quinta-feira, 13 de junho de 2013

O Holandês Voador


Na noite do dia 11 de Julho de 1881, perto da Costa de Melbourne, na Austrália, os vigias do castelo de proa do HMS Inconstant anunciaram a aproximação de um barco a bombordo. Todos os 13 tripulantes, dentre eles os Oficiais, foram até às amuradas para ver o recém-chegado.

De acordo com os diários de bordo de dois aspirantes reais que estavam a bordo, sendo eles o Príncipe George, da Inglaterra, e seu irmão, Príncipe Albert Victor, emanava do barco uma estranha luminosidade vermelha, como a de um navio fantasma todo iluminado. Seus mastros, vergas e velas sobressaíam nitidamente. Todavia, instantes depois, não havia nenhum vestígio de algum barco de verdade. As testemunhas achavam que haviam visto o Holandês Voador, o lendário navio fantasma que aterrorizou marinheiros durante séculos.

A lenda seria algo assim: apesar de todas as súplicas de sua tripulação, um Capitão Holandês insistiu em  atravessar o Cabo Horn, próximo ao Estreito de Drake, em meio a uma violenta tempestade. Então, o Espírito Santo apareceu, mas o satânico Capitão disparou sua pistola e amaldiçoou o Senhor. Por sua blasfêmia, Deus lhe rendeu uma maldição: o barco foi condenado a navegar por toda a eternidade, sem nunca poder parar em um porto.

Desde então, os marinheiros dizem que um encontro com o Holandês Voador é um prenúncio de desastre. Assim foi para o HMS Inconstant. Os diários dos membros da Família Real registram que, mais tarde, naquela mesma manhã, um  desventurado vigia caiu da trave do mastro principal e ficou inteiramente despedaçado. E, ao chegar ao porto de destino, o Almirante do barco foi acometido de uma doença fatal.

Walacionil Wosch 

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