quarta-feira, 29 de abril de 2015

Armas Biológicas 2.0

Há um poste que fala sobre algumas armas biológicas, mas decidi colocar algumas outras que não foram citada. Clique aqui para ler o post original

Fases de uma Pandemia

As fases foram definidas em 1999 e revisto em 2005 pela Organização Mundial da Saúde, em um plano de preparação para uma pandemia de vírus influenza. O objetivo deste planejamento é que as autoridades sanitárias de todos os países do mundo tenham uma diretriz que possa ser seguida de forma coordenada, orientada e planejada em casos como este que estamos vivendo agora com a “gripe suína”.


As recomendações deste plano, abrangem cinco aspectos de preparação: planejamento e coordenação, acompanhamento da situação e contenção da infecção, resposta dos sistemas de saúde e comunicações. As fases consistem em 6 NÍVEIS.

Fases de 1 a 3: As infecções são predominantemente em animais, aqui temos poucas infecções humanas

[1]: Não há registros de nenhum vírus de gripe animal circulando entre animais que cause infecções nesses animais.
[2]: Sabe-se que um vírus de gripe animal causou infecções em humanos , e por causa disso, tornou uma ameaça pandêmica.
[3]: Um vírus animal causa casos esporáticos ou casos em um pequeno grupo de pessoas, mas não há transmissão entre humanos

FASE 4: Ocorre transmissões significativas de pessoa a pessoa

[4]: As transmissões de Vírus animal são capazes de provocar surtos em comunidades. A capacidade de causar surtos em comunidades marca um aumento significativo no risco de uma pandemia.

FASES DE 5 A 6: Infecção humano em larga escala

[5]: O mesmo vírus causa surtos significativos em comunidades de dois ou mais países em uma mesma região. É o que está contecendo agora: Estados Unidos e México estão com diversos casos da gripe suína. Enquanto na maioria dos países não será afetada por este nível, a declaração da fase 5 é um forte sinal de que uma pandemia é iminente e que o tempo para organizar a estratégia de controle pelos órgãos competentes é muito curto.
[6]: O vírus causa surtos significativos em comunidades em mais de uma região. A designação desta fase indicará que uma pandemia global está a caminho.

PÓS-AUGE: Os níveis começam a cair, mas os países precisam estar preparados para a repetição de eventos (uma segunda fase)
PÓS-PANDEMIA: Os registros da doença se limitam aos níveis sazonais..


Tuberculose




A tuberculose é causada por uma bactéria chamada Mycobacterium tuberculosis. As bactérias geralmente atacam os pulmões, mas a bactéria da tuberculose pode atacar qualquer parte do corpo, tais como os rins, a coluna vertebral, e o cérebro. Se não tratada adequadamente, a doença pode ser fatal.

TB é transmitida através do ar de uma pessoa para outra. As bactérias da tuberculose são expelidas no ar quando uma pessoa com a doença nos pulmões ou na garganta tosse, espirra, fala e canta. Pessoas próximas podem respirar e acabar sendo infectadas

A Coreia do Norte é suspeita de produção da tuberculose, possívelmente para uma futura guerra biológica

Cólera


A cólera é uma doença aguda, diarréica causada pela bactéria Vibrio cholerae. Estima-se que ocorra 3,5 milhões de casos e mais de 100.000 mortes a cada ano em todo o mundo. A infecção geralmente é moderada ou sem sintomas, mas às vezes pode ser grave. Cerca de uma em cada 10 pessoas infectadas terão a forma grave, caracterizada por diarréia aquosa profusa, vômitos e cãibras nas pernas. Nestas pessoas, a rápida perda de líquidos do corpo leva à desidratação e choque. Sem tratamento, a morte pode ocorrer em questão de horas.

Brusone

Um fungo que destrói lavouras de arroz, foi testado em campos japoneses pelo governo dos Estados Unidos em 1960. O arroz sendo um alimento básico e essencial para milhões de pessoas, o fungo poderia causar uma fome em massa.

Algumas estirpes do fungo podem infectar gramíneas domesticadas como a cevada, trigo, centeio, mexoeira e relvados, além do arroz. Assim, mesmo quando as colheitas são queimadas para destruir a infecção fúngica, ervas daninhas podem funcionar como reservatórios da doença. A doença pode ter nomes diferentes consoante a cultura infectada: brusone do arroz, brusone do trigo, brusone do centeio e assim por diante.

Peste Bovina ou Febre Aftosa

A peste bovina é causada por uma infecção viral que afeta búfalos domésticos, também pode afetar grandes antílopes e veados, girafas, gnus e javalis.

Tal como os patógenos que matam pessoas, os que atacam animais e plantações podem ter efeitos igualmente devastadores. A peste bovina, supostamente erradicada em 2011, chegou a matar 100% dos animais doentes que nunca tinham sido expostos ao vírus.

A aftosa, causada por um vírus do gênero Aphthovirus, permanece ativa. Ela provoca lesões nos cascos e na boca, que impedem os animais de se alimentarem e de se movimentarem; alguns morrem de inflamação cardíaca. A aftosa pode ser transmitida pelo contato com equipamentos agrícolas contaminados, veículos, roupas, alimentos e até predadores.

Durante o surto de 2001 no Reino Unido, todos os que viajaram de lá para os Estados Unidos e Europa tiveram que pisar em almofadas antissépticas para descontaminar os sapatos; as importações de carne da Grã-Bretanha para a União Europeia foram suspensas. Milhões de animais foram abatidos, causando prejuízos de bilhões de dólares.

Cerca de 40 países guardam a doença, que pode erradicar rebanhos em até 10 dias. Surtos contribuem para a fome humanda e possívelmente contribuiu para a queda do império romano.

Tularemia

A tularemia é uma doença infecciosa provocada pela bactéria Francisella tularensis. É muito estável no ambiente e seus principais hospedeiros são lebres, ratos e esquilos. A transmissão ocorre através do contato com animais ou através de alimentos e água contaminados, sendo altamente contagiosa.

Apesar do fato de a taxa de mortalidade de tularemia ser apenas de 5%, considera-se como uma potencial arma biológica, devido à capacidade de causar uma infecção em massa rapidamente: algumas poucas amostras de bactérias da tularemia pulverizadas podem levar à infecção de milhares de pessoas.

Henipavirus
CSIRO ScienceImage 1718 The Hendra Virus.jpg

As henipaviroses são naturalmente abrigadas por morcegos frugíveros e algumas espécies de micromorcegos. A doença é capaz de causar a morte em animais domésticos e seres humanos. Em 2009, sequências de RNA de três novos vírus para henipaviruses foram detectadas no morcego Eidolon helvum, na África.

Algumas epidemias ocorreram também em cavalos na Austrália, que foram infectados por morcegos. Dessas, algumas pessoas foram infectadas por entrarem em contato com os equinos. Em novembro de 2012, uma vacina tornou-se disponível para cavalos, quebrando o ciclo de transmissão dos morcegos para os equinos e impedindo-os de passar para os seres humanos.

Gripe Aviária
Colorized transmission electron micrograph of Avian influenza A H5N1 viruses.jpg

A gripe aviária é causada por uma mutação do vírus Influenza A, transmissor da gripe, o H5N1. Outras variações do vírus, como H7N7, H7N9 e H9N2, também já infectaram humanos

A gripe aviária, também conhecida como gripe do frango, é um tipo de gripe transmitida por aves. Apesar de ser chamada de gripe, ela está longe de ser como o tipo de gripe que estamos acostumados a lidar - do tipo que tomamos um remédio e os sintomas logo desaparecem. A gripe aviária pode causar problemas seríssimos de saúde, podendo levar até mesmo à morte.

A doença surgiu inicialmente em 1997, quando uma epidemia de gripe se alastrou pela população de frangos de Hong Kong e um homem morreu após ser infectado pelo vírus transmissor da doença. Na época, cerca de um milhão e meio de aves foram mortas em Hong Kong para evitar a disseminação da doença. Praticamente todos os frangos de lá foram mortos. Mas, mesmo assim, surgiram novos casos da doença em 2003, na Coreia do Sul, onde também milhões de aves foram sacrificadas. Apesar dos esforços, a doença acometeu alguns criadores de frangos coreanos.

Hoje, a doença já bate na porta de cerca de 36 países ao redor do mundo (principalmente Ásia, África e Europa) e, apesar de só terem ocorrido cerca de 200 casos de gripe aviária em seres humanos, sua taxa de mortalidade é muito alta – mais de metade dos infectados morreram em decorrência da doença. O objetivo atualmente é controlar a incidência da gripe do frango e impedir uma pandemia da doença.

Em 2013 uma estirpe mutante denominada como H7N9, foi encontrada por autoridades chinesas e tinha capacidade de transmitir a doença de pessoa para pessoa. Talvez seja apenas uma questão de tempo até que outra cepa apareça, só que mais mortal...

Vírus Quimera



Durante a Guerra Fria, os soviéticos criaram um programa de armas biológicas de magnitude assustadora. De 1970 a 1992, 60 mil soviéticos estavam envolvidos na pesquisa e testes de armas biológicas.

Após a dissolução da União Soviética, as nações estrangeiras recrutaram os cientistas. Alguns, como Ken Alibek, juntaram-se às empresas privadas dos Estados Unidos e expuseram segredos sobre o programa.

Um dos projetos mais mortais dos soviéticos era uma tentativa de criar o vírus quimera: metade varíola e metade Ebola. Ele poderia se espalhar tão rapidamente quanto a varíola e matar com a força do Ebola.

É desconhecido se os cientistas desertores soviéticos venderam suas pesquisas para as nações que abrigam terroristas, mas, desde aquela época, os cientistas americanos e funcionários do governo se preparam para a possibilidade dessa quimera ser acionada.

Ficou claro que desde daquela época já era possível se criar um vírus deste tipo, imaginem o que eles podem fazer hoje em dia, talvez os EUA e/ou Rússia estejam desenvolvendo vírus mais mortais ainda e em breve irão testa-las.

Não ficou com muito medo? E se eu dissesse que a maioria dos países não estão devidamente preparados para um ataque bioterrorista? E que há vários tipos de vírus em labóratorios que corre risco de escaparem e causarem um surto? Pensem bem nestas possibilidades, vocês já viram aqueles aviões que soltam uma fumacinha? Pode ser um vírus em fase de teste.


Se eu esqueci de alguma arma biológica, comente!


Fonte:Megacurioso

Bio Orbis
Minha Vida
Diario de biologia

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