sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Círculos da Namíbia

Nos campos de planície do sul da África, surgem esses milhares de círculos. A população local, sem saber como explicar aquilo, os chamou de “círculos de fadas”. Eles variam entre 2 metros a 15 metros de diâmetro, e ocorrem em meio a vegetação gramínea, especificamente na Namíbia. Mas eles também aparecem em Angola e na África do Sul.


Os círculos são encontrados em uma faixa de cerca de 160 km, que se estende para o sul de Angola por cerca de 2.400 km. Essas curiosas e intrigantes marcas, aparecem sempre na mesma região, localizada em um trecho remoto e inóspito da Terra que está a mais de cem quilômetros da vila mais próxima. Os círculos têm sido estudados desde que foram relatados em 1971, mas até agora, não há provas conclusivas de sua causa.



De acordo com alguns dos moradores, os círculos são causados por um dragão, que vive abaixo da crosta terrestre cujo hálito ardente sobe em bolhas à superfície, queimando a vegetação em círculos quase perfeitos. Alguns dizem se tratar de marcas de outro planeta, feita por ovinis. Outros postularam que o fenômeno é causado por formigas, cupins, solo radioativo ou toxinas secretadas pela Damara euphorbia, uma planta endêmica venenosa. Certeza do que é, ninguém tem...




Recentemente, através de uma nova pesquisa, o professor de Biologia alemão Norbert Juergens, da Universidade de Hamburgo, sugeriu que o fenômeno intrigante seria na verdade o resultado de uma engenharia sofisticada feita com areia pelo cupim Psammotermes allocerus.

Os cupins de areia foram encontrados em 80 a 100% dos círculos, e em 100% dos círculos recém surgidos, eles foram o único dos insetos vivos achados dentro. Segundo o pesquisador, os cupins criam os círculos de fadas ao consumir a vegetação ao redor. Eles então escavam o solo para criar o anel. Olha a genialidade do bicho: O círculo estéril permite que a água infiltre-se através do solo arenoso e se acumulam no subsolo, permitindo que o solo permaneça úmido mesmo sob as condições mais secas. A grama cresce sobre as bordas do círculo devido à água subterrânea ali armazenada, e à medida em que o cupim vai se alimentando, isso aumenta o tamanho do círculo. Devido a este comportamento, o cupim de areia africano cultiva não apenas as suas próprias fontes de alimentos, como também tem um engenhoso método de obter a água, criando um ecossistema local, de uma forma de interferência natural como a do castor.


Walter R. Tschinkel, biólogo da Universidade Estadual da Flórida, que também pesquisou os círculos de fadas, contestou as conclusões de Juergens dizendo que Juergens “Cometeu o erro científico comum de correlação confusa (mesmo sendo muito forte a correlação) do efeito com a causa.” Anteriormente, Tschinkel tinha procurado cupins no local, mas sem sucesso.

Juergens respondeu dizendo que Dr. Tschinkel estava “procurando os cupins errados”. Os Cupins de areia são diferentes de cupins comuns e vivem nas profundezas do círculo. Eles não criam montículos ou ninhos acima do chão e movem-se de tal forma a não deixar pistas na areia.

O debate já está em curso há algum tempo sobre a causa da formação dos círculos, e é provável que vá se chegar definitivamente ao culpado no futuro. O povo Himba, no entanto, se mantém despreocupado. Para eles, não há nada a explicar: os círculos são as “pegadas dos deuses.”

Fonte: http://www.mundogump.com.br/

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