segunda-feira, 3 de junho de 2013

Os Artilheiros Sem Repouso de Hollandía

Muitas e muitas histórias se contam dos tempos da Segunda Guerra Mundial.
Vamos ver mais uma delas.
Aguardo seus comentários, amigos. Um abraço a todos vocês.

Todas as batalhas da Segunda Guerra Mundial travadas no Pacífico Sul foram sangrentas, sombrias e impiedosas. E, talvez para alguns, o pesadelo ainda não tenha terminado.

No final da década de 50, um repórter da BBC de Londres noticiou que havia uma casa em Kuala Sengalor, na Malásia, ocupada outrora por Oficiais Japoneses, onde ainda se ouviam ecoar os passos de botas militares pesadas.

Outras fontes informaram que pescadores da Ilha Filipina de Corregidor, ferozmente disputada, continuavam vendo patrulhas espectrais durante anos e anos após a Guerra. Até a Reuters, a respeitada agência de notícias britânica, deu ouvidos a uma história vinda da costa norte da Nova Guiné.

Na primavera de 1944, o Porto de Hollandía foi palco de uma grande invasão aliada. A ilha, ocupada pelos japoneses, era um trampolim para as Filipinas e foi atacada pelas forças do General Douglas MacArthur. Pegos de surpresa e vencidos, os soldados japoneses fugiram para o leste e os aliados entraram na ilha. Os moradores locais disseram que alguns dos japoneses ficaram, pelo menos em espírito.

Em 1956, a Reuters noticiou que os moradores de Hollandía tinham pedido a membros de uma comissão japonesa para exorcizarem um canhão anti-aéreo abandonado da praia. O motivo era, segundo os moradores, que diariamente, à meia-noite, alguns fantasmas de soldados japoneses esqueléticos com capacetes enferrujados apareciam para manejar o velho canhão e ficavam de vigília, esperando por um possível ataque aliado.

Talvez, sugeriam eles, os monges budistas conseguissem apaziguar os espíritos enraivecidos.

Não se sabe se essa cerimônia foi realizada, nem se as almas perturbadas encontraram descanso.


Walacionil Wosch

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