segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

"Bebê Máscara"

O pequeno Kang Kang, de um ano e dois meses, ainda não é consciente de que seu rosto está dividido ao nível da boca, enquanto os médicos não conseguem explicar a que se deve sua aparência. O garoto nasceu com uma rara deformação facial que divide seu rosto em duas partes aparentemente superpostas, como se usasse uma máscara.

Sua mãe, Yi Xilian, diz que a gravidez foi normal e após todas os testes lhe asseguraram que o menino não teria problemas. Mas quando a mulher deu a luz em um hospital de Changsha, província de Hunan, não lhe permitiram ver o seu filho.

Após constatar a anomalia no momento do nascimento, os médicos decidiram afastar o pequeno Kang Kang de sua mãe.

"Depois de muita insistência par ver o bebe, meu marido advertiu-me e quando me passaram ele disseram: 'Não fique triste, não fique triste'. Quando vi meu filho desmaiei", disse a mãe.

O doutor Wang Duquan, que acompanha o acaso, explica que só há possíveis causas, mas nenhuma certeza sobre a deformidade do menino: uma infecção durante o desenvolvimento embrionário, algum medicamento tomado pela mãe durante a gravidez... A mãe descartou a ingestão de qualquer medicamento e assegura que só tomou alguns meses antes um remédio para não abortar.

O doutor Wang, por sua vez, considera este caso muito raro, porque "não é um lábio leporino ou paladar afundado, é um afundamento facial". O especialista acha que o menino tem um desenvolvimento cerebral normal e propôs como solução a cirurgia estética.

Só a cirurgia plástica poderá corrigir o problema, mas a família não tem dinheiro, Yi Xilian e o marido trabalhavam juntos em uma fábrica de eletrônicos em Huizhou, no sul da China, mas ela deixou de trabalhar nos últimos meses da gravidez para aguardar o nascimento do bebê. As duas possíveis intervenções custariam em torno de 300.000 a 400.000 yuanes (entre 80 e 100 mil reais) e tratariam de igualar as duas divisões de seu rosto, o músculo profundo e depois tentaria reconstruir os ossos da face, mas adverte que os resultados são imprevisíveis.

Agora, os familiares tentam juntar dinheiro para pagar a cirurgia plástica, apesar dos médicos desconhecerem os resultados da operação. "Não podemos pagar uma quantia tão grande. A criança já está com um ano de idade e não podemos esperar mais", lamenta a mãe.







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