIMADO!

Oficial Moore:
Senhora, eu...

Foster
Ele morreu no ano passado. Eu o criei desde que ele era um bebê... Éramos só nós dois. Eu o avisei para prestar atenção na rua enquanto andava de bicicleta, mas ele nunca me escuta.

Oficial Moore:
Senhora, o que você está dizendo não faz sentido nenhum. Você disse que todos voltaram?

Foster:
VOCÊ ESTÁ ME OUVINDO, CARAMBA? TODOS. Todos voltaram. Todos que morreram ou desapareceram, eles voltaram. E estão procurando por NÓS! (choro)
Ele... Ele disse: "Mamãe, eu estou bem agora! Olhe, eu posso andar de novo! Onde você está, mamãe? Eu quero te ver!" (soluço)

Oficial Moore:
... Senhora, onde você está agora? Você está segura?

Foster:
Eu estou escondida, assim como todos. Nós os vimos vindo pelos campos... e... algumas pessoas abriram as portas para eles. Meu deus, os gritos!! (pausa) Eu não sei o que aconteceu com eles. Suas casas pegaram fogo e... Afundaram. Eu fechei as cortinas e estou me escondendo no armário e... (silêncio)

Oficial Moore:
Senhora, está tudo bem? Você está bem?

Foster:
(silêncio)

Oficial Moore:
Senhora?

Foster:
(vidro se quebrando)
Ah... Ah, meu Deus.

Oficial Moore:
Senhora?

Foster:
Algo acabou de entrar. (choro abafado)

Oficial Moore:
Senhora, permaneça o mais quieta que puder. Não faça nenhum barulho.

Foster:
(abafado: "mamãe... mamãe?")
(soluços) Ele entrou.

Oficial Moore:
Fique parada. Não saia.

Foster:
(som abafado de passos)
(abafado: "mamãe? mamãe, onde você está se escondendo?")

Oficial Moore:
Fique quieta.

Foster:
(som de passos pesados. risadas. abafado: "achei você, mamãe!")
(barulhos indiscerníveis e gritos)

Oficial Moore:
Senhora? SENHORA???

[FIM DA LIGAÇÃO]

Na manhã seguinte, às 6h55, a tropa do departamento policial de Lane City chegou à cidade de Ashley, Kansas e tudo o que restava era uma enorme fissura na terra.


Fonte: https://www.facebook.com/MedoPontoCom

Akai Ito - O Fio Vermelho do Destino

Qual a sua reação em saber que seu "destino" não lhe pertence e que você não passa de um marionete nas mãos de "deuses"?


Akai Ito ou fio vermelho é uma lenda chinesa, e de acordo com este mito os deuses amarram uma corda vermelha invisível nos tornozelos dos homens e mulheres que estão destinados a ser a alma gêmea um do outro. Deste modo, aconteça o que acontecer, passe o tempo que passar, essas duas pessoas que estiverem interligadas irão se encontrar!

"Um fio invisível conecta os que estão destinados a conhecer-se
Independentemente do tempo, lugar ou circunstância
O fio pode esticar ou emaranhar-se
mas nunca irá partir."
- Antiga crença chinesa

Homem Gancho

Hookman (Homem Gancho), é uma lenda muito popular e antiga, tendo relatos desde o meio dos anos cinquenta, mas seu ápice foi com a publicação, em 8 de novembro de 1960, de uma carta afirmando ser um relato verdadeiro deste acontecimento.

Verdade ou não, os relatos sempre falam de um casal que foi para uma estrada deserta namorar, quando a música do rádio foi interrompida por um boletim especial, informando que um maníaco havia fugido do hospício e estava pelas redondezas.

A notícia mandava que todos ficassem em suas residências pois ele era extremamente perigoso e a descrição dada só aumentava o terror a seu respeito: tinha cerca de dois metros de altura, cabelos raspados, usava botas e calças comuns, sobretudo e um chapéu, todos surrados, como se tivessem sido enterrados. Um rosto cadavérico e sombrio, oculto pelo chapéu. E, é claro, no lugar da mão direita, que fora decepada, havia um grande e afiado gancho.

Após ouvir isso tudo, a garota ficou histérica, começou a insitir com o namorado para irem embora, de início ele não aceitou, achou que era só uma desculpa para ela sair dali, mas depois de muita insistência, o rapaz arrancou furioso com o carro. Quando chegaram à casa da garota, ele desceu e deu a volta para abrir a porta do carona, mas viu algo que fez seu sangue gelar, um gancho sujo de sangue pendurado na maçaneta…

Acredita-se que essa história tenha surgido como uma forma de assustar as pessoas, no sentindo de fazê-las acreditar que aqueles que cometem adultério, prostituição e / ou sexo fora do casamento seriam punidos por esses atos. Nas décadas de 50-60, os índices de prostituição eram altíssimos nos EUA, e essa história surgiu na tentativa de frear um pouco o aumento desse tipo de prática, através do medo.

Mas há quem diga que ele vaga por rodovias e áreas desertas procurando casais desavisados que violem "suas regras".

Fontes:
http://www.sobrenatural.org/
http://portal-dos-mitos.blogspot.com.br/

Tikbalang

O Tikbalang (cavalo demônio) é uma criatura mítica do folclore filipino normalmente descrito como um ser híbrido, metade cavalo e metade humano. Diferente dos centauros da cultura ocidental, o Tikbalang possui a cabeça e os cascos de um cavalo, com o corpo de um homem alto e musculoso, caminha sobre duas pernas e possui membros extremamente compridos, de modo que quando se agacha seus joelhos ficam a cima de sua cabeça.

Vivem no topo de árvores muito altas, ou em pântanos, montanhas e florestas. Do topo das árvores, ele observa toda a área, pronto para atacar qualquer um que se atreva a desafiá-lo.

Dizem que um feto abortado pode voltar do limbo, na forma de um Tikbalang, e aterrorizar as pessoas se tornando invisíveis ou assumindo a forma humana. Embora seja normalmente considerado hostil aos humanos e adorem pregar peças nos viajantes, também são vistos como guardiões dos reinos elementais.

A Cabeça Satânica

Cabeça Satânica ou Cabeça Errante, é um dos muitos fantasmas do folclore brasileiro. Não se pode indicar com exatidão a época em que esse mito surgiu, sabe-se apenas que é de origem europeia, e certamente tem raízes portuguesas. A versão mais aceita é a de que tenha chegado ao país através dos colonizadores desembarcados em Recife-PE, mas depois foi se espalhado pelas zonas do agreste, sertão e alto sertão, sendo pouco conhecida nas capitais.

Os relatos a seu respeito são variados e assustadores. Alguns a descrevem como sendo a cabeça de uma pessoa de cabelos compridos, a se deslocar rolando ou saltitando pelo chão, mostrando os olhos arregalados e amedrontadores, sempre com um grande sorriso enigmático estampado na face. Outros a apresentam como a cabeça de um cangaceiro de feições rudes e castigadas pelas adversidades, que contempla sorridente a todos os que com ela se deparam. Uma terceira versão a representa como sendo uma cabeça conduzida por outro ser fantasmagórico, que com uma das mãos a segura pelos cabelos, mas a solta assim que se defronta com alguém, para que ela possa perseguir a vítima, que por infelicidade, estava no lugar errado e na hora errada.

Hainu, o cão alado

O cão alado é muito querido  na cidade de Chikugo, província de Fukuoka, onde foram erigidos diversos
monumentos em sua homenagem. O próprio cão é supostamente enterrado debaixo de um monumento de pedra, perto da estação ferroviária chamada Hainutsuka.

Existem duas versões oficiais que conflitam a sua história, no entanto, diz-se de uma lenda no Japão sobre uma criatura alada, com corpo de cão, que atacava pessoas e devorava animais, um tipo de besta.

De acordo com a primeira versão, registrada no Chikugo Kokorogashi em 1777, o cão era uma criatura valente, que não se deixava intimidar, nem mesmo diante de um exército.

Os Anjos de San Antonio


Na cidade de San Antonio, Texas - EUA, conta-se que na década de 1940 um ônibus escolar cheio de crianças quebrou subitamente sobre o cruzamento ferroviário. Ficando preso sobre os trilhos do trem. 

O motorista em desespero tentou em vão tirar o veículo da rota de colisão, de um trem que surgia impiedoso a poucos metros do ônibus... ele tentou salvar as crianças, mas já era tarde, o trem que estava se aproximando não conseguiu frear e colidiu violentamente com o veiculo. Não ouve tempo para reação... todas as crianças que estavam a bordo morreram naquela brutal tragédia.

Em memória dos muitos inocentes perdidos, as ruas que circundavam os trilhos do trem naquela região foram batizadas com os nomes das crianças que morreram. Ao decorrer do tempo, muitos anos depois, uma família que passava exatamente por aquele local... também teve o seu carro avariado sobre os trilhos, no mesmo ponto onde o ônibus escolar foi atingido. 

O motorista do veículo em pânico tentava dar partida, mas não conseguia. Então misteriosamente e sem explicação, o carro, mesmo desligado, começou a se movimentar, como se "alguém" ou "alguma coisa" o estivesse empurrando.

Futakuchi-Onna


O nome origina-se da junção de três kanjis que significam "dois", futa, "boca", kuchi e "mulher", onna. Futakuchi-Onna pertence à família do yokai (demônio). Tem a aparência de uma mulher que e sob os cabelos, um pouco acima do pescoço, tem uma segunda boca totalmente funcional (com os lábios dentes e língua). Normalmente é uma boca comum, mas de acordo com a crença geral, muitas vezes se mostra com um aspecto muito mais arrepiante e grotesco: dentes afiados e um tamanho desproporcional.

A segunda boca tem vida própria, pois está possuída por um espírito vingativo que atormenta sua dona, gritando ou xingando se não for alimentada ou se a comida não lhe agradar, e se isso ocorrer a boca possuída ainda pode manipular o cabelo da mulher como se fossem hábeis tentáculos para conseguir o alimento que desejar. Segundo a lenda, ter essa boca secundária é uma forma de punição/castigo para as mulheres que não se alimentam corretamente e conseguentemente desenvolvem distúbios alimentares ou àquelas que são egoístas em relação aos alimentos e comem compulsivamente.

Como outras criaturas mitológicas de aparência humana, Futakuchi-Onna muitas vezes passa despercebida por aqueles com quem convive, e geralmente é descoberta depois de uma ou mais pessoas a perceberem que os alimentos estão desaparecendo misteriosamente em um ritmo alarmante, já que a segunda boca come o dobro que a sua anfitriã.

Os partos de Mary Toft

Mary Toft foi uma dona de casa Inglesa que em 1726 começou a dar a luz à coelhos. Ou melhor, parte de coelhos, e durante uma das vezes "três patas de um gato malhado, e uma de coelho; as entranhas eram com as de um gato e dentro delas haviam pedaços da espinha dorsal de uma enguia…" A história que ela contava era que quando sonhava com animais, dava a luz a esses.

A melhor parte da história foi reação crédula da comunidade médica da época. Pela primeira vez ela foi examinada pelo médico local, John Howard, e sob sua observação "expulsou" um número de partes de animais ao longo de vários dias. Ela foi, então, analisada pela National St. Andre, um médico da casa real de George I, e o secretário pessoal de George, Samuel Molyneux. St. Andre concluiu que os coelhos se formavam dentro das trompas de Falópio.

No entanto, depois que Mary foi levada para Londres e colocada sob supervisão, os nascimentos pararam. Em seguida uma investigação revelou que seu marido tinha sido visto comprando uma grande quantidade de filhotes de coelho.

Imagem de Slenderman surge em asilo psiquiátrico!

Muitos dizem que o Slenderman é uma lenda que foi inventada e espalhada, no entanto há quem diga que isso é apenas um boato e que bem antes disso já existiam relatos da criatura. O fato é que, talvez, jamais saibamos a verdade, seja ela qual for...

A imagem foi encontrada nas ruínas de um asilo muito antes do Slender se tornar um nome conhecido. Leia e tire sua conclusões.

Coulsdon é uma cidadezinha que fica ao sul de Londres, e lá está localizado o hospital psiquiátrico Cane Hill, as portas do lugar foram abertas no ano de 1882 e se tornou um sucesso, as instalações enormes do lugar chegaram a ser lotadas com pacientes. No entanto, após quase um século recebendo pacientes com os mais variados tipos de problemas mentais, à partir do ano de 1980, o lugar começou a entrar em decadência e aos poucos foi tendo cada vez menos pacientes, até que no ano de 1991, foi fechado definitivamente por ter se tornando inviável manter aberto.

Sons do inferno


Desde o colapso da antiga União Soviética em 1989, muitos bizarros arquivos secretos da KGB foram inspecionados tanto pelos Estados Unidos quando pela Inglaterra. Em 1990, um desses arquivos antigos foi enviado por fax ao Departamento D11 do Serviço Secreto em Whitehall London, mas o que o dossiê continha era tão extraordinário e inacreditável, que a informação vazou.

A informação contida naquele arquivo, incluindo informação colhida do artigo de uma revista finlandesa chamada Ammennusatia, é mostrada abaixo:

Em 2006, o projeto Kola na estação Zapolyarny perto de Murmansk, no Ártico comemorou o seu vigésimo
quinto aniversário. Apesar de ter alcançado uma profundidade de 12 quilómetros em 1983, levou-se mais dez anos para perfurar outros 262 metros.

A possessão de Ronald

Acerdita-se que esse é o caso real, que originou o filme "O Exorcista".

Tudo começou em Janeiro de 1949.

Esse caso assustador e macabro, envolveu um garoto de 13 anos chamado Ronald que vivia com seus pais e a avó em Cottage City, Maryland. Conta-se que os eventos estranhos narrados a seguir foram reais. E teriam começado logo após uma tia muito próxima que havia  lhe ensinado a mexer na tábua ouija, veio a falecer.

Após a morte dela, Ronald começou a usar a tábua no quarto de sua avó na tentativa de comunicar-se com sua parente falecida, quanto mais tentava mais obcecado se tornava. Foi então que sorrateiramente, começaram as primeiras manifestações perturbadoras.

Primeiro foi o som repetitivo de uma torneira a pingar incessantemente, mesmo não havendo torneira alguma nos quartos, logo após começaram a ouvir barulhos, como se alguém ou alguma coisa estivesse arranhando as paredes. O pai do garoto chegou a derrubar uma das paredes convencido de que eram ratos fazendo ninhos.

Revenant

Revenant - em português, o retornado - é um fantasma visível ou um cadáver animado, que acredita-se voltar do túmulo para aterrorizar os vivos. A palavra "revenant" é derivado do latim, reveniens, "retorno" (no francês, o verbo "revenir", que significa "voltar").

Histórias vívidas de retornados surgiram na Europa Ocidental (especialmente Grã-Bretanha, e mais tarde foram relatadas por invasores anglo-normandos à Irlanda) durante a Alta Idade Média. Embora a lenda e folclore retrate os revenants como criaturas, em vida eles eram indivíduos que sofreram uma morte violenta e injusta, que foi atraiçoado, emboscado ou traído por alguém em quem confiava. No momento de sua morte, a revelação é tão traumática que se cristaliza em um desejo esmagador de obter vingança custe o que custar, então, retornam para vingar-se. Na maioria dos relatos medievais, eles voltam para assediar suas famílias e vizinhos.

Retornados compartilham uma série de características com os vampiros folclóricos, ambos são o produto resultante de uma pessoa que retornou dos mortos e vaga por aí se alimentando de sangue.

O Trem Fantasma


Por volta das três horas da manhã, os passageiros foram subitamente despertados pelo violento balanço do trem. O maquinista lutava pelo controle dos vagões, todos os passageiros correram desesperados para as janelas, somente para vislumbrar...  O impacto fulminante contra as pedras e tijolos da ponte Bostian, perto de Statesville EUA.

O trem havia descarrilado, bruscamente impactando contra as guarnições da ponte.  O som da locomotiva percorrendo os trilhos foi substituído pelo grito do metal de seus freios, e das pessoas em pânico dentro dos vagões.

O enorme trem caiu dramaticamente, em direção ao leito do riacho, 60 metros abaixo da ponte. O som de trovão que fez, quando colidiu com o fluxo de água, foi rapidamente substituído pelo igualmente terrível som de seus passageiros presos gritando e gemendo em agonia nos destroços retorcidos do trem. 42 pessoas foram mortas naquela noite num dos piores desastres na história da Carolina do Norte. Ocorrido no dia 27 de agosto de 1895. Desse ponto em diante, começou a lenda!