terça-feira, 15 de julho de 2014

Gargalhada Sinistra



Nos arredores de Juiz de Fora morava a família Mendonça, uma família rica e famosa na cidade. Jussara, uma estudante de filosofia da U.F.J.F., trabalhava esporadicamente como babá para os Mendonça quando estes iam à alguma comemoração, pois a moça tinha necessidade de cobrir seus gastos.
Certa noite, os Mendonça saíram para um coquetel e seus 03 filhos ficaram dormindo no andar superior da mansão, enquanto Jussara lia um livro na sala.
O silêncio era sepulcral. A noite estava escura, sem lua e muito fria. Jussara estava quase pegando no sono quando, de repente, o telefone toca, como um alarme.
Jussara deu um salto do sofá, jogando seu livro longe. Ela vai correndo ao alcance do telefone e atende com voz rouca. A resposta que ela ouviu foi uma diabólica gargalhada.

– Merda!! Um trote! Como tem gente desocupada! – revoltou-se Jussara.

– Será que foi o Tarcísio? Não, acho que ele não seria capaz. – indagou a moça.

Jussara, mais uma vez quase adormecendo, é acordada com o tocar do telefone. Com receio, ela foi até o telefone, ficou um tempo esperando, mas achou melhor atender, pois poderia ser os Mendonça.
Ledo engano, mais uma vez era aquela voz sinistra a gargalhar. Jussara, inebriada pelo ódio, gritou ao telefone:

– Sua hiena filha de uma égua. Você come merda, fode uma vez por ano e ainda fica rindo da cara dos outros!!

Ainda soltando fogo pelas ventas, Jussara bate o telefone com tanta violência que quase quebra o aparelho. A estudante estava pensativa. A mansão ficava distante do centro e em um lugar muito deserto.
Já com medo, ela decide ligar para a polícia.

– Alô? É do Departamento de Polícia?

– Sim minha filha. É daqui sim. O quê você deseja? – perguntou o tira.

– Tem um engraçadinho me passando um trote e eu estou meio temerosa, pois esta casa fica num lugar meio sinistro. – disse a moça, quase chorando.

O policial pegou todas as informações necessárias e mandou uma rádio-patrulha rondar o local. Jussara se acalmou e foi até a cozinha beber um copo d’água.
De volta na sala de estar, o telefone toca novamente e um frio polar sobe pela espinha de Jussara. Desta vez ela decide em não atender.

– Este cara já esta me enchendo o saco! – pensou Jussara com os seus botões.

Nem 02 minutos depois, o telefone toca de novo.

– Agora eu vou dar um basta nesta situação. – gritou a garota.

– Aqui, ô seu filho da... – ia dizendo Jussara, quando a interrompe uma voz gritando a 100 decibéis pelo telefone.

– Minha filha!! Saia desta casa imediatamente. Aqui e da polícia, nós identificamos a chamada e ela vem daí mesmo, da outra linha. Fuja logo!!

Jussara nem esperou o homem terminar e saiu correndo porta afora.
Mais tarde, a patrulha chega ao local e prende o perturbado mental no segundo andar, no quarto das crianças. O maluco tinha trucidado as 03 crianças e foi encontrado violentando a mais nova, que tinha 03 anos.
Jussara escapou por pouco.
Cada telefonema era uma criança morta e ela seria a próxima.
Mas depois, quem ouviria a próxima gargalhada sinistra?...

Pessoal, aguardo seus comentários........
Grande abraço a todos........

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