
Acreditava-se que possuíam vários poderes sobrenaturais, entre eles a capacidade de mudar de forma, ventriloquismo, teletransporte e a habilidade singular de penetrar no sonho dos mortais. O Tengu é um guerreiro habilidoso, mas sua principal diversão é causar desordem. Eles gostam de pregar peças em sacerdotes budistas que incorrem no pecado do orgulho, as autoridades que usam seu poder ou sabedoria para adquirir fama e os samurais que se tornavam arrogantes. Algumas fontes consideram que pessoas que apresentavam esse tipo de mau comportamento é que se tornavam Tengu, ao reencarnar. Os Tengu antipatizam com aqueles que contrariam as leis do Dharma (o que está estabelecido, lei, dever, direito).
Eram desenhados de duas formas diferentes:
- Karasu tengu (烏天狗): com o corpo humanóide e cabeça de corvo.
- Konoha tengu (木の葉天狗): com feições humanas, dotados de asas e longos narizes. Os konoha tengu eram representados às vezes carregando uma pena. Máscaras representando seus rostos eram muito usadas em festivais.
Um Tengu fala sem mover os lábios ou o bico, pois ele se comunica mentalmente (telepatia). Pode acontecer que um Tengu seja derrotado por uma força espiritual superior ou pela força, coragem e força mental superior de um humano. Quando derrotado ele se transforma num pássaro ferido preto. Se um Tengu durante sua existência fizer muitas coisas boas pode reencarnar na próxima existência como ser humano.
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Sojobo |
O papel dos tengu foi mudando drasticamente ao longo do tempo. Em algumas épocas eram tidos como ladrões de crianças, enquanto no período Edo orava-se aos Tengu para que ajudassem a encontrar crianças perdidas. Foram considerados também guardiões de templos. Ainda durante o período edo, os Tengu eram o tema de várias pinturas no estilo ukiyo-e, nas quais seus longos narizes recebiam uma conotação ora cômica, ora sexual.
Curiosidade:

Conta a lenda que os Ninjas descendem do Tengu, pássaro de bico comprido que habitava as montanhas e era considerado demônio pela mitologia japonesa. Mas a história dos Ninjas começa mesmo na China, em 500 a.C., com o livro A Arte da Guerra, do filósofo e general Sun Tzu. No livro, ele reuniu estratégias de lutas e defendeu a idéia de que um estrategista habilidoso pode vencer o inimigo sem precisar confrontá-lo.
Fontes: Wiki e http://shinobistore.com
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