sexta-feira, 14 de junho de 2013

A Cripta dos Vampiros – Parte 08

Já conhecemos um pouco mais de sua Organização
Agora, vejamos os cargos dentro dela.


Organização Interna

Dentro da Organização estão, geralmente, os Vampiros mais poderosos. Desde que a Organização foi criada, seus membros receberam funções dentro delas e, nas reuniões, os mesmos são convocados para discutir relações e tomar decisões importantes. Um exemplo disso é o filme Blade, onde se vê claramente uma dessas reuniões em andamento, onde um membro de cada linhagem se faz presente. Vamos ver, a seguir, as funções dentro da Organização:

O Círculo Interno

São os responsáveis por toda a seita, criando e derrubando Justicars (ver adiante) com a mesma serenidade. Eles se reúnem uma vez a cada 13 anos, os mais velhos Anciões Vampiros da Organização se encontram para discutir os rumos da seita e seus interesses atuais. Muitos poucos Vampiros, incluindo os Justicars, sabem o que o Círculo Interno faz na maior parte do tempo. Muitos acreditam que eles mantêm contato com os Anciões, influindo nas mudanças de base e reunindo informações com seus Justicars a fim de considerar as necessidades de que devem se ocupar durante o encontro seguinte.

Despertar a ira coletiva desse grupo, a infração cometida é tão espetacular quanto a punição. A mais expressiva que pode ser aplicada é colocar o infrator na Lista Vermelha, podendo invocar a força dos Justicars para ajudar na caçada. A sua composição ainda permanece um dos segredos mais bem guardados da Organização, sabe-se apenas que eles são os "primogênitos" de suas linhagens, mas a definição está aberta a discussões.


Acredita-se que a formação do Círculo vem mudando através dos séculos, conforme seus membros alcançam a Morte Final, entram em torpor (veremos mais adiante) ou simplesmente desaparecem.
O sigilo é uma questão de tradição, uma vez que esses membros perceberam ser troféus de grande valor e deixaram de arriscar suas não-vidas.

O Justicar

Esses poderosos Vampiros são nomeados pelo Círculo Interno para serem seus olhos, ouvidos, mãos e, ocasionalmente, os punhos. A nomeação é um processo longo e desgastante onde, muitas vezes, o candidato é ignorado ou manipulado pelo Círculo Interno. Os Justicars desfrutam de um poder imenso sobre a sociedade vampírica e de toda a Organização, com exceção do Círculo Interno. Têm o poder de julgar as questões que envolvem as Tradições, podem convocar um Conclave (eventos políticos importantes e potencialmente perigosos) a qualquer momento, seja para declarar uma decisão ou com intuito de tomar decisões conjuntas sobre a política da seita.

Com o poder que detém, podem fazer com que o Príncipe (ver adiante) seja removido antes de causar muitos danos à população ou dirigir a maré de guerra contra os inimigos da Organização. Respeitados com reverência e temor, nenhum Vampiro ousaria negar a ajudá-los. Conduzem a Organização como colossos e suas sombras são, de fato, bastante extensas. Investindo com o poder de tirar a autoridade de um Príncipe ou destruir toda uma geração de Vampiros, o Justicar é a corte de última instância da Organização. Quando um Justicar chega a uma cidade, já é tarde demais – o caos já tomou conta e é hora de começar a limpeza.

O Arconte

Os lacaios dos Justicars, estabelecidos para atuar em seu nome e trabalhando para alcançar quaisquer que sejam seus propósitos e necessidades. Simplificando, ele é capaz de assegurar que a sua presença seja sentida. Os Arcontes costumam ser escolhidos dentre ou nas fileiras dos "jovens" Anciões da Organização que se demonstraram promissores ou escolherem a sua equipe quando são nomeados. Os Justicars freqüentemente escolhem Arcontes levando em consideração a sua percepção particular em um certo assunto, suas perícias ou sua compreensão da política. O mandato dos Vampiros nomeados para o posto se estende até quando seus patrões desejarem mantê-los.

Os Justicars freqüentemente precisam de vigias e empregados sutis em cidades problemáticas. Os Arcontes não estão tão distantes das não-vidas típicas dos Vampiros como estão seus superiores. A maioria é capaz de se instalar nos negócios da cidade sem atrair muita atenção e ganhar a confiança dos demais.
Sua presença sempre é acompanhada pelo medo, pois ela é tanto um grande poder por si só, como a potencial precursora da atenção fatal de um Justicar.

O Príncipe

É a voz da Organização na cidade em que governa. Em teoria, ele é mais um magistrado ou inspetor do que um governante absoluto, alguém que mantém a paz e faz as leis e capaz de manter a cidade em ordem e protegido de invasões. Se um Príncipe se mostrar incapaz de manter a segurança de uma cidade contra incursões, ele pode ser forçado pelos demais Vampiros a abdicar. Um Príncipe só consegue governar enquanto impõe ordem com eficiência, seus súditos estejam suficientemente assustados e os Anciões o apóiem. Se qualquer um desses fatores desaparecer, seu reinado chegará ao fim.

Os Príncipes desfrutam de uma grande quantidade de poder, como criar progênie livremente, enquanto os outros Vampiros precisam buscar sua permissão para fazê-lo, pode estender o seu poder em quem entra em seu domínio e pode punir seus inimigos ao invocar uma Caçada de Sangue (morte). Muitos Elísios (local neutro para fechamento de acordos) debatem se as vantagens do posto excedem ou não o fardo do emprego, mas a maioria dos Vampiros parece achar que sim, promovendo, em todas as cidades, uma luta interminável pela ascensão ao trono. Dentro do seu domínio, ele detém o poder de vida e morte, ou criação e destruição e usa este poder conforme deseja.

O Senescal

O Príncipe pode governar a cidade, mas é o Senescal que a mantém funcionando noite após noite. Todos que desejam falar com o Príncipe precisam primeiro convencer o Senescal da urgência do assunto: ele é o zelador das chaves que levam à presença do Príncipe. É o escolhido para ser o assistente pessoal do Príncipe e que pode, a qualquer momento, ter que tomar o lugar do príncipe, caso ele deixe a cidade a negócio, abdique ou seja assassinado. O Príncipe tem a autoridade de escolher o seu Senescal, isso caso ele não seja visto como um fraco ou não for apreciado, sendo escolhido, assim, pela Primigênie (ver adiante), já que o nomeado se encontra em uma posição delicada.

O trabalho pode ser completamente ingrato, não apresentando recompensas proporcionais ao tédio e ao perigo. Um Senescal pode ser usado como secretário, informante, Príncipe em exercício, conselheiro, observador, embaixador ou contato com qualquer novo Vampiro que esteja entrando na cidade. Mas vários Senescais já se aproveitaram de sua posição, usando-a para se tornar um dos mais bem informados Vampiros da cidade, ultrapassando até mesmo as Harpias.

A seleção de um Senescal obedece a diversos critérios, variando de Príncipe para Príncipe e Primigênie para Primigênie. Alguns preferem a sociabilidade à confiança, enquanto outros consideram a independência e o bom senso como qualidades ideais. Poucas Primigênies permitem que o Senescal seja da mesma linhagem que o Príncipe, encarando isso como um convite ao desastre na forma de favoritismo. Publicamente servil, mas nunca covarde, ele controla partes da cidade que nem mesmo o seu mestre suspeita.

A Primigênie

A assembléia de Anciões da cidade. Esse conselho funciona como um corpo legislativo de uma cidade, um representante das opiniões das várias linhagens com relação à administração da cidade. A Primigênie pode possuir muito poder, não importa se esse poder lhe é ou não concedido. É o seu apoio que confirma a permanência de um Vampiro como Príncipe ou o sentencia a transformar-se em comida de vermes.
Se desejar, a Primigênie pode depor um Príncipe por meio de sua obstinação ou voto de falta de confiança, ou assegurar-lhe um longo reinado por meio de seu poderoso apoio.

Mas o conselho também pode vir a se tornar o corpo governante de uma cidade enquanto mantém o Príncipe ocupado. Por outro lado, quando um determinado Príncipe é mais poderoso, insano ou despótico, o que a maioria, o conselho atua como testa-de-ferro.

O Secretário

Não é algo oficial dentro da Organização, mas serve para incitar discussões usando quaisquer meios necessários. Isso inclui completar um discurso com informações que o Primógeno esqueceu inadvertidamente, calar os Vampiros mais extrovertidos para dar uma chance aos mais quietos, insultar para obter a verdadeira opinião ou lançar desafios excitantes. Os Secretários também podem assessorar membros mais reclusos que, por motivos próprios, não podem ou não querem comparecer aos encontros da Organização.

Em algumas cidades, o Secretário é visto como vice de um Primógeno, com autoridade de participar dos encontros da Primigênie se o seu mestre estiver ausente ou permanecer ao seu lado durante os encontros.
Um Secretário bastante observador pode valer seu peso em ouro quando se trata de interpretar o significado por trás da objeção imprópria de um Primógeno. Mas um Secretário que começa a brilhar mais do que o seu patrão provavelmente será substituído. Às vezes, a nomeação para Secretário pode não ser uma recompensa, mas um aviso.

A Harpia

São as traficantes de fofocas, moinho de rumores e fonte de status. Juntamente com um bando de outras, a Harpia observa de dentro do Elísio, pronta para conferir felicidade ou uma malícia venenosa com apenas uma palavra. Elas são as palavras que chegam aos ouvidos errados, aquelas pessoas que podem tornar a sua não-vida miserável só porque usou uma gravata feia ou retrucar um insulto. Uma pessoa que se encontra na lista dos alvos das Harpias freqüentemente acaba sendo banida de todas as principais reuniões sociais. Descortesia, grosseria, falar fora de hora, demonstrar desrespeito ou estupidez descarada, tudo isso pode transformar um Vampiro o centro de atenção das Harpias.

As Harpias raramente são nomeadas. Aquelas que dispõe das habilidades sociais necessárias fizeram parte da elite social durante toda a vida, tendo atuado como fofoqueiras famosas, diletantes e socialites.
Todos cortejam o seu favor, principalmente aquelas que as desprezam. Harpias podem ser Vampiros ou Vampiras.

O Zelador do Elísio

É o responsável por tudo que acontece nas quatro paredes de um Elísio durante seu turno. Ele tem o direito de cancelar um evento a qualquer hora, até minutos antes de ele começar, alegando que ele ameace a segurança do Elísio ou da Máscara. O trabalho vem com grandes responsabilidades e poucas recompensas. Embora o cargo seja uma posição de prestígio e acarrete o acúmulo de muitos status e reconhecimento, ele coloca o Vampiro sob uma mira quase tão intensa quanto à do Príncipe. Como o cargo exige uma grande interação com os mortais (humanos), os Vampiros com aparência negativa nunca são considerados para ao trabalho, a não ser que tenha alguma forma de disfarçar.

Todas as noites, o Zelador precisa se assegurar de que o Elísio está de acordo com as regras importantes referentes às Tradições estabelecidas e à Máscara. Se houver um incidente que atraia a atenção dos mortais, o Zelador tem que fazer a limpeza, podendo usar quaisquer recursos necessários para fazê-lo.
Confiar muito nesses recursos, no entanto, é uma forma eficaz de atrair a ira do Príncipe, os melhores Zeladores são sempre aqueles que chamam menos atenção.

O Xerife

O pior pesadelo de qualquer desordeiro e melhor amigo da Primigênie. É o responsável pela manutenção das leis de uma cidade, cumprindo seu trabalho com pulso firme dentro de uma luva de veludo bastante usada. Nas noites de hoje, os desordeiros só entendem uma coisa: a força bruta.
Atua como um "executor" do Príncipe, realizando trabalhos que abrangem desde levar os ofensores à corte, até marcar ordem nas ruas e, ocasionalmente, expulsar encrenqueiros do Elísio.
Durante uma guerra, o Xerife normalmente é chamado para atuar como comandante das forças, conduzindo ataques e coordenando o bélico da luta.
Um dos maiores deveres do posto é ficar atento às infrações da Máscara, demonstrando juntamente inteligência além de força muscular. A nomeação no geral exige a aprovação de um Príncipe.

O Algoz

Alguns Príncipes concedem ao Algoz o direito da destruição para agilizar o processo de purgação, outros exigem que eles levem suas "capturas" noturnas para serem julgadas num Elísio.
Mas nem todos os Príncipes fazem uso do Algoz por considerarem o posto perigoso e desnecessário. Muitos Xerifes vêem o Algoz como uma ameaça ao seu poder, como alguém que tomará conta dos problemas que ocupam um termo importante que deveria ser gasto em um número interminável de outros assuntos, como incursões de Vampiros desordeiros ou caçadores persistentes.
Muitos poucos membros se sentem à vontade quando estão perto do Algoz local, sendo que até mesmo os Príncipes mantêm seus exterminadores contratados à distância, fazendo-os se tornarem amargos e isolados e trocando os Elísios por noites de trabalhos. Sempre acompanhado de reforços, têm a autorização do Príncipe para impor algumas das Tradições de forma letal.
Odiado ou temido por aqueles que têm algo a esconder (como ele mesmo), o Algoz é um dos mais desprezados Vampiros da cidade. O fato de ele amar o seu trabalho é, portanto, um conforto muito grande para ele.

Continua...

Walacionil  Wosch

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