sábado, 14 de setembro de 2013

Insanos Mortos


Seria assim então? Acabou? A vontade de Lzzy era abrir a porta do carro e se jogar. Mas, para onde iria? Não poderia ficar sozinha na estrada a essa hora da noite. Por fim Hiago propôs que ficassem juntos até o local onde seria a festa, faltavam ainda 35 km. Quando chegassem lá Lzzy encontraria seus amigos e voltaria com eles. Era inevitável ela acabou chorando, não queria queria que seu ex-namorado percebe-se, mas, Hiago percebeu ele sempre irritava-se com isso e naquele momento não seria diferente, ele pisou fundo no acelerador.

Vá mais devagar!- pede Lzzy assustada.

Fique quieta!- Hiago irrita-se.- Eu não aguento mais ouvir sua voz!

O ponteiro do velocímetro aumentava a cada instante, Hiago nem sequer tentou diminuir quando chegou na curva, uma clarão interferiu sua visão e o choque frontal contra o outro carro que vinha  na contra-mão arremessou o Stilo prata no ar que saiu da estrada e capotou três vezes. Lzzy pode sentir os estilhaços do vidro do para-brisas perfurando seu rosto e pescoço, suas pernas ergueram-se e se chocaram contra o painel, seus braços e tórax impulsionaram-se para frente e por causa do cinto de segurança seu corpo bateu contra o banco com muita força e Lzzy sentiu-se quebrada. Já Hiago que estava sem cinto na primeira volta foi arremessado para fora…

No outro carro estavam três jovens Clôe, Sebastian e Katty ambos voltavam da festa em que o outro casal estava indo. O veículo deles estava devagar por isso não tombou, e os seus ocupantes tiveram ferimentos leves. O casal Clôe e Sebastian até o outro carro destruído e Katty irmã de Sebastian foi até Hiago que se contorcia no asfalto, ela o ajudou a se levantar, a perna direita dele estava fraturada e seu estado era de choque.

Agora todos estavam em volta do carro que estava de ponta cabeça com as rodas apoiadas em uma árvore e dentro do carro Lzzy agonizava e retorcia os olhos.

Ela vai morrer?- indaga Clôe afogando o rosto no peito de Sebastian.

A revolta tomou conta de todos, porque isso aconteceria com eles? Seria um castigo divino? Estavam tomados pela adrenalina e decidiram que os meninos iriam buscar ajuda, porém, as garotas deveriam ficar perto de Lzzy.

Haviam se passado duas horas e as garotas já estavam preocupadas o sinal de celular falhava antes de completar a ligação, os galhos das árvores começaram a balançar, mas não havia vento, Clôe foi ver o que era e sumiu em meio a escuridão.

Katty segurava uma lanterna no caminho entre a floresta e o carro tombado, um ruído chamou sua atenção ela virou-se e focou a luz no carro, a metade do corpo de Lizzy estava para fora e um homem mastigava a barriga da garota.

O QUE ESTÁ FAZENDO?!- grita Katty apontando a lanterna no rosto do devorador.

Ele grunhiu e correu em sua direção derrubando-a de peito no chão, Katty gritou, o agressor sobre a garota puxava seus cabelos e com unhas compridas arranhava as costas dela, ele crava os dentes em sua nuca e puxa a pelo junto dos cabelos loiros da menina, que chora de dor, a pele se estica e quando arrebenta verte em sangue.

As pressas Clôe volta para a estrada e vê um rastro de sangue que seguia até Katty que estava de costas com a cabeça baixa, Clôe abaixa-se e pega a lanterna o foco ilumina Lzzy que levantava-se devagar.

Não, você deve ficar de repouso está muito ferida- diz Clôe- Katty me ajuda aqui! Katty! Katty? Droga.

Quando Clôe tocou o ombro de Lzzy a coluna dela rompeu-se, sua nuca pendeu para trás e seu corpo ficou na posição de um arco com as costas curvadas para o chão.

Meu Deus!!! - berra a menina com a mão no rosto.

Clôe vai em direção a cabeça de Lzzy para tentar ajudá-la, mas a garota quebrada estava faminta e acabou mordendo o pulso da boa samaritana, ela gritou e quando se deu conta Katty e um senhor velho vinham em sua direção para atacá-la.

Que porra é essa?

Claro que ninguém iria responder, ela derrubou o homem e acertou várias vezes a cabeça dele com a lanterna, Katty tentou mordê-la, mas também foi derrubada. Clôe não queria ferir sua cunhada, então correu até a árvore mais próxima e subiu na mesma. Ela não entendia oque tinha acontecido ali e nem sabia quem era o cara que supostamente tinha acabado de matar, as outras pessoas ali tinham um aspecto sobrenatural, a pele era podre, as veias eram saltadas e os olhos estavam cheios de sangue. Seriam mortos-vivos? Os famosos zumbis?

A única certeza que tinha era que deveria ficar no galho mais alto da árvore até que Sebastian e o desconhecido Hiago voltassem… Se é que voltariam...

Fonte: http://terrorameianoite.tumblr.com/

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