Vampirismo Clínico (+16)

Por conta de alguns detalhes que podem ser considerados perturbadores para uma audiência. Este post não é recomendado para menores de 16 anos.

Vampirismo Clínico

INTRODUÇÃO

Comportamentos vampíricos raramente são vistos clinicamente e menos de 100 casos foram relatados na literatura mundial até o momento. Normalmente é feita uma distinção se o paciente bebe seu próprio sangue ou o sangue de outras pessoas. Uma revisão da literatura científica descobriu que, desde o final do século 19, os médicos identificaram menos de 70 pacientes com comportamentos vampiristas clinicamente significativos.

O vampirismo clínico é tão incomum que não existe consenso na literatura que defina o termo. Bourguignon definiu amplamente o vampirismo clínico para incluir qualquer ato violento ou sexual realizado em uma pessoa morta ou moribunda, incluindo necrofilia, canibalismo e necrosadismo.

Hemphill et al sentiram que o vampirismo é um raro transtorno compulsivo com uma necessidade irresistível de ingerir sangue, que era um ritual necessário para trazer alívio mental. Eles definiram vampirismo apenas para incluir uma compulsão por tomar sangue, um interesse anormal pela morte e uma identidade mal formada. Eles chamaram isso de “tríade do vampirismo”. 

Vandenbergh et al definiram vampirismo como “o ato de tirar sangue de um objeto” (geralmente um objeto de amor) e receber a excitação sexual e o prazer resultantes.Eles sentiram que chupar ou beber sangue era “uma parte importante do ato, mas não essencial”. Também houve um relato de um “vampiro psíquico” que consome a energia de outras pessoas ao invés de seu sangue ou outros fluidos corporais.

Em 1984, Prins sugeriu um sistema de classificação de vampirismo clínico com quatro categorias principais: 

Ubume

姑獲鳥 (Mulher no final da gravidez) ou 産女 (mulher dando à luz)

A ubume é encontrada em várias formas em todo o Japão e em coleções de histórias de fantasmas, textos religiosos e outros documentos. Embora os detalhes variem, ela é mais comumente considerada como a encarnação de uma mulher que morreu durante o parto.

Ubume
Ela aparece em uma encruzilhada ou em uma ponte quando cai a noite, seu corpo inferior coberto de sangue, chorando e berçando seu bebê em seus braços. Ela pede a um transeunte masculino para segurar o bebê, e então ela vai embora. Em seus braços, o bebê vai ficando cada vez mais pesado até que o homem não consegue se mover por medo de deixá-lo cair. (Em algumas versões, o bebê se transforma em uma pedra). 

As narrativas de Ubume têm muitos resultados diferentes e nem sempre está claro o que acontece com o bebê ou a mulher; mas, pelo menos em uma série de lendas, o homem é recompensado por seus esforços com grande força física, uma característica que ele passa para seus descendentes

Narrativas e crenças relacionadas a Ubume variam significativamente de região para região, assim como o nome específico associado a ela. Na província de Shiga, por exemplo, existe um ubume-tori, e na ilha Sado, na província de Niigata, existe um ubu.