sábado, 28 de março de 2015

Gatos são verdadeiros filtros de ambiente

Não é nenhuma novidade que gatos dormem muito, eles o fazem porque precisam repor as energias que perdem enquanto fazem a limpeza do ambiente.

No antigo Egito os gatos eram e ainda são considerados animais sagrados, porque simbolizam exatamente isso: limpeza,  higiene, tanto do ambiente como a deles mesmo.

Normalmente eles dormem onde existe alguma energia parada, essa energia não é necessariamente negativa, mas também não é boa tê-la sem utilidade. Assim, o gato é na verdade, uma espécie de filtro, enquanto dorme transforma a energia ao redor ou as coloca em movimento.

Gatos gostam de dormir em locais de vertente subterrânea de água, falhas geológicas, radiações telúricas. Comprovado pela Geobiologia e pela Radiestesia, estes locais afetam a saúde das pessoas, provocando doenças e depressão entre outras. Assim o gato pode ser uma forma de nos prevenir destes pontos. 

Uma lenda ligada aos gatos é o fato de possuírem sete vidas. Esta questão está associada ao seu campo vibratório perfeito, ou seja, o gato é o animal que mais neutraliza o negativo, se colocarmos numa escala, neutralizaria 100%, daí a questão das sete vidas.

Também é o único animal que, como o ser humano, tem sete camadas da aura e mais do que isso, são duplas. Isso faz com que ele tenha oito sentidos, três a mais do que o normal, que são cinco. Isso é percebido facilmente! Quem nunca prestou a atenção em um gato acompanhando o olhar para algo que não conseguimos ver? É comum notarem outras presenças nos ambientes...


Além disso, é o único animal da Terra que emite um som vibratório, o “ronronar”. Neste momento ele está sintonizando seu campo com o da pessoa e de criaturas próximas, ou neutralizando seu próprio campo negativo.

Não é ficção, o ronronar realmente tem poderes de cura. As vibrações do “ronronron” estão entre 25 e 150 Hertz, uma frequência que comprovadamente ajuda a aumentar a densidade óssea, combater dispneia e fortalecer ou até regenerar tecidos. Isso explica não só o porquê de os gatos ronronarem, mas também o porquê de eles terem muito menos problemas ósseos, ligamentares, musculares e pós-operatórios do que os cães. Por isso é aconselhável pegar um gato no colo pelo menos uma vez ao dia.

Vivemos lado a lado dos gatos por pelo menos 9.500 anos e ainda não sabemos muito sobre eles, trabalha-se apenas com teorias, deduções e observações, mas enquanto os estudos não nos dão uma resposta que tal ter um monte de gatinho xD?


São adoráveis e muito independentes :3

segunda-feira, 23 de março de 2015

Estátua de mil anos abriga corpo de monge

Uma estátua de Buda, de aproximadamente mil anos, revelou ter um monge mumificado em seu interior.

Pesquisadores do Museu Drents, na Holanda, fizeram a descoberta e agora endoscopias mostraram que os órgãos vitais da múmia foram substituídos por papéis cobertos com palavras em Chinês.

Acredita-se que o monge budista seja um mestre conhecido como 'Liquian', da Escola Chinesa de Meditação. Muitos desses monges não são considerados mortos, mas sim 'em estado de meditação'. 24 casos como esse já foram descobertos, o mais recente  foi um corpo de 200 anos encontrado na posição de lótus.

Os monges tentam se 'auto-mumificar' fazendo uma dieta de mil dias apenas de nozes, sementes e frutas, enquanto se exercitam intensamente para livrar seus corpos de toda a gordura. Depois desses primeiros mil dias, os monges passam por uma dieta de raízes e chás tóxicos, que tem o objetivo de preservar o corpo e expelir parasitas. Depois dessas fases completas (duram cinco anos e meio), o monge é trancado na posição de lótus em uma tumba de pedra, com um pequeno tubo pelo qual respirar. Eles sinalizariam que estão vivos tocando um sino.

Assim que o sino para de tocar, outros mil dias são tocados e a tumba é aberta para que outros monges verifiquem se o corpo está mumificado. Se sim, considera-se que o monge atingiu um estado de graça suprema e é colocado em exposição em templos.

A múmia estará em exibição no Museu Húngaro de História Natural a partir de maio.

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/

5 bebês encontrados em congelador de casal francês

A Polícia francesa encontrou nesta quinta-feira (19/03/15) os corpos de cinco bebês no congelador do casal de um casa de Louchats, cidade do sudoeste da França, próxima a Bordeaux.

Os policias interrogaram o marido, de 40 anos, na qualidade de testemunha por ter encontrado na residência o corpo de um recém-nascido de 48 horas envolvido em uma bolsa isotérmica, informaram os canais de televisão locais 'iTélé' e 'BFM TV'. Os agentes então foram ao local e encontraram outros recém-nascidos mortos.

Os primeiros elementos da investigação apontam que a esposa, de 35 anos, teria escondido a gravidez e dado à luz sozinha, de acordo com o jornal 'Sud Ouest'. Ela está internada no hospital universitário de Pellegrin, em Bordeaux, onde passará por exames ginecológicos e psiquiátricos antes de ser detida. O casal tem dois filhos, de 13 e 15 anos, trabalha na agricultura e não tem antecedentes criminais.

A Brigada de Investigação de Langon, no departamento da Gironda, recolheu amostras de DNA do domicílio onde estavam os corpos e realizará a autópsia nesta sexta-feira. Os resultados determinarão se há vínculo sanguíneo com os suspeitos e se os bebês mortos eram irmãos entre si, além de determinar se foram assassinados ou nasceram mortos.

Caso a hipótese de infanticídio seja confirmada, será o pior crime desse tipo registrado na França desde 2010. Em julho desse ano, moradores da cidade de Villers-au-Tertre encontraram enterradas em seu jardim bolsas plásticas com partes de corpos humanos.

A investigação concluiu que uma mãe de família da cidade, de 45 anos, tinha asfixiado oito filhos recém-nascidos, os quais matou e escondeu durante mais de uma década.

Fonte: http://www.msn.com/

quinta-feira, 19 de março de 2015

Inimigos assustadores dos Games


Esta lista é baseada na minha opinião, você pode concordar ou não.


10- Zumbis ( Resident evil )




São humanos infectados pelo T-vírus. Em Resident evil 1, são funcionários do laboratório e da mansão. São lentos e possuem pouca inteligência devido à perda de células nervosas, passando a maior parte do tempo vagando em busca de carne.
O zumbi é guiado apenas pela necessidade de se alimentar, já que o vírus promove um grande aumento no metabolismo. O metabolismo acelerado causa uma fome exacerbada, e esse comportamento é o grande responsável pela transmissão de vírus para outros hospedeiros. Para absorver a carne humana, o estômago deles estoca uma enorme quantidade de secreções ácidas digestivas. Inclusive, alguns usam essas secreções para atacar suas vítimas. A fome voraz faz com que os zumbis não sejam impedidos de sua busca por carne nem mesmo por ferimentos sérios, como a perda de membros ou o danos em partes vitais do corpo. Isso também se deve à incapacidade de sentir dor. No entanto, a cabeça é um ponto fraco: a destruição do encéfalo é capaz de por fim à “vida” dessas criaturas.


9- Slenderman ( Slender: The Eight Pages e The Arrival )


O Slender Man é descrito como muito alto e magro, com braços anormalmente longos, que podem se estender para intimidar ou capturar presas. Tem uma cabeça branca, não tem rosto,não tem cabelo e usa um terno preto. Está normalmente associado a floresta. Consegue apagar a memoria de suas presas, além de causar alucinações e desespero em suas vitimas, fazendo com que elas sejam capturadas rapidamente.

8-Giygas ( Eathbound )



Giygas,é o principal antagonista em Mother e EarthBound.
Conhecido como tanto a "Encarnação do Demônio" e "Destruídor Cósmico Universal", Giygas é um alienígena do mal que pretende transformar toda a realidade em horror e escuridão infinita.
Com um exército de Starmen, Octobots e outras máquinas de guerra mortais, Giygas também usa seu imenso poder para influenciar certos terráqueos para ajudá-lo, como Pokey Minch e Geldegarde Monotoli.

7- Dead Hand ( Zelda: Ocarina of Time )



File:OOT DeadHand02.png

Dead Hand tem uma cabeça de zumbi com uma grande mandíbula. O seu sangue é de cor verde, e possui manchas roxas ( teorizado ser manchas de sangue de suas vitimas ) que cobrem seu corpo. Inicialmente várias mãos, geralmente 4-6, estão em circulo na câmara em que reside Dead Hand. A criatura usa estas mãos para prender a presa, caso uma mão pegue algo o seu corpo principal irá emergir do solo e comerá sua refeição.

6-Gatherers ( Amnesia The Dark Descent )



Scariest Enemies Gatherers

Servos do Alexander de Brennenburg, essas criaturas costumavam ser soldados que abandonaram seus postos. Perdidos na floresta escura e condenados a vagar pelos jardins, os soldados ficaram desfigurados e vazios de essência, possivelmente a partir do vinho envenenado de Alexander.

Grotescos e mal formados, os Gatherers servem como inimigos principais do jogo, patrulhando os corredores do Castelo Brennenburg  e perseguindo Daniel à vista. Daniel é incapaz de se defender, e, como tal, seu único meio de proteção é fugindo e se escondendo. Os Gatherers geralmente não ficam no mesmo local por muito tempo e nem sempre são rigorosos em suas investigações, geralmente fornecendo Daniel amplo espaço para se esconder.

5- "Eles" ( Zelda: Majora's Mask )


File:MM They.png
Simplesmente chamados de "Ele"s por Romani, essas criaturas alienígenas vêm a cada ano para abduzir as vacas de Romani Ranch. Cremia ( atual proprietária do rancho ) pode não acreditar, mas Romani ( irmã mais nova da Cremia ) está pronta para defender as vacas.

"Eles"chegam na fazenda, na noite do primeiro dia às 2h30 AM em ondas provenientes de uma bola brilhante. Link deve afastá-los, usando o arco e flecha, já que nenhuma outra arma funciona contra eles, e deve mantê-los longe do celeiro até o amanhecer a todo custo; caso eles cheguem, vão destruir o telhado da estrutura, permitindo que uma bola brilhante abduza as vacas, junto com Romani. Se isso acontecer, Romani irá aparecer na fazenda no último dia com suas memórias apagadas. A luz do dia é sua fraqueza principal já que às 5:30 AM, "Eles" se desintegram quando são atingidos pela luz, e a bola brilhante vai embora

4- Necromorph ( Dead Space )



Necromorphs são cadáveres transformados e reanimados, reformulados em novas formas horríveis por uma "infecção" extraterrestre . As criaturas resultantes são extremamente agressivas, e irão atacar qualquer organismo não-infectado á vista.  Necromorphs são os principais antagonistas de toda a franquia "Dead Space".
A única finalidade de quase todos os "Necromorphs" são de adquirir mais corpos para converter e espalhar a infecção. É acreditado por alguns que eles são os arautos da ascensão da humanidade, mas em um nível mais prático eles são os resultados extremamente perigosos da exposição aos dispositivos enigmáticos conhecidos como "Markers".

3-Kusabi ( Fatal frame 2 )



O Kusabi é o fantasma mais poderoso das vítima de sacrifício, e é o maior e o mais assustador- especialmente quando a sua unica defesa é uma câmera. Até a câmera não funciona nele quando você o encontra pela primeira vez. Se ele lhe tocar, o que ele vai tentar fazer de imediato, você vai morrer. Sua única esperança é correr para a porta o mais rápido possível.
Ele veio originalmente para a aldeia para observar e tirar fotos do ritual, trazendo a Câmera Obscura com ele. Os aldeões, entretanto tinham outros planos para ele, e decidiram, sacrifica-lo
para satisfazer a "Escuridão" já que não conseguiram encontrar as gêmeas. Este ato ganhou tempo para os moradores, até que o ritual falhou. E ele voltou colocando o vilarejo na "Escuridão"

2- Crimson Heads ( Resident Evil Remake )



Crimsons Heads são zumbis que passaram pelo processo chamado V-ACT, que ocorre quando os mortos vivos sofrem uma grande quantidade de dano. Depois desse processo, os zumbis “acordam”, mais fortes, resistentes e rápidos
Os Crimsons Heads e Lickers traçam sua existência a uma cepa do T-vírus mutante que foi desenvolvida no Laboratório Arklay. O resultado da mutação em uma cobaia humana resultou no Crimson Head Prototype 1. Já que era perigoso demais para continuar as analises no laboratório, amostras do cepa do vírus foram obtidos após sua captura. Esta cepa do vírus foi sendo trabalhada no laboratório quando o vazamento do vírus ocorreu, levando à geração de novos Crimsons Heads.


1- Erebus ( Persona 3: FES )




Erebus é a grande manifestação da tristeza e das emoções negativas da humanidade . Um monstro gigante com duas faces. Seu propósito de existência é entrar em contato com Nyx, a fim de trazer The Fall (A queda).
Na mitologia grega, Erebus é o filho do deus primordial, Caos, e representa a personificação da escuridão e da sombra, que encheu todos os cantos e recantos do mundo. Ele é o irmão de Nyx, e foi pai de Aether e Hemera.

Lista Honrável:

Twin Victim (Silent Hill 4: The Room)



A criatura parece ser um conjunto de gêmeos siameses adormecidos vestindo uma roupa suja e esfarrapada, que se parece com um lenço. Junto com a sua pele pálida, eles têm braços enormes semelhantes aos adultos no qual se apoiam. Seus braços saem de debaixo de sua blusa, como se fossem um par de pernas.


Tuurngait Infected (Penumbra: Black Plague & Penumbra: Necrologue)



É um cordão umbilical, seu tarado(a)

Os "Tuurngait Infected" são os inimigos mais comuns no "Penumbra: Black Plague". Em termos leigos, eles são cadáveres humanos reanimados. Mas isso não significa que eles são apenas zumbis. Os "Tuurngait Infected" são muito mais inteligentes e são mentalmente "conectados".

Hunter (Penumbra: Necrologue) 



Os "Hunter" se parecem com uma combinação entre uma aranha, um cão e um ser humano em termos de aparência. Suas pernas traseiras são unidas na direção oposta de um ser humano, mas suas patas dianteiras são articuladas normalmente.


Particulamente não tenho medo do Pyramid Head, por isso não está nesta lista

terça-feira, 17 de março de 2015

RELATO DOS LEITORES #24

Rosto capturado em foto

Olá meu nome é Julio César. Um menino que apareceu no banco de trás do carro do lado da minha tia, essa pessoa não estava lá!

Nós estávamos indo para o show Caldas Country em Caldas Novas-GO.

Dentro do carro resolvemos tirar algumas fotos, e uma nos assustou, porque apareceu o rosto de uma pessoa que não estava no carro! Olhe atrás do motorista e veja. No carro estavamos eu, meu irmão, minha tia e a namorada dele, sendo que eu e minha tia estava no banco de trás e meu irmão e a namorada dele no banco da frente.

Algumas pessoas disseram que talvez seja alguém passando pela rua, mas não poderia ser, porque os vidros estavam fechados e tem película, o que o deixa muito escuro, Além disso, o carro estava rápido e meu irmão afirma que não viu ninguém na rua.

O rosto do fantasma parece estar assustado, parece que não queria aparecer na foto e acabou aparecendo por engano...

Quando a namorada do meu irmão foi tirar a foto, meu irmão (que estava dirigindo) não quis aparecer e se inclinou para frente e foi por causa disso que apareceu o fantasma lá atras.

Talvez esse espírito tenha sido de alguma menina que morreu no show ou então naquela rua que estávamos passando, e por algum motivo essa menina queria ir muito nesse show e acabou pegando carona conosco.


Então, o que vocês acham???

Crime incomum

Qual o valor da vida humana? Do que é capaz o homem, quando tomado de desejos vis? Como se sentir seguro, em um mundo onde o maior dos presentes cedidos por Deus, chegou a cotação tão baixa? Qual de nós já não se sentiu desamparado com a notícia de um crime por motivos completamente fúteis e pior, qual de nós não esqueceu do assunto pouco tempo depois? Será que estamos mesmo perto do fim dos dias ou nossa memória seletiva irrompe em irracional negação da verdadeira natureza do homem. Melhor ou pior ainda, existe de fato fim dos dias? Deus? Ou a vida humana é a experiência mais inútil e sem sentido que existe?

Mas deixemos estas preocupações para homens sábios pois o que pretendo aqui é apenas contar a minha estória.  Vivia eu em uma dessas grandes cidades brasileiras; agora tudo fica cada vez mais cinzento em minha mente e eu já não me lembro o nome. Jovem honesto e esforçado, trabalhava duro todos os dias para ajudar com o sustento da família e já a alguns anos, postergava o desejo do curso superior diante da necessidade mais imediata de ter o que comer e pagar as contas. Sempre levantando quando ainda devia estar dormindo, com o sabor do fracasso, que faz muitos de nós viver diariamente beirando a depressão e a revolta. Todo dia; todo maldito santo dia, acordava cedo para pegar o ônibus que parava próximo de minha casa. Lá sempre havia uma mulher com uma criança, vestida em uma farda de colégio público com cerca de uns dez anos de idade. Um homem com cara de preocupado, com uma mochila nas costas e que sempre olhava por sobre os ombros ou em direção a qualquer barulho mais alto. E um vendedor. Gente como eu, que rala o dia todo para tentar tirar o gosto de merda da boca. Gente como eu fui um dia, vestido em uma farda escolar, sonhando em ser presidente ou astronauta, sem saber que o destino presenteia apenas alguns escolhidos, alocando a maioria como cabeceiros (ou chapeados dependendo da região do país) da pirâmide social. Gente com medo de tudo, nessas malditas cidades grandes em que a violência é como um câncer em estado de metástase. Gente sempre disposta a vender e se vender pela mínima condição de sobrevivência.

Mas continuemos. Nesse dia em questão, tinha acordado tarde e acabei saindo sem tomar café. O tempo parece lutar contra os homens hoje em dia. Já no ponto de ônibus, percebi que nunca tinha reparado no que negociava aquele vendedor. Por curiosidade repentina, me aproximei de seu carrinho. Estava coberto com uma lona. Mas como ele já tinha notado minha aproximação e eu já estava com cara de tacho olhando pro seu carrinho como uma criança curiosa, resolvi perguntar o que era aquilo. Ele então puxou a cobertura e me mostrou as goiabas mais suculentas e grandes que eu já vi (é sério cara, era uma goiaba gigante!). Sorrindo disse: Goiabas garoto! E são ou não são as mais bonitas que você já viu? Vendo no centro a muitos anos e não tem melhor por lá, por isso que minha clientela é fiel! Naquele momento, a visão das frutas somou-se à fome que eu sentia por não ter tomado café e fez meu estômago roncar em desespero. Um dilema formou-se então. Tendo apenas R$1.50, eu não poderia tomar o ônibus e comprar uma daquelas goiabas e me peguei conversando comigo mesmo. Caraca velho, será que eu pego o ônibus ou será que eu compro uma goiaba? Foi então que me veio à boca novamente aquele gosto de fracasso. Imagine só, ficar com fome por causa de um emprego de bosta que nem me permitia fazer um lanche. Um trabalho que deveria me dar o suficiente para viver, além de apenas sobreviver. Uma droga de ocupação que não me permitia ter tempo pra mais nada além de dormir. Será mesmo o tempo que luta contra o homem, ou seremos nós, vítimas de nós mesmos, que em nossos delírios de grandeza e desejos de riqueza vivemos tentando espreme-lo um pouco mais? Valia mesmo a pena tanto esforço por uma vida medíocre? Por um pretenso pequeno-burguês que consumia minhas forças na fantasia de escalar a pirâmide sempre pisando em pessoas como eu e nos empurrando pra baixo sem se importar com os MEUS sonhos? Hoje não. Hoje saciaria o meu desejo imediato e faria uma bela caminhada para o trabalho chegando lá a hora que tivesse que chegar. E estava mais era disposto a mandar o chefe enfiar o emprego naquele canto, caso ele se enfezasse comigo. Paguei a goiaba e a ergui bem na minha frente, como um troféu da minha atitude. Enfim tinha feito algo pensando em mim mesmo.

Só então percebi dois homens em um beco próximo me observando. O cara da mochila também percebeu e ficou observando à cena quando os dois me chamaram dizendo assim: Chegaí, chegaí, chegaí mano! Na hora meu coração disparou, sentindo que havia algo errado. Pensei em sair correndo mas eis a questão de viver em uma comunidade violenta (se é que ainda existem comunidades tranquilas). Já os tinha visto por ali e eles com certeza, sabiam que eu esperava ali o ônibus todos os dias, então de que me adiantava postergar o desejo deles? Talvez nem fosse nada de mais, racionalizei, apesar de perceber algo diabólico em seus olhares e ter sido acometido de uma violenta inquietação. Me aproximei devagar e enquanto me aproximava eles recuaram um pouco mais pra dentro do beco. Assim que adentrei naquele local, percebi o quanto era sujo e escuro e o forte cheiro de crack que emanava dali (não, não conheço o cheiro por experiência própria mas já o senti várias vezes. Em alguns lugares é mais constante que o cheiro de pão saindo da padaria). Tão perto todos os dias, aquele pedaço do inferno que costumamos ignorar hoje pedia atenção e apesar de algo dentro de mim dizer, cai fora daí idiota, a fleuma que nos acomete nesses dias atuais parecia me dirigir em direção a eles. Mal adentrei o beco imundo e meus pensamentos foram interrompidos quando um deles passou a mão na minha goiaba e com um sorriso escroto, de quem acha que todos devem teme-lo disse: Já era, já era, já era a goiaba mano. Meus olhos se encheram de lágrimas diante do desrespeito e falei com a voz embargada: Caraca mano, cê pegou minha goiaba. Isso só aumentou o sorriso do canalha e segurando a goiaba com uma mão enquanto com a outra mostrava um volume na cintura por baixo da blusa o desgraçado repetiu: Já era, já era, já era a goiaba mano.

Terminar a frase e tascar uma mordida na minha fruta foram atos contínuos e confesso que chorava de ódio diante de tão indigna humilhação. A voz saía empolada e minhas mãos se crispavam enquanto eu dizia a mim mesmo: Caraca velho, o cara mordeu minha goiaba. Caraca velho o cara roubou minha goiaba. Então, mais do que nunca eu senti aquele amargor pútrido de merda, da merda que todo maldito santo dia somos obrigados a engolir e foi aí que algo dentro de mim estalou enquanto bradei em pensamento incontido, hoje não! Como alguém possuído, eu pulei com as mãos na garganta do cara e nem percebi quando o seu parceiro colocava a mão nas costas. Por um instante, um breve e insignificante instante, me senti livre das amarras da sociedade. Um gigante resoluto, aplicando a justiça que todos sabem ser merecida enquanto sentia seus ossos e músculos do pescoço se contraindo entre minhas mãos. Deliciando-me, com o pavor em seus olhos ao descobrir que nem todos tem medo de suas demonstrações ignóbeis de falso poder. Sentindo-me um Deus em seu trabalho de punir os injustos. Sim, existia Deus. Eu era Deus! E então o estampido; o clarão, algo mordeu minhas costelas e sua mordida era quente. Minhas mãos se afrouxaram e confesso que não entendi na hora o que estava acontecendo. O cara me jogou de cima dele e eu lembrei da mordida. Olhei para o lado do meu corpo, debaixo do braço esquerdo e vi um buraquinho que jorrava sangue. Só quando vi o parceiro do sacana ajudando-o a se levantar com um revólver na mão é que minha mente tomou ciência do que tinha acontecido. Eu tinha sido baleado; por causa de uma goiaba. Não, eu não era Deus.

Os segundos seguintes foram confusos, quase como um sonho e ainda assim extremamente claros (ainda que essa clareza de entendimento só tenha vindo depois que tudo acabou). O cara da mochila, que tinha acompanhado a cena de longe, pareceu despertar depois do estampido e enquanto eu tentava me levantar, vi quando ele sacou uma arma. Naquele estupor de “confusa clareza”, finalmente entendi aquele comportamento assustado que citei no começo e aquela mochila. A farda escondida, fruto de uma sociedade que aprendeu a perdoar os maus e punir os bons. O medo constante de ser reconhecido em sua própria comunidade. Compreendi tudo isso no espaço de tempo dele sacar a arma e dizer: Parado, polícia! Mas quem vive no crime vive mesmo a beira da morte eu acho. Mesmo já estando na mira do “cana”, o cara começou a levantar a arma em direção a ele. Bem, apenas começou porque foi alvejado com dois tiros no peito enquanto eu me arrastava em direção ao ponto de ônibus. A mulher com a criança (que pensando bem agora, eu nunca perguntei o nome; a nenhum deles aliás, meus companheiros diários naquele ponto de ônibus) parecia simplesmente perdida na situação e conseguiu apenas agarrar o menino enquanto gritava desesperadamente. Ela nem viu quando o segundo meliante, o que tinha um volume na frente, aquele mesmo filho da puta que havia mordido minha goiaba, se esgueirou pra trás dela enquanto sacava a arma, pra usa-la como escudo. Com a linha de tiro obstruída, o policial foi incapaz de atirar. O bandido não. Sem nenhuma preocupação com a vida alheia, este esvaziou o tambor do seu revolver enquanto o “puliça” saltava e rolava para o meio da rua. Quatro disparos erraram o alvo, os outros dois não. Um pegou em sua coxa esquerda e o outro, na nuca da mulher que nada tinha a ver com isso. Já bem próximo do ponto de ônibus, vi quando seu corpo despencou por cima do garoto que tremia e chorava gritando: Minha mãe não, minha mãe não! O cara das goiabas estava já enfiado debaixo do carrinho, quando o policial mesmo baleado teve tempo de fazer sua manobra de rolamento e conseguir uma linha de tiro limpo. Um único disparo, bem na testa, e fim de papo como se diz. O que não deu tempo no meio da rua, foi de sair da frente do ônibus que chegava justamente naquele segundo e em cujo interior havia um motorista que percebeu a situação já perto demais e decidiu pisar fundo para passar logo pelo local. Parece que quem vive combatendo o crime também vive a beira da morte.

No fim eu já me apoiava debilmente no carrinho das goiabas e enquanto a vista ia escurecendo, eu ia enfiando a mão por baixo da lona e tateando em busca do que era meu por direito. Apanhei uma daquelas frutas e me preparava pra morde-la quando dei meu ultimo suspiro. O cara do carrinho já ia ficando de pé novamente quando meu coração parou diante dele, quatro outros cadáveres e uma criança atônita agarrada ao corpo da mãe. Não houve luz nem túnel luminoso, apenas um senso hiperconciente do fim e eu me levantando de novo enquanto o populacho se aproximava para acompanhar a cena cotidiana de violência. Ninguém me via e ao contrário do que mostram nos filmes eu não tive dúvida nenhuma sobre minha situação. Estranho é que além dos vivos não vi mais ninguém. Nem policial, nem mãe, nem bandidos. Alguns dias depois, acompanhei meu velório e vi o desespero dos meus familiares com muito tristeza mas conformado por saber que mais tarde eles também se conformariam e seguiriam em frente como seguem todos. A “boca de fumo” que tinha no beco, obviamente foi estourada no dia seguinte, deixando um saldo de cinco mortos do lado dos dois “aviões” locais e três usuários que foram pegos no momento da vingança, lugar errado na hora errada eu acho. E o garoto; bem, eu o tenho acompanhado já a alguns anos e vi seu comportamento mudar nesse tempo que tem ficado com os avós. Hoje ele escreve sobre a tristeza e inutilidade da vida enquanto preenche o quarto com fotos dos atiradores de Columbine e do massacre de Realengo. No próximo sábado ele vai comprar sua arma com o contato que conseguiu e segunda mesmo os cretinos de seu colégio vão ver quem realmente é o órfão esquisito. E o câncer continua se espalhando enquanto um fantasma com uma goiaba continua assombrando um certo ponto de ônibus.

Autor: Valter Ramos

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