segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Leonice Fitz: A Menina Poltergeist

O fato foi levado ao conhecimento de todos pela mídia no ano de 1988 na cidade de Santa Rosa (RS). Leonice Fitz com 13 anos de idade conseguia através de sua mente movimentar objetos, estourar lâmpadas, ouviam-se ruídos pelas paredes da casa, logo, por isso se tornou conhecida como a paranormal de Santa Rosa, a menina Poltergeist, entre outros chamamentos.

A mãe, Ema hoje recorda que desde neném ela tinha comportamento diferente de outras crianças, chorava e ficava arroxeada diante de uma boneca. Na escola divertia-se fazendo brincadeira com os amigos, como fazer voar os bonés e rolar as pedras no caminho de volta para casa.

O pai Arnildo Fitz, falecido em 2003 aos 57 anos, relatou que o medo tomou conta da família em Novembro de 1987 quando começaram a aparecer coisas estranhas; papéis picados em baixo da cama da filha; ruídos nas paredes e os fatos inexplicáveis como as lâmpadas piscando e explodindo, baldes de água se locomoviam, colchões se contorciam e etc.

Só ele era capaz de controlar com olhares, que ela despedaçasse o restante das louças.

Relatos de familiares, vizinhos e amigos constatam que o fato é mesmo verdadeiro, e que na passagem da infância para adolescência para ela era tudo brincadeira, se divertia ao fazer e achava legal. Mas com o amadurecimento, foi se tornando incômodo a especulação dos curiosos, a falta de privacidade e a peregrinação que faziam em frente a sua casa.

Com a proporção que os acontecimentos foram provocando a prefeitura de Santa Rosa que pediu ajuda a um padre e parapsicólogo Edvino Friderichs que tratou dela até o fim dos anos 80.

- O problema é que ela acha graça quando isso acontece, sem levar em conta que se trata de um desequilíbrio físico e psíquico - Ressalta o Padre.

                              
                                                    
O tratamento consistia em ela conseguir controlar o porão obscuro de sua mente, mas não adiantou. O interlocutor preferido era seu tio-avô Otto Fitz, que percutia as respostas atribuídas com batidas codificadas na parede.

A Leonice enferma não gosta de lembrar a Leonice menina que atraiu exorcistas, caçadores de fantasmas, chatonildos e multidões de curiosos ávidos por assistirem a mesas gravitando como espaçonaves. Recostada em quatro travesseiros, conta que pagou alto por seus poderes.

— Por que tive de ser diferente dos outros? — penaliza-se.

E será que os poderes paranormais continuam ativos? Antes de responder, ela acende mais um cigarro —a média é um a cada 10 minutos — e aponta para a luz que ilumina o quarto:
 — Se quiser, desligo aquela lâmpada, eu desligo. Mas tenho medo de fazer isso e não parar mais. Aí, quem vai me ajudar?

Um pouco antes de adoecer, Leonice surpreendeu o marido, o jardineiro Armindo Herzog, 57 anos. Os dois foram ao supermercado, Armindo trancara a porta da casa e metera a chave no bolso. Durante as compras, ela avisou:

— Ó, acabei de abrir a nossa casa.
— Não pode. A chave está comigo — protestou o marido.

                                                  

 Ao voltarem, Armindo deparou-se com a porta escancarada. E não foi obra de ladrões — garantem os dois, ela com um sorriso travesso na face emagrecida.

Leonice Fitz faleceu em 2010 aos 34 anos vítima de câncer nos ossos.
          
Abaixo, uma reportagem feita pela RBS TV:



Fontes: 

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