quarta-feira, 3 de julho de 2013

Torturas Medievais – Parte 02

Esmaga-Seios

No Século XV, as bruxas e a magia estavam em evidência. As crenças populares nesse campo eram tão enraizada
s, que foi muito ativo o comércio do “óleo santo”, cinzas, sangue de morcego e similares.
Então, as bruxas e os bruxos passaram a ser considerados “hereges”. O esmaga-seios, aquecido em brasa, fazia parte dos instrumentos empregados contra as bruxas.
Na França e na Alemanha, esse instrumento tinha o nome de tarântula, ou aranha espanhola. Com ele se despedaçava o peito das meninas-mães ou das culpadas de aborto voluntário.


Guilhotina

A Revolução Francesa apagou os rastros da tortura, mas deixou de pé o patíbulo.
O inventor da guilhotina foi o filantropo Dr. Ignace Guillotin. A Assembléia sancionou uma lei, em 03 de Julho de 1791, pela qual “todas as pessoas condenadas à morte terão a cabeça cortada”.
Um ano depois, iniciou-se a utilização da guilhotina. Depois de diversas experiências com cadáveres, morreu decapitado o condenado por nome Nícola Pelletieri, e o carrasco foi Charles Sansom, o mesmo que, em seguida, decapitaria o rei da França, Luis XVI.

Empalador

A tortura do empalador está entre os suplícios mais ferozes e bárbaros. Provavelmente é através dos turcos que sua triste utilização difundiu-se na Europa Medieval.
Era uma punição geralmente imposta aos prisioneiros capturados com armas nas mãos. As vítimas eram, primeiramente, desnudas e, então, literalmente enfiadas de baixo para cima numa estaca pontiaguda.
Em similar posição, eram deixadas sobre os muros aos castelos invadidos ou em frente às fortalezas assediadas.
Atroz era a agonia dos infelizes que sobreviviam por diversos dias até a morte por hemorragia.

Cócegas Espanholas

Similar a um garfo encurvado, as cócegas espanholas eram usadas para fazer “cócegas” no inquirido, em todas as partes do seu corpo.
O instrumento acaba deixando marcas permanentes no corpo do torturado. Era usado na Península Ibérica, de 1300 a 1700.
Servia também para arrastar as vítimas em frente aos tribunais, sem tocá-los com as mãos, pois  grande parte dos prisioneiros eram sujos, com doenças e infecções.

Esmaga-Polegar

O esmaga-polegar era um instrumento usado como alternativa às principais torturas, ou um tipo de amedrontamento, antes de começarem as próprias.
O acusado sofria a mutilação do polegar simplesmente com o aperto do parafuso.
Usado na Alemanha e no norte da Itália entre 1300 e 1700, esse método muito doloroso servia para obter delações, informações ou confissões de delitos, muitas vezes não cometidos.

Roda de Despedaçamento

A roda do despedaçamento produzia um sistema de morte horrível.
O réu era amarrado com as costas na parte externa da roda. Sob ela colocavam-se brasas e o carrasco, girando a roda cheia de pontas, fazia com que o condenado morresse praticamente assado.
Em outros casos, no lugar de brasas se colocavam instrumentos pontudos, de maneira que o corpo ia sendo dilacerado à medida que se movimentava a roda.
Esteve em uso na Inglaterra, Holanda e Alemanha, no período de 1100 a 1700.

Esmaga-Joelhos

O esmaga-joelhos era colocado na perna da vítima, na altura do joelho, e apertado até que as pontas penetrassem na carne, estraçalhando a rótula.
O exercício era repetido várias vezes, o que causava inutilização permanente da perna.
Era uma tortura aplicada na Ásia, principalmente no Sião, até o Século XIX. Era utilizada contra ladrões e estelionatários.
Para os assassinos, depois da tontura, vinha a morte por decapitação.

Empalador Contrário

O empalador contrário é considerado ainda pior do que o empalador original.
Foi usado pelos turcos de “Solimão, o Magnífico”, na conquista da Europa Oriental. Foi usado também na Iugoslávia, Romênia, Hungria e Bulgária.
A morte era terrificante e lenta, porque não chegava até que a estaca atingisse a garganta, porquanto o sangramento, uma vez que a vítima estava de cabeça para baixo, era muito lento.

Serrote

O serrote era um instrumento de execução.
O condenado era suspenso pelos pés e, então, o carrasco iniciava a operação de serrá-lo de cima para baixo. O motivo desta posição era assegurar uma oxigenação do cérebro e impedir que o sangramento fosse muito forte e rápido.
Assim, a vítima não perdia a consciência até que o serrote chegasse no umbigo.
A esta morte cruel foram condenados todos os oficiais franceses capturados pelos espanhóis na campanha de Napoleão pela conquista da Península Ibérica, em 1807.
No final da guerra, a vingança francesa foi muito brutal.

Forquilha do Herege

Ao herege era reservado um tratamento diferente daquele dado aos condenados comuns, visto que o objetivo da penitência era a sua alma, ainda que no momento da morte.
A Inquisição espanhola representava a fase aguda do processo acusatório contra as heresias.
A forquilha do herege era colocada no tórax e embaixo do queixo do condenado e com uma cinta de couro era apertada contra o pescoço, fazendo com que as pontas penetrassem na carne.
Não era usada para obter confissões, mas como uma penitência empregada antes da execução do condenado.

Cadeira Inquisitória Menor

A cadeira inquisitória menor era usada na Europa Central, especialmente em Nuremberg e em Fegensburg, até 1846, durante os procedimentos judiciais.
O inquirido apoiava todo o seu peso sobre o assento, que era colocado em posição inclinada para a frente. Com o passar das horas, a posição incômoda tornava-se muito dolorosa, pelo efeito das agulhas nos braços e nas costas.
Em outras variações, a cadeira, muitas vezes de ferro, podia ser aquecida, sobre cujas pontas incandescentes tinha de sentar o condenado.


Continua...
Walacionil Wosch


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