domingo, 8 de março de 2015

Eu não acredito em papai noel

Eu não acredito em Papai Noel.

Sempre soube que era invenção, coisas que os pais dizem aos seus filhos para se comportarem durante os feriados. No entanto, eu sempre fui grato pelos "presentes duplos" - um dos meus pais, e o outro do "Noel" - e acordava todas as manhãs de Natal com um presente envolto de um papel dourado e prateado ao pé da minha cama com um cartão escrito "Do Papai Noel." Isso continuou até o ensino médio, e com o tempo comecei a sentir que isso era completamente desnecessário, mas continuei brincando. Foi apenas uma maneira dos meus pais me mimarem, já que eu era o único filho deles.

No entanto, tinha que parar, logo tive que ir para a faculdade. O Natal veio enquanto eu era um calouro ocupado na faculdade, mas eu não poderia deixar de querer visitar minha casa antes da estação acabar. Enquanto estava viajando de volta, eu recebi um telefonema dos nossos vizinhos me dizendo para voltar para casa imediatamente. Eu disse a eles que já estava a caminho, mas estava menos alegre e mais ansioso.

Assim que cheguei em casa, larguei minhas malas na neve e passei pelos policiais em minha casa. Lá, em meio aos destroços da sala de estar, estavam os corpos ensanguentados e mutilados dos meus amados pais. Nas paredes, no que parecia ser escrita com sangue, estavam as palavras "Onde ele está?"

Antes que os policiais me afastassem, eu notei um único presente, intocado, envolvido em um papel dourado e prateado, embaixo da árvore de Natal.

Eu não acredito em Papai Noel.

Mas acredito em monstros...

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