A Fotografia

Ouve o barulho do lado de fora, e desvia a atenção do bordado que já estava fazendo havia algumas horas. As mãos davam voltas em torno de si mesmas. Uma borboleta clara, de uma cor azul vibrante nascia do controverso cruzamento de fios de seda na toalha branca e virgem. Nada mais era do que um presente à filha, sem motivo, apenas uma lembrança inofensiva pelo seu aniversário. Talvez ela até pudesse tê-lo usado para secar os pratos de porcelana depois de lavados. Imaginou se ela gostaria do presente quando o ganhasse e o visse. Mas, por enquanto, havia apenas o barulho de passos distantes sobre o alpendre amadeirado. Passos fortes e resolutos. Passos que se silenciam, que cedem lugar aos punhos. Que batem na porta.

A cadeira de balanço se mantém indo e voltando, na inércia do balançar, trazendo a sonolência recorrente; as batidas na porta cessam e voltam, cessam outra vez. Hoje em dia já não há o respeito para com os idosos, já não nos deixam em paz, pensa ela. Com idade avançada, penoso é levantar-se e receber convidados, mesmo quando esperava-os. Mesmo naquele momento, no limiar da tarde. As batidas na porta não foram esperadas, ela se levanta, deposita o inacabado bordado e os óculos sobre o tampo do piano. Devagar, a mão recortadas de veias roxas, toca a maçaneta. Gira-a. Puxa.

A escuridão e a morte


A pobre garota andava sozinha pela rua de dia e de noite, como se ninguém a visse, mas um garoto percebeu e passou a observá-la todos os dias, era uma garota muito bonita, loira e de pele clara. A cidade era sempre nublada, pois ficava no topo da serra, o garoto acompanhava de longe a garota pela cidade toda.

Um dia o jovem enfrentou seu medo e decidiu ir falar com a bela garota, com a voz tremula e muito nervosismo ele parou na frente dela e disse que parasse, sua voz tremeu um pouco e finalmente perguntou:

– Olá, qual o seu nome?

– Meu nome é importante? – a jovem responde com outra pergunta e sai andando como se nada tivesse ocorrido.

Nos dias que se seguem o jovem fica confuso, mas continua a seguir a menina, apesar de um estranho sentimento de sua voz ser assustadora. Na verdade a voz da jovem foi doce a calma, porém deixou um estranho medo no garoto.  Uma semana após o ocorrido ele decide falar novamente com a garota

–Qual o seu nome? – ele pergunta dessa vez com uma voz forte e corajosa.  Dessa vez e a jovem responde com a mesma pergunta

–Meu nome é importante?

O Lobo

Ah… Malditos sejam os cientistas, para os quais algo só existe se puder ser visto, registrado ou documentado. Por este motivo, muitos já pereceram pelas garras do desconhecido. Sim caro leitor, existem neste mundo criaturas tão ferozes, mortais e inteligentes que sequer é possível haver conhecimento delas. Como visto em nosso primeiro conto, e como já dizia William Shakespeare, existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia. Caso não concorde, convido-te a procurar por conta própria pelas pegadas dos homens-lobos. Mas esteja avisado: é um caminho sem volta que leva ou para morte, ou pior, para a maldição.

N. “Splint” S. Este é um registro de Sessões do paciente nº #33786, codinome: Lobo. Nome: Edmund Emmingway. Idade: Aparenta por volta de 40 anos. Altura: 1,89m. Peso: 90,700 Kg. Cabelo: Curto, Castanho Escuro e Olhos: pretos.

Descrição da condição psiquiátrica: O Paciente sofre de comportamento esquizoide, frequentemente alucinando de forma a acreditar que pode se transformar em lobo. Diz também que tem muita sede de sangue e fome de carne. Acredita-se também haverem distúrbios de humor, pois o paciente sofre constantemente de surtos de agressividade, onde demonstra força e agilidade notáveis e só consegue ser contido com o uso de arma elétrica não letal, uma vez que nenhum dos enfermeiros consegue chegar perto dele. Demonstra também vastos conhecimentos de história da Europa, principalmente do período Vitoriano.

A criatura


Ele olhou pra mim… Olhou diretamente nos meus olhos… Jamais esquecerei o pânico que me envolveu naquele momento, quando sua voz tenebrosa ecoou nos meus ouvidos, meu coração quase parou… Ele sabia o meu nome, sabia exatamente quem eu era e onde eu estava isso me remeteu a pensar que ele me observava há algum tempo…

Eu tinha pegado o turno da noite naquele mês, e, depois do horário de refeição, minha tarefa seria separar e catalogar material para reciclagem, isso eu faria nos fundos da fábrica, onde ficavam muitas coisas empilhadas e a iluminação era escassa.

Por volta de três e vinte da madrugada, eu estava executando meus afazeres quando senti vontade de urinar, e, achando que o banheiro estava muito longe, decidi me aliviar ali mesmo. Levantei-me, e comecei. De repente eu tive a sensação de estar sendo observado, rapidamente terminei minhas necessidades e me dirigi ao que estava antes fazendo.

Foi aí que me deparei com ele, estava sentado de costas em cima de uma caixa, mas seu pescoço e seu rosto estavam voltados pra mim de um jeito perturbador, eu permaneci imóvel, tão horrorizado com aquilo que não tive coragem de me mover, pensei em me abaixar e tentar espantá-lo com uma pedra ou um pedaço de pau, mas confesso que não tive coragem, ele permanecia ali me olhando fixamente, e eu tremia, suava mais não conseguia me mexer, olhava pros lados almejando ver uma alma viva a quem pudesse pedir socorro, mas, por mais que houvesse mais dezenas de trabalhadores nas redondezas, eu me sentia absolutamente sozinho, e isso me apavorava mais ainda, era como um pesadelo, daqueles em que não se consegue se mexer.

A Vigilante

Ela sempre adorou desenhar. A minha irmã. Ela é muda desde o nascimento, e é assim que se manifesta. Ela desenha muito bem, desde pequena se destacava nas aulas de arte. Nossos pais morreram há dois anos, e como sou maior de idade, a guarda é minha. Eu a amo muito, e faço de tudo para fazê-la feliz. Recentemente, nos mudamos para uma casa nova.

Digamos que numa manhã de sábado, recebemos um pacote em casa. Havia uma boneca de pano muito bonitinha, cabelo e olhos escuros, pele muito branca. Surpreendentemente, estava endereçado à minha irmã. Eu estranhei, não havia remetente, mas era só uma boneca, o que havia de mal?

-Katy,venha ver o que chegou pra você!-Eu gritei da cozinha, enquanto fazia o café. Ela veio correndo e soltou um sorriso enorme quando viu a boneca. -Mandaram pelo correio, vá brincar com ela! – Ela pegou a boneca e correu para o quarto.

Ela ficou a manhã inteira brincando com a boneca e desenhando, só parava para comer. Era bom vê-la se divertindo, ela raramente ganhava alguma coisa.

Na hora de dormir, ela estava na cama como normalmente, e escreveu num papel: “A Nana disse que me ama.” Eu achei estranho, mas pensei: “Ela deve gostar da boneca”.

- Sim, eu e ela te amamos muito. -Eu disse. Eu a beijei na bochecha e a deixei dormir.

No dia seguinte ela acordou assustada. “Eu tive um pesadelo, sonhei que a Nana me sufocava!” Escreveu ela.

A coleção de bonecas

O céu estava azul e limpo, nem se quer uma nuvem no céu apaziguava o sol leve, porém intenso. O trigo dourado refulgia sob seus raios, tombado pela leve e gélida brisa que soprava durante a manhã. A pequena camponesa, tão branca quanto à neve que cairia nos próximos meses, com as bochechinhas gorduchas rosadas pelo frio e de cabelos tão dourados quanto o trigo, andava pelo meio da plantação, olhando os pequenos insetos que por ali ficavam. Eventualmente tropeçava em um ou outro buraco.

- Bom dia, senhor Espantalho!- disse ela contente para o velho, murcho e esfarrapado espantalho que ela tanto insistira para a mãe costurar. – Você nunca me responde não é mesmo?

O espantalho permaneceu imóvel, na sua quietude de farrapos e migalhas.

- Hum, vou andar mais um pouco. Ainda não fui falar bom dia ao senhor Coelho.

Além da plantação, por de trás da cerca e das moitas, um par de olhos azuis muito intensos observava cada passo da menina. Ela sempre fugia dele, talvez fosse pelo seu cheiro rançoso ou por sua aparência desgrenhada, ou pelos dois.

A menina por sua vez chegara à outra moita onde embaixo se escondia um coelho não tão grande nem tão pequeno. Era branco, salpicado de manchas pretas. Os olhos aguados olhavam a menina. Acostumado com a sua presença, não fugira quando a garota se ajoelhara para olhar em baixo da moita.

- Bom dia senhor Coelho! Vê como os trigos estão grandes e bonitos? Logo estarão prontos para a colheita e vovó fará pães e bolos. Trarei-te como sempre é só não sair daí. Até logo senhor Coelho!

A menina levantou-se, limpando a saia e joelhos sujos de terra. Já ia partindo quando uma voz atrás de si disse:

Cavaleiros do Apocalipse


Os Quatro Cavaleiros são personagens descritos na terceira visão profética do Apóstolo João no livro bíblico de Revelação ou Apocalipse. Os quatro cavaleiros do apocalipse são Peste, Guerra, Fome e Morte.

Após contemplar toda a estrutura da organização celestial de Deus, João vê em sua mão direita um rolo (manuscrito enrolado em formato cilíndrico) com sete selos. Em seguida Jesus Cristo (descrito como o Leão da tribo de Juda, a raiz de Davi, um cordeiro em pé, como se tivesse sido morto) tira o rolo da mão direita do sentado no trono. Esses cavaleiros começam sua cavalgadura por ocasião da abertura do primeiro desses sete selos e a cada selo aberto um cavaleiro aparece no total de quatro. Há interpretações que associam esses eventos com os descritos nas visões do profeta Daniel que se iniciam no final das 70 semanas e cavalgam até a Grande tribulação findando no Armagedom.

GREYS


Os Greys são os seres extraterrestres mais comumente flagrados e os responsáveis pela maior parte das abduções humanas e mutilação de gado. Não devem ser confundidos com os Reptilianos, pois diferentemente dos Greys, estes são muito provavelmente seres intraterrenos (da Terra, de dentro da Terra). Segundo a Ufologia, greys ou grays são seres extraterrestres que possuem como características principais baixa estatura (algo como 1,30 metro), cor da pele variando entre acinzentada a amendoada, olhos grandes e negros, boca fina e narinas mínimas, corpo desproporcionalmente pequeno e raquítico com relação ao tamanho da cabeça e mãos como garras com três ou quatro dedos. Os Greys seriam oriundos  do quarto planeta do segundo sol do sistema estelar binário conhecido como Reticulus Romboidalis ou Zeta Reticuli (Estrela de Bernard), localizado na vizinhança de Orion.