terça-feira, 6 de maio de 2014

Contos da Chuva: O Sem face






                Um jovem corajoso decide entrar no domínio de uma lenda urbana, mais especificamente na mansão de Elizabeth ; que foi abandonada a muito tempo, e não a relatos ou registros concretos sobre os seus antigos donos; Esse jovem foi desafiado pelos seus companheiros a entrar nesse mansão decrépita.
                Ao entrar sentiu uma presença estranha, olhou para os lados, porem nada viu, continuo seu caminho cautelosamente e desconfiado. Ao chegar a um corredor escuro, viu que a luz da janela projetava a sombra de algo que não podia ver, desesperado, partiu em disparada no caminho oposto. O jovem não sabia, mas a entidade o seguiu todo o caminho. Ao parar na sala ele observa cuidadosamente o local. Uma sala ampla com alguns moveis e poeira para todo o lado. Não vendo mais nenhuma sombra misteriosa o jovem sentasse em cima da mesa, e continua a observar cautelosamente o ambiente.
                - Mas que droga era aquela? E eu tenho realmente que ficar aqui ate as 12 horas? – O jovem respira fundo. – Eu vou conseguir! Eu tenho que conseguir.
                Já se fazia 10 horas e o jovem estava pendendo de sono, e logo cometeu o maior erro que poderia cometer. O garoto dormiu na mesa que estava. A criatura não perdeu tento, fez de tudo para que ele não acordasse antes de sua hora de ação favorita. Quando o despertador do relógio do garoto tocou as 0 horas tudo se tornou escuro como uma terra de sombras. Assustado, o jovem pula da mesa.
                - Mas que merda está acontecendo aqui?
                O jovem olha pela janela. O escuro azul da noite foi trocado por um branco intenso e sem cor, os brilhos das estrelas tornaram-se escuros, e logo percebeu que toda a luz foi trocada pela escuridão e toda a escuridão, trocada pela luz. Os lugares que deveriam estar escuros estavam claros. Os sentidos do jovem não conseguiam acompanhar. Mas decidiu permanecer no claro, em sua triste definição de luz.
                Um ser sem rosto surge da parte escura. Esse ser era branco, não usava roupas, possuía a forma de um homem, mas sem nenhum pelo ou órgão genital, sua pele era branca como mármore, e seus movimentos eram estranhamente leves. Tão leves que dava um sentimento de falta dentro do jovem. O ser se movia ser fazer barulho ou demonstrar esforço, e onde deveria jazer um rosto, estava fixado em sua direção. Um grande temor consumiu o jovem. O que faria? Obviamente ele não conseguiria fugir de tal ser, sabia disso pois seus extintos gritavam a sua morte. Porem a entidade não era de toda má. Algo bom jazia nela, mas esse bom era suspeito.
                - Não deveria andar no escuro... Algumas vezes existem seres malignos no escuro. – Uma voz firme ecoa pela sala. O jovem correu, mas permaneceu na parte clara.
                Ao chegar ao fim do corredor, a entidade sem face estava lá. Correu de volta, mas a entidade também estava lá. O jovem podia ver apenas a cabeça da criatura e parte de seu tronco, saindo da escuridão. O jovem sem esperanças de ajoelhou e começou a chorar, pedindo por perdão. Mas de que queria ser perdoado? Ele não especificou, porem a entidade entendia perfeitamente aquele sentimento, o desespero de não saber mais distinguir o que é luz e escuridão. Então aquela luz vil, foi se expandindo e o garoto sentiu-se feliz por isso. Parecia que finalmente algo bom iria acontecer, e realmente aconteceria. Ele seria finalmente liberto desse maldito lugar. Então o jovem caiu no sono e acordou com o despertador de seu celular. Eram 7 horas da manha. Ele olhou a sua volta, e tudo estava ao seu normal. Um sorriso de alivio tomou seu rosto. Seguindo o caminho de volta ele ouviu passadas. Ao olhar para trás o sem face estava o observando de uma porta.
                - Não se preocupe, eu não voltarei mais aqui! – O garoto afirmou sorridente. Convencido de que a entidade teria deixado que escapasse. Mas ela realmente permitiu sua fuga desse lugar.
                O jovem estava prestes a passar pela porta, foi quando eu o matei. Finalmente ficou liberto. O jovem garoto não tinha nenhuma habilidade que interessasse o Sem Face. Então deixei que sua alma partisse para a verdadeira realidade. Enfim, sempre tive vontade de narrar alguma coisa, mas como a criatividade não é meu forte, fiquei limitado a narrar algo do meu cotidiano. Ficou bom? Gostaria de escutar um pouco mais? Ou então esta cansado desse lugar? Adoraria ajudá-lo.

 Conhecido como: O sem face.

Personalidade: Excêntrico, animado, intrigado e ambicioso.
Aparência: Branco e alto. Sem rosto, cabelo ou pelos pelo corpo. Não usa roupas, não possui definições de músculos e seus pés não costumam tocar o chão, a não ser em sua dimensão.


Geral: Fruto da magia negra, e sem ligar para o resto do mundo. O sem face é o tipo de entidade neutro-caótica. Caso o ser humano não possua qualquer tipo de habilidades espirituais e não demonstre fraqueza na frente do mesmo, esse será ignorado ou simplesmente observado. Possui a mania de absorver a alma de qualquer humano que tenha uma elevação espiritual um pouco superior, para que assim, possa se tornar um ser completo e perfeito, mas continuar não sendo nada. Antigamente era um humano, porem seu desejo por poder fez com que sua identidade original fosse perdida, e ele adotasse uma forma sem face. Simplesmente não se irrita, porem troca com freqüência a sua concepção de certo e errado, o tornando assim um dos raros e perigosos: neutro-caóticos.

Iaê! Espero que tenham gostado. Comentem a vontade e ate a próxima! ~Quase Sábio Anônimo.

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