sábado, 7 de setembro de 2013

Chesu no Kira - O assassino do xadrez


O que vocês lerão a seguir até hoje tem sido um mistério. Ocorreu na cidade de Chichibu, Saitama – Japão, onde assassinatos misteriosos assustaram a população. O caso foi estudado e mais tarde foi arquivado por não encontrarem o possível culpado. O detetive encarregado deste caso criou um relatório que, de alguma forma, vazou e se tornou esta creepypasta que vocês poderão ler agora.

14/06/1986. Primeira Vítima: KIYOKO TSUKI, 22 anos.

O corpo de Kiyko Tsuki foi encontrado nas proximidades da região florestada de Chichibu. De dia essa região é ocupada por crianças que ali brincam, soltam sua pipas e se divertem. Hajime Isao e Yoneko Miya estavam preparando o piquenique numa manhã de sábado enquanto seus filhos Mamoru e Soichiro brincavam pelos arredores do parque, até que as duas crianças voltaram correndo gritando e chorando, assustados. Os pais das crianças foram averiguar o motivo pela qual seus filhos estavam assustados e foi aí que encontraram o corpo. A policia foi chamada ao local.

O corpo da jovem estava no chão, com os braços entrelaçados formando um X e as pernas também cruzadas, em sua mão havia um objeto, era uma peça de Xadrez, uma Torre Preta. Depois de feita a autópsia foi constatada que a causa da morte foi asfixia.

Mais tarde no mesmo dia em que foi encontrado o corpo da jovem, a policia registrou uma ocorrência. Uma garota de 20 anos que alegou ter sido sequestrada e feita refém por um homem mascarado. Segundo ela, ele a abordou enquanto voltava para casa do trabalho, próximo às 22:00hrs fazendo com que a mesma perdesse a consciência. A garota ainda alega que foi mantida refém por toda a noite, junto à uma outra garota enquanto o Mascarado fazia diversas perguntas.

Após questionada  sobre como ela saiu de lá, ela afirma que o Homem a desacordou com algum tipo de  clorofórmio. Quando acordou, estava próxima a região florestada, a única coisa que tinha em mão era uma Torre Branca. A garota reconheceu o corpo como o da garota que estava ao seu lado no local em que fora mantida refém.

18/06/1986. Segunda Vitima: RYOTARO SATORU, 38 anos.

Ryotaro Satoru foi encontrado morto nas proximidades da escola Ogurasawa por trabalhadores que se dirigiam às minas de exploração Nitchitsu. Satoru também trabalhava nas minas de Nitchitsu, os trabalhadores o reconheceram e chamaram a policia. Satoru estava deitado no chão, seus braços e pernas cruzados assim como os da primeira vitima, em sua mão havia uma peça de Xadrez, um Peão Preto.

Após feito a autopsia foi constatado que o trabalhador faleceu por afogamento.

Na mesma manhã em que o corpo foi encontrado a policia recebeu um chamado de um trabalhador que afirmava ter sido sequestrado junto com seu amigo na noite anterior. Ele foi levado para a delegacia e interrogado. O trabalhador conta que, na volta do trabalho às 23:00hrs, ele e seu amigo estavam caminhando de volta para casa quando um homem mascarado apareceu e, apontando uma arma, mandou os dois se afastarem, um por um os deixou inconscientes.

Segundo o trabalhador, durante horas da madrugada eles foram interrogados por este homem mascarado e, depois de tantas perguntas, ele se voltou para o rapaz e mais uma vez o deixou inconsciente. O rapaz afirma que quando acordou estava nas proximidades da estrada que leva para a mina de Nitchitsu e, em sua mão havia um Peão Branco.

Quando questionado sobre as tais perguntas que o Homem os fez, ele nos respondeu: "Foram perguntas sobre quantos filhos eu tinha, quais eram seus nomes, se eu acreditava em Deus, se eu ia a igreja, se eu amava minha mulher e filhos, se eu era feliz, um pouco de perguntas sobre minha infância, e o que eu esperava do meu futuro".

Exatamente o mesmo que a mulher do primeiro caso nos disse.

22/06/1986 Terceira Vítima: TAKAO SUSUMU, 27 anos.

Mais um corpo foi encontrado. Desta vez dentro de uma das minas de Nitchitsu, pelo segurança. Diferente dos outros, este homem estava totalmente nu, com os braços e pernas cruzados e, em sua mão, novamente, uma peça de Xadrez, um Cavalo Preto. Susumu não trabalhava ali nas minas de Nitchitsu, ele era segurança de um mercado mais ao centro de Chichibu.

Não há testemunhas e, ao contrário das outras vítimas, desta vez não houve mais uma pessoa refém.

Os detetives e policiais estão trabalhando neste caso sem descanso, mas ainda não tivemos nenhum resultado, nada que pudesse nos guiar para um possível suspeito, nada que ligasse as vítimas a não ser o fato de todas os corpos serem encontrados num intervalo de 4 dias e todos próximos à Nitchitsu, o que não é tão surpreendente pois Chichibu não é uma cidade tão grande.

Feita a autópsia no corpo, constatou-se que a vítima faleceu de hipotermia.

26/06/1986 BOLETIM DE OCORRÊNCIA

Nesta manhã foi registrado um Boletim de Ocorrência sobre um sequestro. Nayami Fumiko de 26 anos foi abordada na noite de 24/06 enquanto voltava a pé do trabalho para casa, nas proximidades da região florestada de Chichibu.

Segundo a vitima, um homem mascarado a abordou com uma faca pelas costas, pediu para que não fizesse barulho e, após dito isso, ele colocou algo em seu rosto que a fez desmaiar.

Segundo relatos da vitima, ao recobrar a consciência,  ela estava amarrada à uma cadeira e com um pano sobre o rosto, vedando sua visão. Ela podia apenas ouvir uma voz masculina que a fizera diversas perguntas, as mesmas que todas as outras vitimas. Após todo o questionário, mais uma vez, o Homem a desacordou.

Quando Fumiko recobrou a consciência, estava próxima ao seu local de trabalho, entre as árvores próxima a estrada. Pendurado em seu pescoço estava um colar com uma peça de Xadrez, um Cavalo Branco.

Uma frota inteira fora mandada para verificar a região próxima de onde a vitima acordou mas nenhuma pista fora encontrada.

30/06/1986 Quarta e Quinta Vítimas: HANAKO JUNKO e MAYUMI YURI, 23 e 30 anos.

Mais vitimas foram encontradas esta manhã. Hanako e Mayumi foram encontradas na estrada principal da cidade, cada corpo de um lado da rodovia, os dois corpos com os braços, desta vez abertos, e pernas juntas formando uma cruz. Na mão esquerda de Hanako estava um Bispo Preto, e na mão direita de Mayumi havia uma Rainha Preta.

Após a autópsia, constatou-se que as duas vítimas morreram, assim como a primeira vítima, por asfixia.

Todo o centro policial e investigativo estava frustrado, esse assassino estava brincando com nossa cara. Mais uma vez, não tivemos nenhuma pista, nenhuma testemunha, nada.

Naquela mesma manhã, na delegacia, uma senhora apareceu e disse ter tido sua pequena filha levada por um homem misterioso. Segundo a mãe, a criança estava brincando na varanda de casa e ela na sala, mexendo com seus tricôs, quando ouviu um curto grito da garota. Ela foi até a janela e pôde ver à distância um homem correndo com a garota nos braços. Ela correu atrás do homem, pode ver ele entrando em um carro e sumindo de vista.

O carro foi encontrado esta tarde próximo a escola de Ogurasawa, a garota estava dentro do carro, desacordada, sem ferimento algum, pendurado em seu punho esquerdo uma pulseira com um Bispo Branco e em seu punho direito uma Rainha Branca.

Durante os 3 dias seguintes a tropa policial e investigativa inteira se mobilizou para encontrar qualquer pista que levasse ao assassino. Novamente, nada foi encontrado.

04/07/1986 O REI BRANCO

Todos esperávamos por uma nova vítima, mas não foi o que aconteceu. A manhã de sexta foi eufórica. Um jovem rapaz foi encontrado desacordado próximo a um posto de combustível localizado nas proximidades da estrada que leva para as minas de Nitchitsu. O rapaz encontrado foi levado ao Hospital mais próximo. Antes de chegar ao hospital o garoto recobrou a consciência. Após explicar aos médicos o que havia acontecido a polícia foi chamada.

O garoto havia sido sequestrado na noite anterior enquanto voltava sozinho de uma festa que participou na casa de amigos. Segundo ele, estava voltando de bicicleta quando avistou um homem cambaleando na estrada e resolveu parar para ajudar o homem que aparentava estar bêbado. Segundo ele, quando desceu da bicicleta para ajudar o homem, ele o agarrou, tudo o que o garoto pode ver foi uma máscara branca com um sorriso longo e negro, após isso ele desmaiou.

Quando acordou, percebeu estar com uma venda e amarrado em uma cadeira. Tudo o que podia ouvir era a voz do Homem lhe fazendo perguntas. As mesmas que fez para todas as outras vitimas.

Apos responder todas, mais uma vez ele foi desacordado pelo Homem, somente recobrando a consciência quando estava a caminho do hospital.

"Veja Senhor policial, isso estava em meu pescoço quando acordei...".

Um Rei Branco.

Novamente todo o esquadrão de policiais e detetives foram a procura de pistas, todos imaginaram que, como havia um Rei Branco, o Rei Preto seria detentor de um cadáver.

Dias de procura e nada, nenhum relato de desaparecimento, nada.

A partir do dia 04/07/1986 não ouve mais nenhum assassinato do qual semelhante à séries de mortes que ocorreram desde o dia 14/06/1986.

Após um ano, em 12/08/1987 o caso foi arquivado por tempo indeterminado.

Os misteriosos assassinatos que ocorreram naquela cidade gerou diversos boatos, diversas pessoas apareceram alegando ser o Assassino, que fora chamado pelas pessoas da cidade de: Chesu no Kira (Assassino do Xadrez), mas nenhum deles era realmente o Assassino.

Até então o assassino não foi encontrado, muito menos pistas sobre o mesmo. Nada.

Esse caso foi tão perturbante que resultou em diversos homicídios similares e em diversos lugares do mundo. O governo então resolveu ocultar o caso e, depois de anos, tudo o que restou foram apenas rumores.

Um dos casos semelhantes que mais marcaram ocorreu na Russia, em 2006. Um homem chamado Alexander Pichushkin foi preso e condenado por assassinar 48 pessoas, ele também ficou conhecido como "O Assassino do Xadrez".

Por: 6rou Sakigami
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3 comentários:

  1. Esse caso me lembrou do Caso Alice, no qual eram encontradas com os cadáveres cartas de baralho. O assassino tb nunca foi encontrado.

    E sobre o rei preto, acho que era o proprio assassino, que teria se suicidado depois da "partida de xadrez".

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  2. Se é uma partida de xadrez, o jogo acaba quando um dos reis é tirado, talvez pela simples concordância de que havia vencido, ele manteve consigo a peça de xadrez que faltava.

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  3. Se pudermos supor que um assassinato tenha sua solução baseada em fatores como ambiente, horários, motivação e, principalmente, pistas e indícios deixados para trás, então supomos que um que tenha bastantes indícios seja mais passível de resolver.

    Entretanto, esses que você mostrou são completamente uma antítese em si. Tanto no que se basear, e nem uma única fagulha de resolução. Fantástico, não conhecia os casos e fiquei pasmo por ler.

    Agradeço, como sempre, pelas postagens bem feitas, pertinentes e muito bem escritas que você faz aqui. Grande abraço e boa semana. 8)

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